quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Para ensinar há uma formalidade a cumprir - saber. (Eça de Queirós)*


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A secretaria regional promoveu no ano letivo 2018/2019 um projeto-piloto na Escola Básica Integrada Francisco Ferreira Drummond, no âmbito da educação inclusiva, que agora se alarga a outras quatro unidades orgânicas do sistema educativo regional.
Segundo uma nota do executivo açoriano, a continuidade e alargamento deste projeto assenta na “experiência obtida” e na necessidade de “se refletir sobre o papel da escola e o modo como esta vê os alunos e como se organiza para dar resposta a todos eles”.
Este despacho do titular da pasta da Educação sublinha a necessidade de se "abandonar o modelo de legislação especial para alunos especiais”, bem como “o modelo de categorização dos alunos”.
O objetivo é adotar um modelo que tem por base "respostas educativas adequadas para todos os alunos", mas qualquer aluno pode, a qualquer momento do seu percurso escolar, necessitar de medidas de suporte à aprendizagem.
O governante sublinha neste despacho que “o respeito pelo princípio da educação inclusiva, pela integração de todos os alunos, pelo direito de todos à educação e de reduzir a exclusão, pressupõem que cada escola reconheça a necessidade de encontrar formas de lidar com a diferença dos seus alunos e os benefícios dessa diversidade, através da adequação dos processos de ensino às características e condições individuais de cada um, recrutando os recursos de que dispõe para que todos aprendam e participem ativamente na vida da escola”.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

"É aquilo que fazemos do que temos, e não o que nos foi dado, que distingue uma pessoa de outra" N. Mandela


EDUCAÇÃO

A escola que não brilha nos rankings ficou em 1.º lugar
Agrupamento de Escolas de Santo António, no Barreiro, ganhou um prémio que distingue projetos inovadores na Administração Pública. Num meio onde as dificuldades sociais e económicas são muitas, definiu um plano para integrar todos os alunos e os resultados apareceram. A distinção valeu-lhes 10 mil euros, que serão investidos nas salas de aula
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“O SUCESSO NÃO SÃO OS RANKINGS, MAS CADA DEGRAU SUBIDO”
O projeto foi definido e começou a ser aplicado no ano letivo de 2016/17. Primeiro nos anos iniciais de ciclo, avaliando as dificuldades de cada um e tentando que cada um melhorasse. Sabendo que todos têm “ritmos diferentes” e o seu “próprio caminho”. Porque o sucesso, defende Manuela Espadinha, não se mede apenas na média alta que se obtém no exame nacional, no número de notas 5 que se consegue ter ou numa posição de topo nos rankings nacionais.
“O sucesso mede-se pela progressão que cada um vai tendo. Há um ponto de partida e cada degrau que se sobe é um sucesso”, reforça a professora, lembrando que para muitos alunos, a escola é o “única porto de abrigo, onde se sentem seguros e onde podem aprender e socializar”. “Grande parte não tem qualquer apoio fora da escola”, insiste Manuela Espadinha, numa referência aos rankings que apenas olham para as médias nos exames nacionais e onde a escola ocupa os lugares mais baixos.
Depois, foi preciso trazer os pais à escola, mostrar-lhes que a educação é “importante” e conquistar a sua “confiança”. Com várias ofertas na educação e formação de adultos, conseguiram também este objetivo. “Alguns passaram a vir não apenas quando havia um problema com os seus filhos, mas todos os dias, também para aprender”.
Ao mesmo tempo, os professores reuniam-se, monitorizavam o projeto e avaliavam o que corria bem e o que podia ser melhorado. “É difícil, mas é um grande desafio”.
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Expresso Diário de 31 de julho de 2019

sexta-feira, 12 de julho de 2019

OS EXAMES DOS NOSSOS (DES)CONTENTAMENTOS


1. Notas nos exames de Português e Matemática melhoraram
Todas as disciplinas têm média positiva na 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário. Entre as mais concorridas, as notas são mais baixas do que no ano anterior a Física e Química e a Biologia e Geologia.




2. À exceção de Filosofia, todas as médias foram iguais ou superiores a 10.

3. Médias sobem nos exames do Secundário

No geral, subiu a média dos alunos que fizeram exames nacionais no Ensino Secundário. Em História da Cultura e das Artes, a média subiu 23 pontos. Em Geometria Descritiva A, subiu 21 pontos.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo.(Ludwig Wittgenstein)*


No Laboratório do Bebé de Lisboa (Lisbon Baby Lab), 42 bebés com trissomia 21 entre os cinco e os 30 meses estão a ser estudados. Neste laboratório da Universidade de Lisboa quer saber-se quais são os sinais precoces no desenvolvimento da linguagem destes bebés. Até agora, percebeu-se que as suas competências para segmentar as palavras se desenvolvem mais tarde do que nos bebés sem perturbações no neurodesenvolvimento.
“Surpreendentemente, os défices linguísticos na síndrome de Down [trissomia 21] estão entre os menos estudados, em particular no que respeita ao desenvolvimento inicial da linguagem e comunicação, isto é, as capacidades de perceção e linguagem”, diz ao PÚBLICO Sónia Frota, diretora do Laboratório do Bebé de Lisboa.
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Até agora, já se obtiveram dois tipos de resultados. Primeiro, percebeu-se que as competências para segmentar palavras (sequências de sons que os bebés captam como sendo palavras) no contínuo da fala desenvolvem-se mais tardiamente nos bebés com trissomia 21. “No segundo ano de vida, os bebés com síndrome de Down começam a mostrar competências de segmentar palavras semelhantes às verificadas a partir dos cinco ou seis meses nos bebés de desenvolvimento típico”, indica a cientista.
Depois, os bebés com trissomia 21 também seguem um padrão diferente a segmentar palavras daquele que se registou em bebés sem perturbações no neurodesenvolvimento. Este padrão diverge de outros bebés porque “não têm facilidade em reconhecer as palavras em posições proeminentes do enunciado, que são posições mais salientes e percetíveis”, esclarece Sónia Frota, acrescentando que vai apresentar este estudo recente na Conferência do Desenvolvimento Inicial de Bebés e Crianças, em Lancaster, no Reino Unido, em Agosto.
Sugere-se assim que os bebés com melhor desempenho em tarefas de segmentação de palavras têm também um melhor desenvolvimento da linguagem, particularmente a nível expressivo. “Estes resultados levantam a hipótese de intervenções vocacionadas para promover a perceção e segmentação da palavra no contínuo da fala poderem contribuir para favorecer o desenvolvimento da linguagem e da comunicação em crianças com síndrome de Down”, diz ainda a investigadora.
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terça-feira, 21 de maio de 2019

Devagar e bem, já não há quem?


VIVA JOÃO FÉLIX
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Há um prazer na rapidez, mas a própria rapidez é uma oportunidade.  Nós temos a tendência de pensar de mais nas coisas, de fazer grandes planos e de tentarmos prepararmo-nos para maus resultados.  Isso tira-nos rapidez - e não garante coisa nenhuma.
Com aquele golo, João Félix tornou-se um grande professor. 

Publico (20 de maio de 2019)

terça-feira, 7 de maio de 2019

A 13 de maio...


Informações Gerais
No 25º aniversário da Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994), o Conselho Nacional de Educação (CNE) promove um seminário que se debruça sobre a Educação Inclusiva, tema central desta Declaração.
Este seminário realiza-se no auditório do CNE, dia 13 de maio, pelas 14 horas.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Os carpinteiros e pedreiros romanos cunharam a palavra norma designadora de um esquadro*

NORMA 01/JNE/2019


NORMA 01/JNE/2019- Instruções para a inscrição de Provas e Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário.”



Inclusão eleitoral

Matriz do voto em Braille

Todas as mesas de voto passam a ter uma matriz em Braille, que é colocada por cima do boletim, de maneira a permitir que os cidadãos com deficiência visual consigam votar de foram autónoma. Ainda assim, …continua a ser possível os cidadãos irem acompanhados, se o desejarem.
Expresso de 2 de fevereiro de 2019

Quem lê muito e anda muito, vai longe e sabe muito.(Miguel Cervantes)*


Numa das minhas contínuas pesquisas para refletir e escrever neste Blog, encontrei estes dez ‘Direitos essenciais do Leitor’, apresentados na Obra de Daniel Pennac: Como um romance.
1.    Direito de não ler
2.    Direito de saltar páginas
3.    Direito de reler
4.    Direito a não acabar um livro
5.    Direito de ler seja o que for
6.    Direito à emoção (doença textualmente transmissível)
7.    Direito a ler onde quer que seja
8.    Direito a ler apenas algumas passagens dos livros
9.    Direito a ler em voz alta
10. Direito a ficar em silêncio após a leitura

Estes ‘Direitos’ devem ser apresentados e refletidos com os jovens leitores, de forma a motivá-los para uma leitura recreativa, de prazer e gosto. Só assim se estimulam novos leitores assíduos!


sábado, 2 de fevereiro de 2019

A informação consome a atenção dos destinatários. A riqueza da informação cria uma pobreza de atenção.


Francisco Mora: “É preciso acabar com o formato das aulas de 50 minutos”

Especialista em Neuroeducação aposta na mudança de metodologias, mas pede cautela na aplicação da neurociência na educação
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Mora argumenta que a educação pode ser transformada para tornar a aprendizagem mais eficaz, por exemplo, reduzindo o tempo das aulas para menos de 50 minutos para que os alunos sejam capazes de manter a atenção. O professor de Fisiologia Humana da Universidade Complutense alerta que na educação ainda são consideradas válidas concepções equivocadas sobre o cérebro, o que ele chama de neuromitos. Além disso, Mora está ligado ao Departamento de Fisiologia Molecular e Biofísica da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.

Pergunta. Por que é importante levar em conta as descobertas da neuroeducação para transformar a forma de aprender?
Resposta. No contexto internacional há muita fome para ancorar em algo sólido o que até agora são apenas opiniões, e esse interesse se dá especialmente entre os professores. O que a neuroeducação faz é transferir a informação de como o cérebro funciona com a melhoria dos processos de aprendizagem. Por exemplo, saber quais estímulos despertam a atenção, que em seguida dá lugar à emoção, pois sem esses dois fatores nenhuma aprendizagem ocorre. O cérebro humano não mudou nos últimos 15.000 anos; poderíamos ter uma criança do paleolítico inferior numa escola e o professor não perceber. A educação tampouco mudou nos últimos 200 anos e já temos algumas evidências de que é urgente fazer essa transformação. Devemos redesenhar a forma de ensinar.
(…)
Estamos percebendo, por exemplo, que a atenção não pode ser mantida durante 50 minutos, por isso é preciso romper o formato atual das aulas. Mais vale assistir 50 aulas de 10 minutos do que 10 aulas de 50 minutos. Na prática, uma vez que esses formatos não serão alterados em breve, os professores devem quebrar a cada 15 minutos com um elemento disruptor: uma anedota sobre um pesquisador, uma pergunta, um vídeo que levante um assunto diferente... Há algumas semanas, a Universidade de Harvard me encarregou de criar um MOOC (curso online aberto e massivo, na sigla em inglês) sobre Neurociência. Tenho de concentrar tudo em 10 minutos para que os alunos absorvam 100% do conteúdo. Nessa linha irão as coisas no futuro.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

A excepção conduz à anarquia.(António de Oliveira Salazar)*


PCP e Bloco forçaram a discussão do decreto-lei do Governo que já está a ser aplicado em muitas escolas desde Setembro, mas que tem sido alvo de muitas críticas da comunidade escolar.
Turmas mais pequenas, formação gratuita para docentes e pessoal auxiliar, maior envolvimento dos pais e encarregados de educação na avaliação do sistema e uma avaliação mais rigorosa e cuidada dos instrumentos da educação inclusiva são algumas das questões que os partidos, à excepção do PS, querem consagrar no novo regime jurídico que substituiu o da educação especial. E é isso que irão fazer nos próximos meses depois de o PCP e o Bloco terem chamado ao Parlamento o decreto-lei do Governo que entrou em vigor no fim do Verão e está já a ser aplicado em muitas escolas. O diploma vai ser alvo de propostas de alteração. (…)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

A Tecnologia também pode ser inclusiva.


Descubra a magia do StorySign

O StorySign é uma aplicação gratuita que tem como objetivo ajudar as crianças surdas a ler, interpretando em língua gestual livros previamente disponibilizados na aplicação.
Funciona da seguinte forma: Em primeiro lugar, o pai, a mãe ou a criança abre a aplicação e clica num dos livros disponíveis na biblioteca do StorySign. Depois, segura o telemóvel na vertical sobre as palavras na página e a nossa simpática avatar, Star, conta a história em língua gestual, ao mesmo tempo que as palavras escritas são realçadas, para que a criança consiga de forma simples associar gestos e palavras e assim aprender a ler, ao seu próprio ritmo.
O StorySign assistido pela Inteligência Artificial da Huawei, é apoiado por instituições de caridade, incluindo a União Europeia de Surdos e a Associação Britânica de Surdos, foi desenhada pela Aardman Animations e conta com clássicos infantis da editora Penguin Random House.  

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A pior profissão é aquela de não ter nenhuma profissão.(Cesare Cantú*)


Estudo. Só 1% dos portugueses quer ser professor

Estudo apresentado na nova edição do Global Teacher Prize mostra que 76% dos inquiridos nunca ponderou ser docente. Taxa de rejeição sobe se se juntar os que pensaram nisso, mas mudaram de opinião.
É a terceira profissão mais confiável na opinião dos portugueses, só ultrapassada por médicos e bombeiros, mas, apesar disso, quase ninguém pensa seguir a profissão de professor. Esta é uma das conclusões do estudo que será apresentado esta quinta-feira no lançamento de mais uma edição do Global Teacher Prize, feita a cidadãos com 15 ou mais anos, e que mostra que só 1% dos inquiridos tem como objetivo profissional ser professor.
(...)
*visto aqui

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Lazer: intervalos de lucidez numa vida desregrada.(Ambrose Gwinett Bierce)*

A Generalidade Valenciana aprovou uma norma, que entrou em vigor no dia de Natal, para limitar os trabalhos de casa para os estudantes entre os seis e os 16 anos.
Lei de Direitos e Garantias para Crianças e Adolescentes é assim que se chama e estipula que as crianças entre os seis e os 16 anos façam a maioria das atividades de aprendizagem dentro do horário escolar. Esta norma é a primeira em toda a Espanha que inclui limites aos trabalhos de casa e foi aprovada pelo governo autonómico Valenciano.
Esta nova lei reconhece que as crianças e jovens são “cidadãos de pleno direito” e estabelece que a brincadeira e os jogos façam parte da sua atividade quotidiana como elemento essencial para o seu desenvolvimento e processo de socialização. As crianças também têm o direito de participar em “atividades de lazer educacional” ou de tempos livres fora da educação regulamentada e do ambiente familiar.
Segundo o artigo 69.º reconhece-se a contribuição dos colégios e institutos para que se cumpra esse “direito ao ócio e ao desporto”: “Durante as etapas do ensino obrigatório procurar-se-á que a maior parte das atividades de aprendizagem programadas se possam realizar dentro da jornada letiva, de maneira a que as que se tenham que realizar fora não ponham em causa o direitos dos alunos ao ócio, ao desporto e à participação na vida social e familiar”.
A lei não obriga categoricamente os centros educativos a seguir esta norma, deixando margem para decidir aplicar o que está foi consignado. Ainda assim, é a primeira vez que uma lei autonómica aborda as tarefas escolares, depois dos parlamentos regionais de Madrid, Cantabria, Murcia e Canárias terem aprovado recomendações neste sentido.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Ai a norma culta portuguesa!


“Prefiro que o PSD tenha pior resultado nas eleições do que um rótulo de direita”
Manuela Ferreira Leite
Antiga líder do PSD, numa frase que incendiou os ânimos sociais-democratas





Em relação ao verbo preferir, talvez por influência da construção comparativa «gosto mais do que…» se verifique o uso frequente de «preferir uma coisa do que outra». Porém, segundo a norma culta portuguesa, a estrutura correcta é «preferir uma coisa a outra».

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

No imbecil, o espírito sopra em sentido contrário.(José Alberto Braga)*


Pelo menos 20 crianças ficaram esta terça-feira feridas num ataque perpetrado por um homem numa escola primária em Pequim, informaram as autoridades chinesas do distrito de Xicheng, detalhando nas redes sociais que três das crianças se encontram gravemente feridas, mas não correm risco de vida. O suspeito foi preso no local.
Expresso Diário de 08/01/2019

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

“Investigação, Práticas e Contextos em Educação




INSTITUTO POLITÉCNICO DE LEIRIA - 3 a 5 De MAIO 2019
Encontra-se a decorrer, até ao dia 11 de fevereiro, o prazo para a submissão de artigos, relatos e posters no âmbito da Conferência Internacional “Investigação, Práticas e Contextos em Educação”, que se realizará nos dias 3 e 4 de maio, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, do Instituto Politécnico de Leiria.
O objetivo da iniciativa é proporcionar uma oportunidade para que profissionais de diversas áreas ligadas à Educação e com interesses multidisciplinares interajam e partilhem experiências e conhecimentos, contribuindo e estimulando a investigação e o desenvolvimento de boas práticas. 
A conferência envolve diversas temáticas, designadamente, experiências de ensino e aprendizagem em contextos formais e não formais e desenvolvimento comunitário

ARTIGOS, RELATOS E POSTERS