sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A VIDA SECRETA DOS TPC's

Já está disponível para download o InfoCEDI n.º 73 sobre Os Trabalhos para Casa das Crianças


Já está disponível para consulta e download o nosso InfoCEDI n.º 73. Esta é uma compilação abrangente e atualizada de dissertações, estudos, citações e endereços de sites sobre Os Trabalhos para Casa das Crianças.
Todos os documentos apresentados estão disponíveis on-line. Pode aceder a esta publicação AQUI.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

O que é que torna heróico? Ir ao mesmo tempo para além da sua maior dor e da sua maior esperança.(Friedrich Wilhelm Nietzsche)


Estudante com dislexia e paralisia cerebral forma-se em história
Nem mesmo o diagnóstico de paralisia cerebral, a baixa visão e a limitação motora impediram que o jovem Luiz Garcia, 30 anos, realizasse o sonho de uma graduação. O estudante foi aprovado em duas universidades federais e optou por cursar bacharelado e licenciatura em história na Universidade de Brasília (UnB).
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Devido à dislexia – um transtorno de aprendizagem – e à baixa visão ocasionada pela paralisia cerebral, Luiz tem dificuldades para ler e escrever. Todo o conteúdo foi aprendido na sala de aula, em áudios enviados por amigos e nas apostilas lidas pelos pais, que eram armazenadas em um gravador.
Quando precisou entregar trabalhos, Luiz contou com o apoio do pai para transcrever o que ele ditava. A tecnologia também deu uma mãozinha. "Aprendi a usar o microfone do teclado do celular para redigir textos", conta.
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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

VER COM OLHOS DE VER

Brincar na rua pode proteger as crianças de doenças de visão

O seu filho tem problemas de visão? Leve-o para a rua! De forma a combater os efeitos negativos que os aparelhos tecnológicos têm nos olhos, os médicos aconselham as crianças a duas, três horas de luminosidade solar.

As crianças brincam cada vez menos na rua e estão cada vez mais presas a jogos eletrónicos e smartphones, com que se entretêm dentro de casa. A rua esvazia-se de brincadeiras e isso pode ter consequências negativas inesperadas.

Além dos efeitos prejudiciais no sono, parece existir uma relação entre esta tendência e patologias oculares, como a miopia. Se tem vindo a aumentar o número de crianças com necessidade de usar óculos, isso deve-se em grande parte a passarem demasiado tempo expostos a ecrãs e cada vez menos horas fora de casa.

A miopia é um defeito na convergência dos raios luminosos, ou seja, os objetos formam-se à frente da retina em vez de no seu interior. O resultado é a perda de capacidades de visão em profundidade, tornando-se desfocada como uma névoa sem forma.

Daí que, além dos óculos ou lentes de contacto, o tempo passado ao ar livre seja importante. «Passar tempo na rua e absorver a luminosidade solar pode ser a solução para recuperar ou prevenir doenças de visão», diz Annegret Dahlmann-Noor, oftalmologista do Moorfields Eye Hospital em Londres, numa entrevista dada à BBC Health.

O seu filho está cada vez mais viciado em tecnologia e isso está a prejudicar-lhe a visão? O professor Chris Hammond, do King’s College London, diz que a resolução do problema passa por «levar os filhos para o exterior, praticarem algum desporto ou qualquer atividade à luz do dia». Para o britânico «duas, três horas na rua é a fórmula perfeita de afastar a miopia dos olhos das crianças».

O oftalmologista Pedro Pacheco explicou à Noticias Magazine as razões que levam à perda da visão do que está distante «o ser humano foi concebido para viver no ambiente de rua e ver ao longe. Ao utilizar aparelhos de perto e de luz artificial inverte a tendência natural das coisas». Tudo indica que «a miopia é um processo de adaptação da visão humana».


Além do ar livre, Pedro Pacheco referiu que «a alimentação também é importante na saúde dos olhos». Devemos ingerir produtos ricos em ómega 3, vitamina A, C e E, que regeneram a composição ocular.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

"VENHA VER UMA ESCOLA POR DENTRO, PORQUE "O primeiro sinal de ignorância é presumirmos que sabemos." (Baltasar Gracián y Morales).

“Éimportante treinar a criança a ficar na tarefa, a colocar nela mais esforço e investimento”


Ana Salgado, psicóloga e especialista em Psicologia da Educação, em entrevista ao EDUCARE.PT, lembra aos pais que a educação se faz também pelo exemplo. E explica como as birras das crianças não as devem fazer perder “oportunidades de aprendizagem”.

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E: Quer dizer que a criança reage mal à diminuição de estímulos a que está sujeita na escola?
AS: É um problema da nossa sociedade. Há um diferencial gigantesco entre o que as crianças têm em casa, em termos de estímulos e possibilidades, e o que existe na escola. Continuamos a ter uma escola com um quadro negro, uma professora que fala, uma turma que escreve e uma carteira onde a criança está sentada ao lado da colega. Temos uma escola que não é tão estimulante quanto estar em casa.
Em algumas situações, as crianças acabam por aprender mais em casa com o tablet e o computador do que na escola. Aprendem ao ritmo delas, aprendem o que querem e quando querem. Este é um grande desafio colocado às nossas escolas e aos professores. Como respeito o ritmo de aprendizagem da criança? Como a motivo? Como torno a minha aula mais dinâmica? Como diferencio os níveis de conhecimento dentro da sala de aula?

(…)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Aquele que prevê é dono dos seus dias.(Johann Wolfgang von Goethe)

Previsões para 2018 – 5

Burrocracia. Muita burrocracia. Ainda mais burrocracia com a necessidade de conceptualizar, projectar, planificar, cronogramar, implementar, registar, avaliar, reavaliar e relatorizar a flexibilidade e a autonomia. Tudo em triplicado, que é para a pegada digital não apagar a convencional. Achavam que os contratos de autonomia e o pnpse já levavam à produção de muita legitimação documental do (in)sucesso. Bem queiram ver como será agora, por muito que vos digam o contrário. Tal como os humanistas viciados em tecnologias, os flexibilizadores e autonomistas adoram a boa e velha rigidez das grelhas onde tudo se plasma em papel, pen, disco rígido e cloud. E então a reunite para preparar tudo isto, monitorizar, avaliar, reavaliar, reimplementar e re-reavaliar todo o processo?
(e nem falemos da necessidade de “formação” pós-laboral para re-ensinar/aprender o que já foi ensinado/aprendido – e por algum motivo quase caído no olvido –  há 20 anos…)

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

HÁ 49 ANOS...

Monforte do Alentejo, 27 de dezembro de 1968 

Acabou a clausura. O universal humano, agora, já não é mais do tamanho da Terra. O Homem tem pela primeira vez a grandeza do universo cósmico.

(Miguel Torga, Diário)

domingo, 24 de dezembro de 2017

UM NATAL ESPECIAL (3)



Dia de Natal
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros – coitadinhos – nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?)
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente acotovela, se multiplica em gestos esfuziante,
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
E como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.

A oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra – louvado seja o Senhor! – o que nunca tinha pensado comprar.

Mas a maior felicidade é a da gente pequena.

Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora já está desperta.
De manhãzinha
salta da cama,
corre à cozinha em pijama.

Ah!!!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus,
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,

veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam

crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal,

dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

António Gedeão, in 'Antologia Poética'

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

UM NATAL ESPECIAL (2)


Loa
É nesta mesma lareira,
E aquecido ao mesmo lume,
Que confesso a minha inveja
De mortal
Sem remissão
Por esse dom natural,
Ou divina condição,
De renascer cada ano,
Nu, inocente e humano
Como a fé te imaginou,
Menino Jesus igual
Ao do Natal
Que passou.

Miguel Torga, in 'Diários'

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

"Não sendo possível fazer-se com que aquilo que é justo seja forte, faz-se com que o que é forte seja justo." (Blaise Pascal)



Uma proposta intragável


É como o SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores – considera o projecto de portaria apresentado pelo ME para regulamentar o acesso ao 5º e ao 7º escalão.
(…)
E ao contrário do que se possa pensar, este não é um problema apenas dos professores posicionados no 4º ou no 5º escalão. Se não for devidamente resolvido afectará, no futuro, as progressões de todos os docentes que ainda não passaram a barreira do 7º escalão.

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