quinta-feira, 18 de outubro de 2018

"Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência"*

Criado organismo para garantir direitos das pessoas com deficiência
Os partidos com assento parlamentar assinaram esta quinta-feira um projeto-lei que prevê a criação de um organismo para monitorizar os direitos das pessoas com deficiência. O Mecanismo Nacional de Monitorização da Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência será votado na sexta-feira.
Notícia transcrita do EXPRESSO DIÁRIO de 18/10/2018

*Nada devia ter um nome por medo que esse nome o transforme. (Virgínia Woolf)

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Por falar em escolaridade obrigatória


Metade dos alunos com idades entre os 13 e os 15 anos, em todo o mundo, passa por situações de violência na escola ou nas imediações do estabelecimento de ensino, revela um estudo da Unicef.
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Tribunal aceita abandono escolar de jovem cigana em nome da tradição

Rapariga de 15 anos frequentava o 7.º ano. Juíza concede que jovens de hoje sigam “caminhos diversos e igualmente recompensadores que não simplesmente a frequência da escolaridade até à maioridade”
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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Tinha Síndrome de Dawn, um tipo de autismo e uma metralhadora de brincar. Eis uma situação ameaçadora!


Eric Toll tinha Síndrome de Down e foi alvejado numa rua da capital sueca, na madrugada de quinta-feira

Foto tirada daqui
Polícias suecos mataram a tiro um jovem de 20 anos por ter na sua posse uma metralhadora de brincar, na sequência do que os três agentes envolvidos consideraram uma "situação ameaçadora". De acordo com os seus relatos, Eric Toll não respeitou o pedido para poisar a arma, que os polícias acreditavam ser verdadeira, e foi baleado.
O acontecimento deu-se na madrugada de quinta-feira em Estocolmo, na Suécia, depois de Eric Toll sair de casa e ter sido dado como desaparecido pela família.
À agência de notícias sueca Expressen, a mãe, Katarina Söderberg, contou que a arma de brincar tinha sido um presente e que o filho era "o homem mais gentil do mundo".
O jovem foi levado para o hospital mas não resistiu aos ferimentos. "É impossível entender, ele não fazia mal a uma mosca", afirma a mãe.

Além de Síndrome de Down, Eric Toll tinha um tipo de autismo. De acordo com a agência de notícias sueca, está, neste momento, em andamento uma investigação sobre uma possível má conduta profissional por parte dos polícias.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Excentricidade identitária? O nosso futuro próximo é isto?


Devemos banir geneticamente os surdos?

Em 2002, um casal de lésbicas surdas decidiu ter um filho igualmente surdo. Candace McCullough e Sharon Duchesneau procuraram assim um dador de esperma surdo. Não viam elas na surdez uma debilidade? Não. A surdez era, para elas, uma marca identitária
como a orientação sexual. O filho, surdo, nasceu alguns anos depois.
Este é um caso extremo do politicamente correto ou das “identity politics”. A criação de “culturas” e “comunidades” por tudo e por nada gerou este caso surreal: orgulho identitário na surdez. No entanto, se há aqui um excesso, há também um fundo de verdade. Qual é o limite moral das modificações genéticas? Devemos banir geneticamente os surdos? A questão não é se podemos ou não, se é possível ou não. A possibilidade é ou será real em breve. Já não estamos no campo da possibilidade, mas sim no campo da legitimidade: é legítimo banir ou modificar ainda no estado de embrião uma pessoa surda? Aqui há duas questões. Primeira, vamos assumir que banimos, modificamos ou melhoramos os surdos ainda na fase embrionária. Como é que se sentirão as pessoas surdas ainda vivas? Não tendo a excentricidade identitária de Candace McCullough e Sharon Duchesneau, estas pessoas têm contudo o seu orgulho. Apesar da debilidade, fizeram a sua vida. Fazem parte da diversidade do género humano.
Segunda questão. Depois de banirmos os surdos, qual seria o próximo alvo? Os cegos? Os anões? As lésbicas? Um casal homofóbico poderá modificar geneticamente a sua filha se a medicina descobrir o gene gay? O casal que luta contra o aborto de crianças com trissomia será o casal que modificará ou abortará o seu bebé gay? Não pensem que isto são bizantinices. O nosso futuro próximo é isto.

Henrique Raposo (Expresso Diário de 31/07/2018)

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror.(Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde)

Pelo menos 232 civis foram mortos em ataques das forças governamentais do Sudão do Sul e seus aliados. Há cerca de 120 mulheres e meninas violadas, incluindo uma criança de quatro anos. E há idosos e pessoas com deficiência queimados vivos. É este o balanço que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos faz em pouco mais de um mês no estado da Unidade, no Sudão do Sul.
Lido no Expresso Diário (11-07-2018)

sexta-feira, 6 de julho de 2018

No centro da atividade da escola estão o currículo e as aprendizagens dos alunos. (Decreto-Lei n.º 54/2018 de 6 de julho)



Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, estabelece o regime jurídico da educação inclusiva.

O que é?
Este decreto-lei cria as condições para as escolas serem espaços de inclusão capazes de reconhecer a diversidade de todas/os as/os alunas/os e de dar resposta ao seu potencial e às suas necessidades individuais.

O que vai mudar?
Passa a existir um modelo de aprendizagem flexível, capaz de reconhecer as necessidades, o potencial e os interesses das/os alunas/os e de contribuir para todas/os serem capazes de adquirir uma base comum de conhecimento ao longo do seu percurso escolar, independentemente da oferta educativa e/ou formativa em que estejam inscritas/os.

Este modelo aplica-se em:

- agrupamentos de escolas

- escolas não agrupadas

- escolas profissionais

- todos os estabelecimentos da educação pré-escolar

- todos os estabelecimentos do ensino básico

- todos os estabelecimentos do ensino secundário.

Linhas de atuação e medidas de suporte à aprendizagem
As escolas devem definir orientações que promovam uma cultura que ofereça oportunidades para aprender a todas/os as/os alunas/os e lhes dê condições para atingirem todo o seu potencial até ao 12.º ano. Para garantir esses objetivos, as escolas têm de definir indicadores que permitam medir a eficácia das medidas postas em prática para os atingir.

Os objetivos definidos nas linhas de atuação para a inclusão são atingidos através de um conjunto de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão, dando especial atenção ao currículo e à aprendizagem. Existem vários tipos de medidas:

- universais — para todas/os as/os alunas/os

- seletivas — para preencher possíveis falhas da aplicação das medidas universais

- adicionais — para resolver problemas comprovados e persistentes não ultrapassados pelas medidas universais e seletivas.

Cria-se um processo para identificar as medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão consideradas necessárias. Este processo baseia-se em evidências identificadas pelos profissionais da escola com a participação de:

- mães e pais

- encarregadas/os de educação

- técnicas/os ou serviços de apoio que se relacionam com a criança ou a/o aluna/o.

Recursos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão
Os recursos humanos especializados são essenciais para atingir a inclusão nas escolas. O sucesso desse objetivo depende da participação de:

- professoras/es de educação especial

- técnicas/os especializadas/os

- assistentes operacionais, de preferência com formação específica.

Além disso, são criados:

- equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva

- centros de apoio à aprendizagem.

E mantêm-se:

- as escolas de referência no domínio da visão

- as escolas de referência para a educação bilíngue

- as escolas de referência para a intervenção precoce na infância

- os centros de recursos para a inclusão

- os centros de recursos de tecnologias de informação e comunicação para a educação especial.

Que vantagens traz?
Com este decreto-lei pretende-se criar as condições para que as escolas sejam espaços de inclusão que respeitem a diversidade de todas/os as/os alunas/os e lhes ofereçam oportunidades de aprendizagem e soluções para o sucesso escolar até ao 12.º ano.

Quando entra em vigor?
Este decreto-lei entra em vigor no início do ano escolar de 2018-2019, devendo as escolas aplicá-lo ao preparar este ano letivo.


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Preocupada por chegar atrasada à escola


Era de noite mas ninguém dormia: o vulcão Nevado del Ruiz entrara em erupção. Em Armero, interior colombiano, há muito que se temia este momento. A história terrível de Omayra Sánchez acabaria por resumi-lo. Tinha 13 anos quando ficou presa sob os escombros da sua casa, após um deslizamento. E esteve assim 60 horas, enquanto os socorristas tentavam salvá-la. O fotógrafo Frank Fournier captou-lhe a última imagem, mergulhada até ao pescoço no entulho, perdendo e recuperando a consciência. Preocupada por chegar atrasada à escola.“Ela sentia a vida a ir-se embora”, relatou Fournier. No passado domingo, a Guatemala também sofreu a ira de um vulcão. Do alto dos seus 3700 metros, Fuego causou num ápice 75 mortes. Ainda há 192 pessoas desaparecidas. Quantas Omayras haverá entre elas? Luciana Leiderfarb

Lido no Expresso desta semana 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Salaz, disse ela, referindo-se à cobertura mediática.



O tratamento, que se baseia nos princípios da homeopatia, é legal no Canadá e custa apenas sete euros. No seu blogue pessoal, Anke Zimmermann enalteceu a substância, mas acabou por remover a publicação.

Anke Zimmerman, naturopata canadiana, assumiu, no seu blogue pessoal, ter tratado problemas de comportamento de um menino de quatro anos com saliva de cão raivoso. A substância é legal no Canadá, onde pode ser adquirida por apenas sete euros e tem, até, um nome comercial, Lyssinum. O anúncio surpreendeu a comunidade médica internacional, que reagiu de forma negativa.
Muitos órgãos de comunicação social fizeram eco das críticas de especialistas de várias partes do mundo, que afirmaram que este tratamento não só não traria qualquer alteração comportamental à criança como até poderia tê-la colocado em risco. Segundo Anke Zimmerman, a criança teria sido já anteriormente mordida por um cão raivoso, o que justificaria a sua conduta.
Dificuldades em dormir, um mau comportamento na escola, grunhidos recorrentes e uma aversão à água seriam, no entender da naturopata, sintomas que confirmavam que o menino tinha contraído a doença. No entanto, face à polémica, a especialista acabaria por apagar a publicação, alegando, para além de uma cobertura mediática que apelidou de "salaz", "o respeito pela família da criança".
Em entrevista à edição canadiana do jornal Huffington Post, Phillipa Stanaway, vice-presidente do Colégio de Médicos Naturopatas da Colúmbia Britânica, confirmou a licenciatura em naturopatia de Anke Zimmerman e também o facto do Lyssinum, facilmente acessível através de uma pesquisa em qualquer motor de busca online, ser, efetivamente, um tratamento legalmente permitido.
O cientista francês Louis Pasteur foi o primeiro a desenvolver uma vacina antirrábica em 1885. Na altura, além de extrair o vírus do tecido nervoso de coelhos mortos, que usou como cobaia para criar o tratamento de vacinação, administrou ao mamífero saliva de uma criança que tinha sido mordida por um cão raivoso, mas na altura o animal acabaria por morrer, refere o jornal El Español.

terça-feira, 17 de abril de 2018

"É uma infelicidade que existam tão poucos intervalos entre o tempo em que somos demasiado novos e o tempo em que somos demasiado velhos." Baron de la Brede et de Montesquieu*


QUAL É A IDADE IDEAL PARA ENTRAR PARA A ESCOLA PRIMÁRIA?

(…)

Posto isto, importa perceber quais são os factores que permitem perceber se a criança está preparada para ingressar na Escola Primária ou não. E eles são, basicamente, dois: a capacidade cognitiva e a maturidade.

Capacidade cognitiva
É, sem dúvida, o mais fácil de avaliar. Actualmente existem uma série de testes que permitem quantificar o Quociente de Inteligência (QI) das crianças de forma bem objectiva, pelo que não é difícil perceber se a criança tem “capacidade” ou não para acompanhar as exigências. Para além disso, com esse tipo de avaliação torna-se possível também perceber quais as áreas mais fortes e mais fracas da criança, o que ajuda a estabelecer melhor de que forma aquela criança precisa de ser estimulada.
Na prática, a maior parte das crianças ditas “condicionais” acabam por ter um QI que lhes permite, do ponto de vista cognitivo, acompanhar as outras, pelo que não costuma ser este o aspecto que mais condiciona a decisão dos pais.
Maturidade

É muito subjectiva e, como tal, não existe nenhum método muito eficaz para a avaliar. Depende de muitos aspectos que não se conseguem quantificar, pelo que é uma área onde são os pais quem melhor pode tirar conclusões. Apesar de ser possível ter uma ideia geral, nenhum profissional de saúde consegue dar uma opinião muito fundamentada em relação à maturidade de uma criança. E devia ser exactamente este o principal discriminador para decidir se a criança avança ou não…
A maturidade é algo que não se aprende, pois é “biológica”. Precisa de tempo para se desenvolver e não se adquire por imitação. Os comportamentos podem-se imitar, mas a maturidade tem que ir surgindo. E quando não está presente, as dificuldades vão-se fazer notar. Por muitas capacidades que uma criança tenha, se não tiver maturidade para entender o que se lhe ensina e o que se lhe exige, os seus resultados vão sempre ficar aquém do que ela merece e é capaz. E esta questão pode fazer a diferença entre a positiva e a negativa, como é lógico, mas pode também fazer a diferença entre um aluno ser brilhante ou “apenas” muito bom.
Assim, em jeito de conclusão, diria que a regra deveria ser que só entrariam para a Escola Primária as crianças com 6 anos já feitos. Pontualmente poderia abrir-se uma ou outra excepção, mas essa seria a decisão mais acertada para a esmagadora maioria. Não é preciso pressas, apenas respeitar o que a biologia nos diz e os estudos comprovam. Sei que haverá muita gente que discorda desta opção, mas acredito mesmo que é a mais acertada.
Todas as crianças devem ter oportunidade de usar as capacidades que têm e, para isso, precisam de maturidade e segurança. E, acredite, todas elas têm muitos anos para ser adultos, mas muito poucos para ser crianças. E atrevo-me até a dizer que é quase “criminoso” impedir que elas usufruam desses poucos anos que têm enquanto crianças…

*http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/baron-de-la-brede-et-de-montesquieu.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

E à Inclusão disse nada.


Luís de Miranda Correia não poupa críticas ao novo modelo da “educação inclusiva” que o governo se prepara para colocar em vigor. Este especialista na problemática da educação especial exprime um receio que também já várias vezes aqui manifestei: que a inclusão total dos alunos com necessidades educativas especiais, que o ME defende, venha a pôr em causa a resposta às especificidades deste alunos, desarticulando os serviços de educação especial que até agora, com a colaboração dos conselhos de turma e de outras estruturas escolares, a tem assegurado.
De facto, perseguir uma ideia fundamentalista de inclusão, que leva a considerar que um aluno com sérias limitações motoras e/ou cognitivas só estará bem quando estiver completamente incluído na turma a que pertence, é atentar, desde logo, contra o direito de todos os alunos “especiais” a uma educação que respeite as suas características e necessidades específicas. Na verdade, como bem sabem todos os que trabalham com alunos da educação especial, cada caso é um caso. E se alguns alunos podem beneficiar com um ensino mais inclusivo – e nesses casos ele deve ser promovido – outros haverá em que a integração na turma tem de ser feita de forma mais limitada e cautelosa. E exige – e é aqui que a porca ministerial torce o rabo – mais recursos humanos para um acompanhamento efectivo destes alunos no novo contexto educativo.
Miranda Correia critica também a “descategorização” trazida pelo novo documento, como se categorizar os diferentes tipos de necessidades dos alunos e as correspondentes adequações significasse rotular ou, de alguma forma, discriminar alunos. Tomando como princípio uma igualdade inexistente, colocam-se ao mesmo nível todas as dificuldades de aprendizagem – as dos alunos “regulares” e as que se integram no âmbito da educação especial – e impede-se a construção de respostas educativas verdadeiramente diferenciadas para os alunos que delas necessitam.
Sob a capa de uma fictícia inclusão, o colunista do Público teme que o novo modelo venha, isso sim, a “atirar os alunos com NEE para situações de exclusão funcional”. Dependendo o seu sucesso, em larga medida, dos recursos que vierem a ser concedidos às escolas para a sua implantação, uma coisa estará garantida quando e se o novo modelo vigorar: mais confusão e burocracia, da qual os alunos dificilmente não sairão prejudicados, e valentes dores de cabeça para os professores envolvidos na sua aplicação…


quinta-feira, 5 de abril de 2018

"A quem chamas mau? Àquele que quer envergonhar sempre." Friedrich Wilhelm Nietzsche


Pai desconfia de algo errado e vai até a escola do filho, veja o que ele descobriu!

(…)Um pai começou a achar estranha a atitude de seu filho, pois não tinha nada escrito no caderno, por isso passou a desconfiar que algo errado estava acontecendo, por isso foi na escola e descobriu que seu filho não estava fazendo suas tarefas diárias.
Por isso resolveu que seu filho iria fazer todas tarefas atrasadas e colocar seu caderno em dia. Ele pediu emprestado o caderno de um amigo do filho, tirou cópias e para deixar o filho envergonhado de sua arte, postou nas redes sociais para ele aprender a não fazer mais isso.(…)

quarta-feira, 4 de abril de 2018

"...eu quero é ser o tal e como tal reconhecido..." (Sérgio Godinho)*


(…)
Desde 2006 que a as escolas são avaliadas por equipas constituídas por dois inspectores da Inspecção-Geral da Educação e um perito do ensino superior, que analisam o trabalho desenvolvido para melhorar os resultados académicos dos seus alunos, sublinhando as boas práticas e chamando a atenção para os pontos a melhorar.
Mas as regras estão prestes a mudar e as futuras equipas vão passar a integrar também "uma personalidade de reconhecido mérito com conhecimento do sistema educativo", confirmou à Lusa o gabinete de imprensa do Ministério da Educação.
Segundo o Ministério da Educação, as novas equipas de avaliação serão compostas por quatro elementos: "dois inspectores - sendo um deles coordenador - um perito e uma personalidade de reconhecido mérito com conhecimento do sistema educativo".
(…)
Público de 03-04-2018

*...eu quero é ser o tal e como tal reconhecido..." - dois versos da canção que pode ouvir aqui

terça-feira, 3 de abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

quinta-feira, 22 de março de 2018

"Crer para ver." Vergílio Ferreira


Uma das maiores queixas dos pais em Portugal é o excesso de trabalhos de casa. Como é na Finlândia?
Também temos trabalhos de casa, mas não muitos. E os dias de escola são bastante curtos. Por exemplo, quando a escola começa, aos 7 anos, só têm quatro horas de aulas por dia. Não temos de ter dias longos e muitos trabalhos de casa graças à alta qualidade dos professores. Depois as crianças podem ter passatempos. Não queremos que a nossa escola seja demasiado stressante. Queremos que aprender seja divertido. Muitas escolas oferecem atividades para os alunos, sobretudo os mais novos. E estamos a tentar diversificar a oferta.
(…)

quarta-feira, 21 de março de 2018

"O preconceito é filho da ignorância." William Hazlitt


Débora Seabra é a primeira professora portadora de síndrome de Down do Brasil. Estimulada precocemente desde bebé, frequentou sempre escolas regulares e, com o apoio da família, colegas e professores, venceu as dificuldades próprias e os estigmas e preconceitos alheios. Formou-se na Escola do Magistério em 2005 e é há mais de dez anos professora  do ensino fundamental, o equivalente ao nosso primeiro ciclo. Entretanto realizou palestras, escreveu um livro de histórias infantis e recebeu, em 2015, o Prémio Darcy Ribeiro, atribuído a personalidades que se destacam no campo da acção educativa.
Pois foi sobre esta professora, a vários títulos exemplar, que a juíza desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal do Rio de Janeiro, se permitiu fazer comentários que nem sei como qualificar:

Contudo, o comentário acintoso não ficou sem resposta. Sem descer ao nível da desembargadora, Débora Seabra esclareceu-a:
Eu ensino muitas coisas às crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais.
Afinal de contas, a juíza preconceituosa teria muito a aprender com a professora que tentou menosprezar. Enfrentando um coro de queixas e protestos da sociedade civil e de organizações de defesa das pessoas com deficiência, nem o estatuto de magistrada a livrará de ter de explicar a sua conduta perante os seus pares. Respeitar os direitos e a dignidade de todas as pessoas implica rejeitar o preconceito e a discriminação. E os juízes não se podem colocar acima das leis que eles próprios devem aplicar.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Já que a vida é curta e o futuro diz que está aqui já (S. Godinho)

É verdade que Portugal é um dos países do mundo que tem das melhores infraestruturas de comunicação. As redes de fibra ótica chegam cada vez a mais locais e há o compromisso de algumas empresas de telecomunicações, como por exemplo a MEO, que têm levado Internet onde nunca ninguém levou.
As notícias mais recentes, contudo, revelam que em Portugal também há escolas com computadores muito velhos e com acesso muito mau à Internet.
A notícia está a ser avançada hoje pelo JN, que refere que há escolas com computadores velhos e a rede está sempre a “cair”. Segundo o jornal, os programas do Governo pressupõem recursos digitais que os estabelecimentos de ensino simplesmente não têm. Os “centros de assistência” das escolas acumulam cada vez mais lixo digital e vão-se “criando” novos computadores com peças de uns e de outros.
De acordo com Fernanda Ladesma, presidente da Associação de Professores de Informática, “é urgente para as escolas que seja aprovado um novo plano tecnológico”. De relembrar que o último Plano Tecnológico de Educação (PTE) foi aprovado em 2007 (há 11 anos) pelo Governo de José Sócrates.
Número de PCs nas escolas diminuiu drasticamente
De acordo com dados da Pordata, referenciados pelo JN, em 2016, as Escolas Públicas de Ensino Básico e Secundário tinham 358 692 computadores. Em 2010 o número era quase o dobro (686 899).

Tal como muitas escolas pelo país fora, são os alunos que acabam por levar de casa os seus equipamentos digitais (sejam tablets, smartphones e até computadores). No exemplo dado pelo jornal, de uma escola em Cinfães, os alunos levam o tablet de casa, mas a rede wireless bloqueia a cada cinco utilizadores.
Esta é uma realidade do nosso país que terá de mudar urgentemente até porque Portugal tem conseguido captar grandes empresas tecnológicas e é preciso dar continuidade a esta estratégia, formando os melhores profissionais.