quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Antes usar-se que enferrujar-se (Denis Diderot)



Practice makes perfect. Better said, practice makes progress.
Learning a new skill requires repetition to automate it. Similarly, every beginner reader needs to practice reading to improve fluency. Add dyslexia to the equation, this becomes even more critical.
Reading fluency is defined as the ability to read text accurately, quickly and with expression and understanding. First, a reader learns to read a word accurately and then, with practice, fluently. With fluency skill, comes better comprehension.
Understanding fluency and how the brain works is critical to build a successful reading fluency strategy. The brain has two hemispheres: right and left. The left hemisphere includes most of the areas responsible for language processing and reading. The non-dyslexic reader activates the front and back parts of the left brain while reading. For the dyslexic reader, however, these reading patterns are different and the brain requires more steps, using longer pathways, to matches the letters with sounds.
Our brain functions by transmitting electrical impulses across neurons similar to a relay race in a track team passing the baton from one athlete to the other. There are tiny gaps between neurons where the impulse has to jump for the information to be relayed. This is similar to the electricity moving through a light switch. In an electrical circuit, the more we use the circuit, the more it wears out. In the brain, however, the more often a circuit is activated, the faster and stronger it becomes because connections between the neurons multiply each time we activate the circuit. Similarly, in our brain, if we don’t use the connections, they become weaker and cease to exist.
By practicing reading fluency, the more direct and efficient circuit for reading becomes the dominant one. When the dyslexic brain practices reading with the new connections, the older and slower connections disappear. Repeated oral reading, exercised consistently, can help a dyslexic child improve fluency.
Another key thing is the amount of load we put on the circuit to make it stronger. Just more reading practice, however, is not enough for fluency. It has to be reading the right difficulty level of words. Another analogy I like is going to the gym for a workout. If the workout is too weak or too heavy, we do not get the best result. If we push ourselves just a bit regularly, then we get stronger. The key is to choose the right reading materials with words at the right reading level. This not only allows them to decode new words and build the new pathways in the brain to store the word and its meaning, but also build self-confidence as they are able to see the fruits of their hard work. And this may just be the bridge between reading as an obligation to reading for fun.
Reading fluency passages are a great way to get the job started. Choosing the right books written with building fluency for dyslexics in mind, however, will bring an emotional dimension of support.  As your child is learning, you may find a combination of low-level/high interest books geared to struggling readers to be helpful.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Contra fatos não há argumentos


Esta é uma das confusões geradas pela forma como está redigido o Novo Acordo Ortográfico. Em nome da sacrossanta uniformização, enfiaram tudo no mesmo saco e criaram esta a alínea c) da Base IV, uma verdadeira pérola… de cultura:
Conservam-se ou eliminam-se facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção;

À primeira vista, parecia claro que, em todo o universo lusófono, coexistiria a dupla grafia facto/fato.
Só a leitura da “Nota explicativa - Anexo II do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” permite esclarecer o equívoco:
O terceiro caso que se verifica relativamente às consoantes c e p diz respeito à oscilação de pronúncia, a qual ocorre umas vezes no interior da mesma norma culta (cf., por exemplo, cacto ou cato, dicção ou dição, sector ou setor, etc.), outras vezes entre normas cultas distintas (cf., por exemplo, facto receção em Portugal, mas fato, recepção no Brasil).
O que deveria estar bem claro no texto principal, surge,  como exemplo, escondido no parênteses de um anexo...

Finalmente, no mesmo anexo, passa-se a bola para que outros façam o trabalho que deveria ter sido feito logo à partida:
Os dicionários da língua portuguesa, que passarão a registar as duas formas em todos os casos de dupla grafia, esclarecerão, tanto quanto possível, sobre o alcance geográfico e social desta oscilação de pronúncia.

“tanto quanto possível”? Boa!

CONCLUSÃO:
Em Portugal, não houve alteração e o facto continua a ser facto!

No Brasil, a Academia de Letras consagra uma dupla grafia fato/facto (também anterior ao AO90), mas, na prática, todos escrevem e dizem fato.

Mas nada desculpa este verdadeiro “lapsus horribilis” do Notícias ao Minuto. Logo, reguada neles!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Não há homens perfeitos; há, quando muito, homens que querem ser perfeitos.(Agostinho da Silva)

 “Todas as crianças têm direito a ter pais imperfeitos”

piramde

(...)
Álvaro Bilbao tem feito trabalhos de investigação na área da psicologia e neurociência, tendo-se especializado em plasticidade cerebral, mas admite que, embora estude o cérebro há muitos anos, foram os três filhos que deram sentido a esse conhecimento e que o ajudaram a perceber melhor o cérebro das crianças. É este conhecimento acumulado que procura partilhar no livro “O cérebro da criança explicado aos pais”, editado em Portugal pela Planeta.

Leia o resto deste trabalho aqui. 

“As crianças têm de ter liberdade para não fazer nada” 

Álvaro Bilbao, 40 anos, é doutorado em Psicologia da Saúde pela Universidade de Deusto, em Bilbau. Já colaborou com a Organização Mundial de Saúde e trabalha no Centro Estatal de Referência de Atenção ao Dano Cerebral – mas costuma dizer que o seu maior currículo são os três filhos, de 6, 4 e 3 anos. O seu livro, "O Cérebro das crianças explicado aos Pais" (editora Planeta), já chegou às livrarias do nosso país.

Porque é importante conhecer o cérebro para educar melhor?
Porque este oferece-nos muitas estratégias e ferramentas que nos ajudam. Explica-nos como aprende o cérebro da criança, as suas necessidades de desenvolvimento e que ferramentas devem usar os pais na ordem que os filhos precisam. O cérebro do adulto aprende através da linguagem e da razão. O das crianças aprende essencialmente através do jogo e do carinho.

 Leia toda a entrevista aqui.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Quem pergunta sempre alcança




não consigo perceber o nível nem as estratégias envolvidas (seja por via de uma consciência assumida, seja por opções mais ou menos implícitas) mas, em fim de semana, permitam-se levantar algumas questões;

até que ponto as estratégias de promoção do sucesso escolar não estarão a ser utilizadas para resolver problemas de comportamento?

até que ponto estratégias escolares (apoios educativos, tutorias, e outras medidas) não visam mais processos de integração social do que intervenção pedagógica?

até que ponto os processos de integração e socialização não estarão a ser implementados por ordem pedagógica e não escolar?

até que ponto se confundem situações disciplinares e de integração social com problemas pedagógicos e (in)sucesso escolar?

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Contra a narrativa fatalista de tragédia pessoal de sujeitos passivos e dependentes



A deficiência pode ser perspectivada de formas diversas, cada uma delas com potenciais de emancipação distintos para as pessoas com deficiência. Na sociedade portuguesa a deficiência tem sido reduzida às incapacidades dos corpos e a uma narrativa fatalista de tragédia pessoal. Segundo este modelo de entendimento, as restrições e obstáculos vivenciados pelas pessoas com deficiência resultam directamente das suas supostas limitações funcionais. Tais concepções têm validado a construção da imagem das pessoas com deficiência como sujeitos passivos e dependentes, o silenciamento das suas vozes e alimentado políticas sociais opressoras e excludentes das pessoas com deficiência em Portugal. O presente ensaio pretende abrir uma reflexão sobre esta realidade, de forma a contribuir para um questionamento cultural e sociopolítico dos fenómenos de menorização, opressão, pobreza e exclusão social vivenciados pelas pessoas com deficiência na sociedade portuguesa e para a construção de novos caminhos emancipatórios.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A Inclusão pode esperar



Filipa tem três anos e desde os seis meses de vida que sofre de um tipo de epilepsia que lhe provoca convulsões. A menina começou este ano a frequentar o ensino pré-escolar na aldeia de Enxames, no Fundão, mas por ainda não ter sido atribuída ao estabelecimento uma assistente operacional especializada, o agrupamento de Escolas João Franco informou os pais, na quinta-feira, que a criança não podia continuar a ir às aulas.
"Disseram-nos que a Filipa não podia continuar a ir à escola até o ministério enviar alguém qualificado para cuidar dela de forma adequada. Fiquei revoltada porque ao longo deste mês fui eu que lhe dei apoio na escola e estava disposta a continuar até chegar uma técnica", afirma Lauriana Pombo, mãe da menina. 
A encarregada de educação assegura que Filipa, que nos últimos três anos apenas teve contacto com a família e com médicos, "apresentou bastantes melhorias de desenvolvimento ao longo do último mês por ter convivido com outras crianças", e teme que o afastamento da escola e dos amigos a faça regredir. 
Armando Anacleto, diretor do agrupamento, disse (...) que a funcionária foi pedida à tutela há cerca de um mês e acredita que na próxima semana haverá resposta.
Fonte: CM por indicação de Livresco