sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Bem prega Frei Tomás

A vida dá muitas voltas, e o destino às vezes escreve direito por linhas tortas.
Para os professores que sofreram na pele a campanha vergonhosa do PS de José Sócrates, acusando-os de não quererem ser avaliados no seu desempenho profissional, é difícil não sorrir perante as reacções destemperadas de alguns dos deputados menos produtivos da bancada socialista, ao saberem que a direcção do grupo parlamentar compilou os dados, públicos, referentes ao trabalho parlamentar de cada um.
E, no entanto, esta "avaliação", ao contrário da que criaram para os professores, não atribui "notas", não tem quotas para os melhores nem consequências no vencimento ou na carreira. E também não envolve quaisquer apreciações subjectivas nem tem avaliadores: baseia-se unicamente nos registos parlamentares que permitem ver quem intervém no plenário e quem fica calado, quem comparece às sessões e quem falta, quem se envolve no trabalho das comissões, apresenta projectos e toma iniciativas. Ou, pelo contrário, fica simplesmente quieto no seu cantinho à espera que o vencimento lhe caia na conta ao fim do mês.

Percebe-se que incomode a alguns deputados madraços do PS que se saiba que pouco ou nada fazem, no Parlamento, para justificar o vencimento que auferem e a confiança que neles depositaram os que lhes deram o voto. Mas ficava-lhes bem perceber o quão inaceitável é exigirem para o comum dos cidadãos aquilo que tão veementemente rejeitam quando aplicado, ainda que da forma mais branda, a eles próprios.

Professor ainda não consta nesta lista. Infelizmente, consta em outras...

As profissões que em tempos tinham grande destaque podem estar agora a desaparecer. Saiba o que avança um site da especialidade.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. O ditado popular pode aplicar-se a estas profissões, que pelo progresso e mudança de hábitos vão desaparecer nos próximos anos, segundo avança osite Market Watch, de acordo com a realidade americana.

Entre as profissões que vão desaparecer está a de vendedora da Avon. Com menos vendedoras porta a porta e com a diversidade de espaços a venderem produtos de beleza, a marca de cosmética registou uma perda de cerca de 147 milhões de dólares nos Estados Unidos, no primeiro trimestre do ano. Para algumas portuguesas, ser uma revendedora Avon foi a alternativa encontrada para o desemprego.

Os agentes de viagens também vão desaparecer. Já lá vai o tempo em que o agente era determinante para que se marcasse uma viagem. Actualmente, foi substituído pela internet, mais concretamente por sites que permitem explorar destinos e comparar preços. De acordo com o Bureau of Labor Statistics, o número de pessoas com esta profissão vai sofrer uma queda de 12%, passando de 73 mil, em 2012, para 64400 em 2022, nos Estados Unidos.

Nos dias de hoje, quando surge alguma dúvida sobre um tema, basta pegar no telefone e ficamos esclarecidos. É associado a este contexto de mudança que os vendedores de enciclopédiassão também mencionados como uma das profissões que vai desaparecer. Um dos casos destacados é o da Encyclopædia Britannica, que demitiu há duas décadas a sua força de vendas nos Estados Unidos e no Canadá, após 60 anos de vendas porta a porta.

Os profissionais ligados aos serviços de reparação também podem ter a sua profissão em risco. Com a crise, existem países em que reparar uma torradeira, um rádio ou outro aparelho electrónico pode valer a pena. No entanto, nos Estados Unidos, a prática parece ser comprar novo. De acordo com os dados da empresa de estudos de mercado IBISWorld, esta profissão sofreu uma descida de mais de 10% entre 2010 e 2015.

As operadoras de telecomunicações, incluindo telefonistas e serviços de atendimento, caíram cerca de 44% nos Estados Unidos, registando um total de 108890 operadoras em maio do ano passado, segundo os dados do Bureau of Labor Statistics. No contexto nacional, a evolução tecnológica tem automatizado os processos contribuindo assim para que esta profissão esteja a desaparecer, ainda que exista em algumas empresas ou organismos públicos.



As cartas foram substituídas pelo chat do Facebook ou pelo e-mail, e os carteiros pela internet. Com as estatísticas a apontarem para uma redução de 32% no número de carteiros nos Estados Unidos entre 2012 e 2022, os correios norte-americanos registaram já no ano passado uma perda de 5,5 mil milhões de dólares.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

O tempo revela a verdade.(Séneca)

Sociais-democratas denunciam reduções até 20% nas verbas de funcionamento de alguns agrupamentos do básico e secundário. Corte só foi comunicado em junho e obriga escolas a compensar o que gastaram no primeiro semestre

O PSD entrega esta quinta-feira no Parlamento uma pergunta ao Ministério da Educação para saber quais os agrupamentos escolares mais afetados, e em que medida, por cortes nas despesas de funcionamento das escolas do ensino básico e secundário que só foram comunicados às instituições de ensino no final de junho. Segundo os sociais-democratas, está em causa, nalguns casos, a capacidade das escolas pagarem, até ao final do ano, despesas básicas como água e luz.
"Fruto da clara suborçamentação no ensino básico e superior apresentada no OE2016 (...), há agrupamentos de escolas prestes a ficar sem dinheiro para pagar despesas correntes, como as faturas de água ou eletricidade. Muitas dizem inclusivamente que os recursos para 2016 já estão prestes a esgotar-se", escreve o PSD na pergunta enviada ao ministério de Tiago Brandão Rodrigues, e a que o Expresso teve acesso.
O maior partido da oposição socorre-se se uma série de notícias publicadas nas últimas semanas, relatando as dificuldades de escolas em Ermesinde, Maia e Benfica, todas surpreendidas por cortes em relação às verbas que vinham gastando até ao verão.
O PSD explica que, devido ao atraso na aprovação do Orçamento deste ano (que só entrou em vigor em abril), as escolas estavam a trabalhar com base em duodécimos – ou seja, em cada mês gastavam 1/12 das verbas que receberam no ano passado, como sempre acontece nestes casos. "Os agrupamentos de escolas acabaram por só receber a indicação das disponibilidades para 2016 já no final de junho deste ano, tendo sido inopinadamente surpreendidas com cortes das verbas destinadas a despesas correntes, que atingiram em alguns casos os 20%", denuncia o PSD.

QUE CORTES, PARA QUEM, COM QUE CRITÉRIOS?

É sobre esses cortes que o partido exige explicações detalhadas ao Governo: houve ou não um corte (ou congelamento) generalizado nos orçamentos de despesas correntes dos agrupamentos de escolas a nível nacional?; qual foi a percentagem média do corte / congelamento orçamental no todo nacional?; caso os cortes sejam diferenciados, quais foram os critérios seguidos para fazer cortes de diferentes percentagens entre os vários agrupamentos?; o corte foi precedido de algum estudo onde se tenham apurado as necessidades efetivas dos agrupamentos?, entre outras questões.
O PSD questiona igualmente o Governo sobre o problema da falta de assistentes operacionais nas escolas, que nalguns casos prejudicou a abertura do ano escolar. Os sociais-democratas querem saber o que está o Executivo a fazer para resolver esse problema e de que forma vai evitar que a redução do horário da função pública para 35 horas semanais agrave ainda mais esta falta de recursos humanos.


Se a Terra gira ao contrário. E os rios nascem no mar (Loucos de Lisboa, Rui Veloso)

Há mais de 40 anos que o investigador Carlos Neto trabalha com crianças e está preocupado com o sedentarismo. "Há pais que já não têm prazer em brincar com os filhos" (...)

Mas hoje as crianças quase só se relacionam com as outras em atividades organizadas.
Praticamente está tudo organizado quer do ponto de vista das atividades no meio escolar quer nas atividade extraescolares. Se isto ainda não bastasse têm depois uma cultura de ecrã muito agressiva. É muito natural ver crianças à volta de uma mesa de café e não se falam, estão todas a olhar para o iPhone. O corpo em movimento é fundamental para todo o desenvolvimento, não só emocional, também cognitivo, social e emocional. A escola tem de urgentemente mudar o modelo de funcionamento, quer na organização curricular quer na forma como as crianças são mais ou menos participativas. Temos de dar uma espécie de um trambolhão na sala de aula, no sentido de tornar as aulas mais ativas por parte das crianças.

Falta uma política de brincadeira?
Há alguns sinais interessantes do Ministério da Educação de tentar que a vida na escola não seja uma coisa tão formal e tão séria, isto é, de ter tempos mais disponíveis para expressão dramática, educação física, música, dança ou um conjunto de atividades que consigam que o corpo disponibilize maior capacidade expressiva, de empatia, de modo a tornar os cidadãos mais cultos, com maior capacidade de ética e de cidadania e portanto não estar apenas centrado nos rankings. Está provado cientificamente que crianças com maior nível de atividade física e relacional no recreio aprendem mais na sala de aula. Portanto, não podemos querer crianças sedentárias ou a ouvir um conhecimento que muitas vezes não lhes interessa. O ensino não pode ser isto no século XXI.

A gestão do tempo da família também tem de mudar?

Temos de dar um ar fresco a este país, este país não pode estar com esta depressão enorme em que temos pais e professores esgotados, porque as crianças reparam em tudo. Há pais que já não têm prazer em brincar com os filhos, e há professores que já não têm capacidade de perceber a importância dessa atividade espontânea do que é correr atrás de uma bola, subir a uma árvore, fazer um jogo de grupo no recreio ou pura e simplesmente subir o muro e tentar descobrir o que está do lado de lá. Ou ter locais secretos. Como é que nós promovemos a saúde pública e mental numa perspetiva de maior cidadania, de maior empreendedorismo e de maior grau de felicidade? É isso que está em causa quando falamos em promover o corpo em movimento. Nunca foi tão importante o papel dos pais e da família na educação dos filhos no que diz respeito à implementação deste tipo de atividades. Sair com as crianças para a rua e brincar, desfrutar a natureza. Os pais têm de ter mais tempo disponível para fazer este tipo de atividades. É inacreditável que hoje se passeiem mais os cães do que as crianças. Inacreditavelmente faz-se hoje um esforço inadmissível de tornar os robôs mais humanos e ao mesmo tempo estamos a robotizar o comportamento humano.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A voz dos Sindicatos


 Afinal a normalidade propagandeada pelo ME no início do ano é uma miragem.  A lista de fragilidades existentes é visível e preocupante

O Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) está deveras apreensivo com a realidade vivida na Educação em Portugal.
Na verdade, ano após ano, apesar da identificação e conhecimento dos constrangimentos, o sistema educativo português mantém as mesmas lacunas e o Ministério da Educação (ME) responde-lhes com um silêncio ensurdecedor diante de uma falsa normalidade, revelando realmente uma apatia manifestamente constrangedora.
A anormalidade do sistema justifica-se a si próprio e é o anómalo que atinge foros de normal.
É assim também neste ano letivo de 2016/2017 que se está a iniciar e que os dirigentes do SPZC estão a constatar mais uma vez nas escolas.
Hoje, como nos anos precedentes, sem nenhuma intervenção efetiva do ME continuamos a assistir à existência de um número elevado de alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) que continuam sem professores que lhes possam proporcionar um ensino diferenciado que lhes permita a tão badalada e propagandeada inclusão.
Hoje, como nos anos precedentes, continuamos a confrontar-nos com a existência de turmas, no primeiro ciclo, com diferentes níveis de escolaridade.
Hoje, como nos anos precedentes continuamos com turmas numerosas que põem em causa todas as pedagogias de sucesso tantas vezes enumeradas e exemplificadas como modelo a seguir.
Hoje, como nos anos precedentes, continuamos a ter um número elevado de docentes sem colocação, apesar das necessidades que o sistema educativo encerra.
Hoje, como nos anos precedentes, continuamos a ter as escolas sem assistentes operacionais que permitam que funcionem com o mínimo de prestação de serviços, nomeadamente bibliotecas e vigilância nos recreios.
Mas não adianta fazer soar nenhum alarme, seria um verdadeiro despautério. Afinal esta é uma situação normal, aliás recorrentemente normal e desse modo o ME aguarda com normalidade que a modorra transforme em absoluta normalidade o que está mal na realidade. Até quando?
Nós no SPZC não nos calaremos e por isso mais uma vez o denunciamos.

Os alunos, os pais, os educadores, os professores, o futuro da Educação em Portugal assim o exigem.

O JÚRI NACIONAL DE EXAMES NÃO O PERMITE.

Pode um candidato a um lugar importante, como o de secretário-geral da ONU, entrar a meio do processo de seleção (enfim, chamam-lhe “escrutínio indicativo”), responder como que apenas às três perguntas do fim (e corrigir as de um concorrente antecessor) e ser aprovado com distinção e proveito? Pelos vistos, pode.
Kristalina Georgieva pode ser um caso muito pouco cristalino. O The Guardian explica como e porquê. Anda Guterres há já cinco sessões a dissertar e a responder a perguntas perante o Conselho de Segurança com o objetivo de conquistar o lugar – a “suar as estopinhas”, portanto – tendo já conseguido ficar muito perto, para alguém sacar agora da cartola uma búlgara eventualmente mais bem preparada do que a candidata sua compatriota Irina Bokova e, fresca que nem uma alface, ganhar o concurso.  Isto merece um ponto de exclamação! Se ganhar, e atendendo às excelentes prestações de Guterres, Kristalina consegui-lo-á por duas razões principais: porque é mulher e porque “alguém” entende que o próximo secretário-geral tem que provir do leste da Europa.

Dir-me-ão que Guterres está perfeitamente a par das contingências deste processo e que, inclusivamente, poderia ser ele a colocar-se na posição de Georgieva. Poderia não ter ido a jogo até ver quem por lá andava e em que paravam as modas. Poderia, mas seria bizarro. As regras estão então muito erradas. Porquê começar formalmente o escrutínio sem estarem todos presentes? E, já agora, porquê o escrutínio sequer, quando tudo se decide entre os chefes dos cinco países membros permanentes, com direito de veto?

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mudar tudo para ficar tudo na mesma?


Despacho n.º 7617/2016 procede à criação de um grupo de trabalho com o objetivo de apresentar um relatório com propostas de alteração ao Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio e respetivo enquadramento regulamentador, incluindo os mecanismos de financiamento e de apoio, com vista à implementação de medidas que promovam maior inclusão escolar dos alunos com necessidades educativas especiais.

O preâmbulo do despacho refere que o paradigma da escola inclusiva, consagrado através da aprovação da «Declaração de Salamanca», em 1994, subscrita por 92 países, entre os quais Portugal, e mais 25 organizações não-governamentais, traduz um marco civilizacional que importa consolidar e aprofundar. A Declaração invoca a necessidade dos Estados criarem condições para que todos os alunos, independentemente da funcionalidade que apresentem, possam aprender juntos, partilhando os mesmos contextos educativos, embora garantindo apoios específicos e adequados às crianças com necessidades educativas especiais (NEE). 

O XXI Governo Constitucional no seu Programa de Governo afirma o compromisso com a melhoria dos meios, recursos e condições de aprendizagem dos alunos com NEE, em contexto de ensino regular, propondo como linha de ação a aposta educativa na «Escola Inclusiva de 2.ª geração». O Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio, que define os apoios especializados a prestar na educação especial pré-escolar e nos ensinos básico e secundário público, particular e cooperativo, proporcionou a inclusão escolar de milhares de alunos com NEE em Portugal e permitiu ultrapassar algumas das dificuldades de aplicação do anterior regime aprovado pelo Decreto-Lei n.º 319/91, de 23 de agosto. 


Momentos infelizes, quem os não tem?!

Momento foi filmado num concerto dos Beatles nos anos 60.


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Em causa está um vídeo transmitido pelo canal britânico Channel 4 em que John Lennon é visto a imitar comportamentos de pessoas com deficiência motora.
O momento foi filmado num concerto dos Beatles nos anos 60 e transmitido no programa ‘It Was Alright in the 60’s’, no passado sábado. Depois disso, foi amplamente partilhado nas redes sociais e alvo de duras críticas.

terça-feira, 7 de junho de 2016

“O homem cria a ferramenta. A ferramenta recria o homem.” (Marshall McLuhan)



Os mapas mentais são ideais para se organizar e estruturar ideias. São ferramentas muito criativas para se tomarem notas e fazer a ligação entre os conceitos e as ideias.
Partindo do centro, vamos ramificando as ideias e organizando a informação com elementos gráficos.

Hoje mais do que nunca em trabalho de equipa é importante a utilização destas ferramentas para que todos possam no mesmo "local" ir construindo o mapa da ideia!



Por isso hoje deixo cinco serviços onde o podemos fazer.


mindmapping - Permite adição de imagens e a utilização de nós com diferentes cores.
mindmup - Suporta o trabalho colaborativo em tempo real. Acedido através de um browser e pode ser adicionado ao drive.
Coggle - é um serviço web muito simples para se criar mapas mentais. Necessita de uma conta google para se trabalhar nele.
mindmeister - Aplicação muito potente que permite a utilização de imagens, diferentes cores e tipos de letra. é também uma ferramenta colaborativa.
bubbl.us - Mais um serviço onde se pode criar mapas mentais, também ele acedido via web browser.


Na escola, são imensas as possibilidades que os alunos têm para usarem mapas mentais

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O falar do concreto pode ser outra forma de retórica.(Agostinho da Silva)

Evolução dos chumbos
Metodologia
Portugal é comparado com dez países europeus que foram selecionados de acordo com semelhanças e diferenças em  cinco critérios considerados relevantes para este trabalho.
Evolução da percentagem de aluno que chumbaram pelo menos uma vez.
A Europa está claramente dividida entre os países onde se chumba muito (Holanda, França, Espanha, Portugal e Luxemburgo) e os países onde quase não se chumba (Finlândia, Suécia, Polónia, Dinamarca, República Checa e Irlanda).

Portugal faz parte dos que chumbam muito e, em 2012, cerca de 35% dos alunos com 15 anos já chumbaram pelo menos uma vez. Portugal e Espanha são os únicos países que viram a sua percentagem aumentar de cerca de 30% em 2003 para perto dos 35% em 2012, tendo-se atingido um pico em 2009. França destaca-se pelo facto de a percentagem de alunos que ficam retidos estar a diminuir, assistindo-se a uma queda acentuada: de 40% em 2003, 37% em 2009 para 28% em 2012.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Escapar às regras e dizer coisas inúteis resume bem a atitude essencialmente moderna....(Fernando Pessoa)


      «Cheguei com os pés bem assentes na terra e com quatro malas. Era eu nova na cidade. O primeiro contato com a cidade tornou-se repetitivo no primeiro dia» («Ninguém me disse», Sandra Azevedo, Jornal do Fundão,26.05.2016, p. 12).

      Como é que uma aluna de mestrado em Jornalismo na Universidade da Beira Interior cai num erro tão grosseiro? Ainda não reflectiu nem leu nada sobre esta questão?

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Haverá "uma estratégia sustentada, orientada, coerente, organizada, divulgada"?

recursos humanos

na generalidade das instituições (em particular das escolas) não conheço, não me apercebo, não vislumbro estratégia de gestão de recursos humanos;


certamente que aquando da distribuição de serviço docente deverão existir critérios, orientações, umas explicitas e conhecidas, outras nem tanto, sobre a coisa, mais não seja naquilo que uns quantos designam de perfil para (o que quer que seja);



mas uma estratégia sustentada, orientada, coerente, organizada, divulgada, eventualmente mas não necessariamente debatida, não conheço;



cada um faz o que pode, o que sabe ou simplesmente o que quer; cada um segue mais ou menos as suas orientações, com maior ou menor criatividade, flexibilidade ou ligeireza;



mas gosto de ver, neste final de ano escolar, o quanto brilham alguns olhinhos de docentes quando organizam coisas que gostam, promovem iniciativas na qual se reconhecem e assumem;



foi ver uns quantos cabisbaixos, quase que adoentados ao longo do ano, de repente, por iniciativa própria fazem a súmula dos seus trabalhos, uns quantos saem da sala de aula e dão conta do que fizeram, do gosto quer têm



e quanto é bonito ver o brilho de orgulho e satisfação no trabalho que ali está;



imaginem se existisse uma gestão de recursos humanos, das condições, capacidades, disponibilidades e vontades de ns e de outros, o que não poderia ser a escola...



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Uma palavra é como a nota que procura outras para um acorde perfeito.(Eugénio de Andrade)


Já terminei este Milagrário Pessoal há algum tempo. É um livro sobre uma busca de palavras, uma procura em forma de viagem feita com palavras, todas muito belas. É um livro incrível, de uma beleza tocante e, ao mesmo tempo, cheio de uma luz deliciosa que acende o corpo por dentro. Iluminou-me de um deleite único. Desejei que nunca terminasse. Quando a última página chegou quis dizer a toda a gente que têm de o ler. Mas, infelizmente, um livro com tantas palavras, deixou-me vazia delas. Pelo menos das palavras merecidas, das melhores e mais perfeitas, as únicas que poderia usar para vos falar deste livro.
Por isso desisto de vos dar as minhas palavras. Mas deixo-vos outras. Algumas das minhas preferidas deste livro.
“Vou anotando nas páginas do meu Milagrário Pessoal os factos extraordinários que me sucedem, ou de que sou involuntária testemunha, dia a pós dia. É um diário de prodígios. Os milagres acontecem a cada segundo. Os melhores costumam ser discretos. Os grandes são secretos.” (Pág. 15);
“Os descendentes dos angolenses, hão-de um dia falar um português próspero, redondo e musical, e quem os ouvir talvez consiga escutar no eco de certas palavras o largo rumor do Cuanza passeando-se em direcção ao mar, o colorido piar de suas muitas aves, o zunir dos insectos, o cair das chuvas, o ribombar dos trovões, o silvo do vento soprando húmido por entre o capinzal.” (Pág. 33);
“O preconceito contra a poesia, entendida como uma distracção inútil, se não mesmo um tanto ou quanto perniciosa, vem de há muito tempo. No entanto, a poesia começou por ser uma disciplina da magia, com efeitos práticos, concretos, no quotidiano das pessoas, e desde então não mudou assim tanto.” (Pág. 41);
“As pessoas começam a definhar pela imaginação. Algumas já nascem quase mortas, ou mortas de todo, mas a tal ponto carecem de imaginação que nem dão por isso e insistem em respirar como se estivessem vivas. A mim, pelo contrário, possui-me, sem jamais esmorecer, uma imaginação furiosa. Desperta-me o coração e arrebata-o. Acende-me e alteia-me a carne murcha. Não me deixa morrer.”(Pág. 64);
Sinopse
“Iara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Maravilhada, perplexa e assustada, a jovem procura a ajuda de um professor, um velho anarquista angolano, com um passado sombrio, e os dois partem em busca de uma colecção de misteriosas palavras, que, a acreditar num documento do século XVII, teriam sido roubadas à "língua dos pássaros". Milagrário Pessoal é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à actualidade, percorrendo os diferentes territórios aos quais a mesma se vem afeiçoando.

D. Quixote, 2010

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Alunos e Diretores, a eterna dessintonia


Alunos portugueses acham-se mais disciplinados na aula

Diretores consideram que a situação se agravou entre 2003 e 2012.
Os alunos portugueses queixam-se menos de indisciplina na sala de aula, contrariando os diretores das escolas que consideram que a situação se agravou entre 2003 e 2012, revela um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE). Este é um dos resultados de um novo estudo do Projeto aQeduto, uma parceria entre o CNE e a Fundação Francisco Manuel dos Santos, que comparou os resultados que os alunos de onze países europeus obtiveram nos exames internacionais PISA em 2003 e em 2012 e a perceção que os estudantes tinham sobre haver barulho e desordem na sala de aula. As respostas dos alunos indicam uma diminuição de indisciplina na sala de aula na maior parte dos países analisados: Portugal, Polónia, República Checa, Irlanda, Luxemburgo e Dinamarca. As exceções são Espanha, onde a perceção dos alunos se manteve igual, quando comparados os dados de 2003 e 2012, e a Finlândia, França e Holanda onde aparecem agora mais alunos a queixarem-se de situações de mau comportamento na sala de aula. O documento revela que, segundo a perceção dos alunos, em 2003, as salas de aula portuguesas eram as mais confusas, com quase metade dos estudantes (cerca de 47%) a considerarem que existia barulho. Nove anos depois, a percentagem desceu para cerca de 30%, ficando muito próxima das situações registadas em Espanha, Luxemburgo, Irlanda e República Checa. Comportamento dos alunos afeta os resultadores escolares Os investigadores decidiram comparar esta perceção dos alunos com os resultados escolares e verificaram que nos países onde se verificou um aumento de indisciplina também houve um agravamento dos resultados nos testes internacionais de Matemática. "Em Portugal e na Polónia, as respostas dos alunos indicam uma redução de indisciplina, concomitantemente com a melhoria dos resultados PISA, entre 2003 e 2012", revela o estudo que será debatido, na segunda-feira, no 6º Fórum aQeduto sob o tema "Bons ambientes, bons alunos?". No entanto, ao contrário da perceção dos alunos, a percentagem de diretores portugueses que considera existir indisciplina aumentou, passando de 35% em 2003 para 54% em 2012. Para estes diretores, os comportamentos adotados pelos alunos prejudicam os seus resultados escolares: as situações de falta de respeito subiram de 15% para 35% e a indisciplina de 35% para cerca de 55%. Apenas a Finlândia registou uma evolução semelhante a Portugal, já que os diretores de todos outros países reportaram uma diminuição de mau comportamento. Mas é também nestes dois países que os alunos dizem ter mais apoio por tarde dos professores, segundo o relatório do Projeto aQeduto: avaliação, equidade e qualidade em educação. "A maioria dos alunos (65%) é da opinião de que os professores os ajudam. Portugal e Espanha lideram a satisfação com a ajuda prestada pelo corpo docente (83% e 85%, respetivamente)", revela o estudo. Se a perceção dos alunos em relação à ajuda dos docentes é boa, a dos diretores ainda é melhor: em Portugal nota-se um ligeiro aumento, apesar de se manter na zona dos 80%. 


domingo, 29 de maio de 2016

SANTO DOMINGO!

Museo de Arte Moderno


Of the museums in the Plaza de la Cultura, the first stop should be the Museo de Arte Moderno (Tues–Sun 10am–6pm; RD$20; 685 2154), four storeys dedicated to modernist and post-modern Dominican art, with a magnificent permanent collection on the second and third floors, temporary exhibits on the first and fourth and installation art in the basement. At times the assemblage can seem a bit random, exacerbated by the frequent rotation of pieces within the museum space, but certain themes, like a reliance on Taino influences, can be spotted. Notable in this regard is Clara Ledesma’s Casetas, in the first floor’s first room, in which Taino-rendered campesinos peek out of a colmado and several mud huts at two gringo tourists lying on the beach.

sábado, 28 de maio de 2016

Manifestar o inexpressivo é criar. (Clarice Lispector)

por António Norton, psicólogo


A vida é o que de melhor temos e ao mesmo tempo consegue ser também o pior. Todas as coisas vivas são imperfeitas, ainda assim persistimos em busca de uma vida perfeita, com uma juventude eterna, sem fim. Procuramos pelos lados cor-de-rosa, querendo colocar de lado o que dói, o que é feio, o que é efémero. Mas tudo é efémero, todos os seres vivos, mais cedo ou mais tarde, conhecem um fim. Tudo o que nasce acaba por morrer, é uma questão de mais ou menos tempo.


Sabia que todos nós somos criativos? Que a nossa condição humana é inevitavelmente a de sermos movidos pela criatividade? Cada um de nós tem esse dom, essa capacidade, esse segredo. Não acredita? Proponho-lhe um pequeno exercício muito simples e que dura apenas 20 minutos: Está preparado? 

Gostaria que pegasse numa folha de papel em branco e numa caneta e escrevesse uma área da sua vida que gostaria de mudar. Poderá ser o trabalho, as relações familiares, as amizades, os hobbies, a relação amorosa, ou qualquer outra coisa. Cada pessoa tem a liberdade de escolher a área que quiser.