quarta-feira, 23 de novembro de 2016
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
A melhor instrução não está nas palavras. (Tau-te-King)
O
saber que não entra nos olhos e nos ouvidos assemelha-se a uma refeição tomada
durante o sonho.
A
aprendizagem é como o horizonte: não tem limites.
Passa
três dias sem estudar e sem meditar e as tuas palavras perderão todo o sabor.
É
mais fácil saber como se faz uma coisa do que fazê-la.
Os
professores abrem a porta, mas depois tens de entrar sozinho.
Estudar
na solidão das montanhas vale menos que ficar nas encruzilhadas dos caminhos e
ouvir as palavras dos homens.
O
burro nunca aprende, o inteligente aprende com sua própria experiência e o
sábio aprende com a experiência dos outros.
Aquele
que não sabe e sabe que não sabe é humilde. Ajuda-o. Aquele que não sabe e
pensa que sabe é ignorante. Evita-o. Aquele que sabe e pensa que não sabe está
dormindo. Desperta-o. Aquele que sabe e sabe que sabe é sábio.Segue-o.
A
escrita aprende-se à custa do papel; a medicina à custa dos doentes.
Aquele
que pergunta, pode ser um tolo por cinco minutos. Aquele que deixa de
perguntar, será um tolo para o resto da vida.
A
vida de uma criança é como um pedaço de papel no qual todos os que se aproximam
deixam uma marca.
O
homem de bem pergunta a si próprio a causa das coisas; o homem fraco pergunta
aos outros.
Antes
de dares comida a um mendigo, dá-lhe uma cana e ensina-o a pescar.
Um
homem de bem aprende dez coisas e acredita numa; um homem crédulo aprende uma
coisa e acredita em dez.
Sem
a experiência nunca teremos o conhecimento pleno.
Se
queres um ano de prosperidade, cultiva trigo. Se queres dez anos de
prosperidade, cultiva árvores. Se queres cem anos de prosperidade, cultiva
pessoas.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Poderei sempre vangloriar-me de ter perseverado na mudança. (Georges Duhamel) X Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.(Gandhi)
A questão não é se os estudantes com necessidades
especiais podem (têm direito) participar no Programa Erasmus. Seria ilegal que
estivessem excluídos.
A questão é se participam. Não, o nível de
participação é, ao que parece, muito baixo.
A questão seguinte é ... porquê?
A resposta é: pelo mesmo conjunto de razões que
transforma a participação das pessoas com necessidades especiais nas
actividades comuns das comunidades numa enorme corrida de obstáculos.
Alguns destes obstáculos são até invisíveis e
dificilmente transponíveis.
Aliás e a propósito da participação de estudantes com
necessidades especiais no Programa Erasmus, veja-se o número de estudantes
nesta condição que frequentam o ensino superior.
Porquê?
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Antes usar-se que enferrujar-se (Denis Diderot)
Practice
makes perfect. Better said, practice makes progress.
Learning a new skill requires repetition to automate
it. Similarly, every beginner reader needs to practice reading to improve fluency.
Add dyslexia to the equation, this becomes even more critical.
Reading fluency is defined as the ability to read text
accurately, quickly and with expression and understanding. First, a reader
learns to read a word accurately and then, with practice, fluently. With
fluency skill, comes better comprehension.
Understanding
fluency and how the brain works is critical to build a successful reading
fluency strategy. The brain
has two hemispheres: right and left. The left hemisphere includes most of the areas
responsible for language processing and reading. The non-dyslexic reader
activates the front and back parts of the left brain while reading. For the
dyslexic reader, however, these reading patterns are different and the brain
requires more steps, using longer pathways, to matches the letters with
sounds.
Our brain functions by transmitting electrical
impulses across neurons similar to a relay race in a track team passing the
baton from one athlete to the other. There are tiny gaps between neurons where
the impulse has to jump for the information to be relayed. This is similar to
the electricity moving through a light switch. In an electrical circuit, the
more we use the circuit, the more it wears out. In the brain, however, the more
often a circuit is activated, the faster and stronger it becomes because
connections between the neurons multiply each time we activate the circuit.
Similarly, in our brain, if we don’t use the connections, they become weaker
and cease to exist.
By
practicing reading fluency, the more direct and efficient circuit for reading
becomes the dominant one. When the
dyslexic brain practices reading with the new connections, the older and slower
connections disappear. Repeated oral reading, exercised consistently, can help
a dyslexic child improve fluency.
Another key thing is the amount of load we put on the
circuit to make it stronger. Just more reading practice, however, is not enough
for fluency. It has to be reading the right difficulty level of words. Another
analogy I like is going to the gym for a workout. If the workout is too weak or
too heavy, we do not get the best result. If we push ourselves just a bit
regularly, then we get stronger. The key is to choose the right reading
materials with words at the right reading level. This not only allows them to
decode new words and build the new pathways in the brain to store the word and
its meaning, but also build self-confidence as they are able to see the fruits
of their hard work. And this may just be the bridge between reading as an
obligation to reading for fun.
Reading fluency passages are a great way to get the
job started. Choosing the right books written with building fluency for
dyslexics in mind, however, will bring an emotional dimension of support.
As your child is learning, you may find a combination of low-level/high
interest books geared to struggling readers to be helpful.
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Contra fatos não há argumentos
Esta é uma das confusões geradas pela forma como está
redigido o Novo Acordo Ortográfico. Em nome da sacrossanta uniformização,
enfiaram tudo no mesmo saco e criaram esta a alínea c) da Base IV, uma
verdadeira pérola… de cultura:
“Conservam-se ou eliminam-se facultativamente,
quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou
então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto
e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro,
concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção;”
À primeira vista, parecia claro que, em todo o
universo lusófono, coexistiria a dupla grafia facto/fato.
Só a leitura da “Nota explicativa - Anexo II do Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa” permite esclarecer o equívoco:
“O terceiro caso que se
verifica relativamente às consoantes c e p diz respeito à oscilação de pronúncia,
a qual ocorre umas vezes no interior da mesma norma culta (cf., por exemplo,
cacto ou cato, dicção ou dição, sector ou setor, etc.), outras vezes entre
normas cultas distintas (cf., por exemplo, facto receção em Portugal, mas fato, recepção no Brasil).”
O que deveria estar bem claro no texto principal,
surge, como exemplo, escondido no parênteses de um anexo...
Finalmente, no mesmo anexo, passa-se a bola para que
outros façam o trabalho que deveria ter sido feito logo à partida:
“Os dicionários da língua portuguesa, que passarão
a registar as duas formas em todos os casos de dupla grafia, esclarecerão, tanto quanto possível,
sobre o alcance geográfico e social desta oscilação de pronúncia.”
“tanto quanto possível”? Boa!
CONCLUSÃO:
Em Portugal, não
houve alteração e o facto continua a ser facto!
No Brasil,
a Academia de Letras consagra uma dupla grafia fato/facto (também
anterior ao AO90), mas, na prática, todos escrevem e dizem fato.
Mas nada desculpa este verdadeiro “lapsus horribilis”
do Notícias ao Minuto. Logo, reguada neles!
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Não há homens perfeitos; há, quando muito, homens que querem ser perfeitos.(Agostinho da Silva)
“Todas as crianças têm direito a ter pais imperfeitos”
(...)
Álvaro Bilbao tem feito trabalhos de investigação na área da psicologia e
neurociência, tendo-se especializado em plasticidade cerebral, mas
admite que, embora estude o cérebro há muitos anos, foram os três filhos
que deram sentido a esse conhecimento e que o ajudaram a perceber
melhor o cérebro das crianças. É este conhecimento acumulado que procura
partilhar no livro “O cérebro da criança explicado aos pais”, editado
em Portugal pela Planeta.
Leia o resto deste trabalho aqui.
“As crianças têm de ter liberdade para não fazer nada”
Álvaro Bilbao, 40 anos, é doutorado em Psicologia da Saúde pela
Universidade de Deusto, em Bilbau. Já colaborou com a Organização
Mundial de Saúde e trabalha no Centro Estatal de Referência de Atenção
ao Dano Cerebral – mas costuma dizer que o seu maior currículo são os
três filhos, de 6, 4 e 3 anos. O seu livro, "O Cérebro das crianças
explicado aos Pais" (editora Planeta), já chegou às livrarias do nosso
país.
Porque é importante conhecer o cérebro para educar melhor?
Porque este oferece-nos muitas estratégias e ferramentas que nos ajudam. Explica-nos como aprende o cérebro da criança, as suas necessidades de desenvolvimento e que ferramentas devem usar os pais na ordem que os filhos precisam. O cérebro do adulto aprende através da linguagem e da razão. O das crianças aprende essencialmente através do jogo e do carinho.
Porque este oferece-nos muitas estratégias e ferramentas que nos ajudam. Explica-nos como aprende o cérebro da criança, as suas necessidades de desenvolvimento e que ferramentas devem usar os pais na ordem que os filhos precisam. O cérebro do adulto aprende através da linguagem e da razão. O das crianças aprende essencialmente através do jogo e do carinho.
Leia toda a entrevista aqui.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Quem pergunta sempre alcança
não consigo
perceber o nível nem as estratégias envolvidas (seja por via de uma consciência
assumida, seja por opções mais ou menos implícitas) mas, em fim de semana,
permitam-se levantar algumas questões;
até que ponto as estratégias de promoção do sucesso escolar não estarão a ser utilizadas para resolver problemas de comportamento?
até que ponto estratégias escolares (apoios educativos, tutorias, e outras medidas) não visam mais processos de integração social do que intervenção pedagógica?
até que ponto os processos de integração e socialização não estarão a ser implementados por ordem pedagógica e não escolar?
até que ponto se confundem situações disciplinares e de integração social com problemas pedagógicos e (in)sucesso escolar?
até que ponto as estratégias de promoção do sucesso escolar não estarão a ser utilizadas para resolver problemas de comportamento?
até que ponto estratégias escolares (apoios educativos, tutorias, e outras medidas) não visam mais processos de integração social do que intervenção pedagógica?
até que ponto os processos de integração e socialização não estarão a ser implementados por ordem pedagógica e não escolar?
até que ponto se confundem situações disciplinares e de integração social com problemas pedagógicos e (in)sucesso escolar?
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