terça-feira, 31 de dezembro de 2013

"Bem pago está quem por satisfeito se dá." (Shakespeare)


"Eu só tenho realmente valor em certos momentos de exaltação." (Stendhal)

Notícia vista aqui

Sr. Ministro, confirma esta estimativa? E mantém a promessa para 2014?

ATÉ FINAL DE 2013

Governo estima criar 1400 vagas para apoio a deficientes

por Lusa, texto publicado por Isaltina Padrão06 setembro 2013http://www.dn.pt/Common/Images/img_pt/icn_comentario.gif9 comentários
O ministro da Solidariedade, do Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, afirmou hoje que vão ser criadas, até ao final do ano, 1.400 novas vagas em instituições sociais de apoios às pessoas com deficiência.
"Estimamos, até ao final do ano, assinar 3.000 novas vagas de acordos de cooperação, sendo uma dimensão muito significativa para a área da deficiência", disse aos jornalistas o ministro Pedro Mota Soares no final da assinatura do protocolo do programa especial da Polícia de Segurança Pública "Significativo Azul", que visa contribuir para a segurança de pessoas com deficiência.
Nesse sentido, o ministro avançou que deverão ser assinados, até ao final do ano, acordos para a criação de 1.400 novas vagas em instituições de apoio na área da deficiência, tendo em conta que o setor "continua com enormes carências, e que é preciso reforçar efetivamente".

Segundo Pedro Mota Soares, as 3.000 novas vagas vão exigir, ao longo deste ano e de 2014, cerca de 20 milhões de euros de investimento em instituições sociais.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

"Gosto daquele que sonha o impossível." (Johann Goethe)

(…)
Brooks afirma , em seu DVD All Access , que a maioria das cartas que recebe a respeito de ” Standing Outside The Fire” são de participantes (ou parentes de) na Special Olympics. No vídeo, um estudante do ensino médio com Síndrome de Down chamado Brandon decide não participar da Special Olympics da instituição, mas se inscrever para o evento regular.
Há muito conflito entre pai e mãe sobre se ele deve ou não ser permitido fazer isso de Brandon. O pai se opõe fortemente, alegando que “ele vai envergonhar a si mesmo.” No entanto, a mãe acredita que o pai desaprova porque ele próprio será envergonhado. O personagem com síndrome de Down é visto trabalhando muito duro para o encontro.

No dia da competição estadual, Brandon tropeça durante uma corrida e se machuca. O treinador tenta ajudá-lo para fora, mas o pai incentiva o filho a terminar a corrida de qualquer maneira, em vez de desistir. O pai grita “Saia de perto dele! Ele não está acabado!”. Após o incentivo de seu pai, Brandon se levanta e corre em toda a pista até a linha de chegada, onde ele é emocionalmente abraçado por ambos os pais.
Clique para ver o vídeo 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Para quando a revolta das galinhas?

Cidade americana quer proibir galinhas que estão a ajudar criança com autismo



J.J.Hart é um rapaz de três anos que tem autismo. Os pais já experimentaram várias terapias tradicionais, mas nenhuma delas parece surtir efeito. Até que apareceram as galinhas.
A determinada altura, os pais de J.J. decidiram criar galinhas no quintal, para que a dieta do filho pudesse ser enriquecida com ovos frescos. Pouco tempo depois de as galinhas estarem em casa, os Hart notaram que o filho estava mais sorridente, corria atrás das galinhas e segurava-as. “Ele tem uma grande personalidade agora. Tem uma personalidade que nunca pensámos que poderia ter”, afirma a mãe, citada pelo Grist.
Esta família vive em DeBarry, uma pequena cidade perto de Orlando, na Flórida. À semelhança de outras cidades, o município impõe restrições ao tipo de animais que os habitantes podem ter nas suas casas. No último ano, depois de os Hart terem pedido às autoridades municipais para manterem as galinhas, o município acordo implementar o “Urban Chicken Pilot Program” durante um ano, que permitia aos residentes de DeBarry terem galinhas nos quintais.
Contudo, na última semana a autarquia decidiu acabar com o programa e os Hart e J.J. apenas podem manter as galinhas até ao final deste mês. De acordo com Nick Koval, membro da assembleia municipal, as regras são para cumprir e DeBarry deve tornar-se num local “extravagante, livre de galinhas”. Surpreendentemente, o mayor – o equivalente ao presidente da câmara – discorda, assim como muitos habitantes que têm protestado através das redes sociais.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Este é o primeiro dia



Hoje, 
será o fim! 

Hoje 
nem este falso silêncio 
dos meus gestos malogrados 
debruçando-se 
sobre os meus ombros nus 
e esmagados! 

Nem o luar, pano baço de cenário velho, 
escutando 
a minha prisão de viver 
a lição que me ditavam: 
- Menino! acende uma vela na tua vida, 
que o sol, a luz e o ar 
são perfumes de pecado. 
Tem braços longos e tentadores – o dia! 

- Menino! recolhe-te na sombra do meu regaço 
que teus pés 
são feitos de barro e cansaço! 

(Era esta a voz do papão 
pintado de belo 
na máscara de papelão). 

Eram inúteis e magoadas as noites da minha rua... 
Noites de lua 
que lembravam as grilhetas 
da minha vida parada. 

- Amanhã, 
terás os mestres, as aulas, os amigos e os livros 
e o espectáculo da morgue 
morando durante dias 
nos teus sentidos gorados. 

Amanhã, 
será o ultrapassar outra curva 
no teu caminho destinado. 

(Era esta a voz do papão 
que acendia a vela, tinha regaço de sombra 
e velava 
as noites da minha rua e a minha vida 
e pintava-se de belo 
na máscara de papelão). 

Hoje, 
será o fim! 

Fernando Namora

FELIZ NATAL


FELIZ NATAL


FELIZ NATAL


FELIZ NATAL


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Inclusivo, assim se quer o Natal

Rabanadas sem glúten
Mais uma receita tradicional de Natal, mais uma receita da minha Mãe e feita pela própria. Mesmo a tempo da ceia de Natal. Foi a primeira vez que os miúdos provaram rabanadas e o sucesso foi total. Definitivamente, a avó está uma especialista na gastronomia sem glúten.
 
Aproveito para desejar a todos um Natal muito feliz, com doces aptos a todas as restrições! 
 Ingredientes:
1 receita de pão sem glúten
500 ml de leite
500 ml de água
1 casca de limão
Mel q.b.
1 pau de canela
5 a 6 colheres de sopa de açúcar
250 ml de vinho do Porto
6 ovos
Óleo vegetal
Para polvilhar:
Açúcar q.b.
Canela q.b.
 
Faça a receita de pão tal como indicado, espere que arrefeça e corte-o em fatias com uma grossura de aproximadamente dois centímetros.
 
Leve ao lume o leite, a água, o limão, o mel, o pau de canela, o açúcar e o vinho do Porto, apenas até aquecer e o mel se desfazer. 
 
Demolhe as fatias de pão nesta mistura e passe, de seguida, pelos ovos batidos. Frite em óleo dos dois lados até as rabanadas ficarem douradas. Coloque num prato e polvilhe com uma mistura de açúcar com canela.
 
Opcionalmente, pode-se também fazer uma calda juntando 1 litro de água e 200 ml de vinho do Porto, com açúcar, casca de limão, canela em pau e mel a gosto. Deixe ferver e reduzir um pouco até formar uma calda não muito espessa para embeber as rabanadas.

"Aquele que se envergonha ainda não é incorrigível." (Marquês Maricá)

Visto aqui

FELIZ NATAL


"O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente." (Gandhi)

No âmbito do projeto iTEC, a European Schoolnet Academy abriu cursos a distância sobre a construção de Cenários de Aprendizagem para a escola do futuro ("Future Classroom Scenarios") e práticas inovadoras para o ensino das CTEM ("Innovative Practices for Engaging STEM Teaching").

Os cursos decorrem entre fevereiro e março de 2014.

Os interessados podem proceder à sua inscrição através da página web da European Schoolnet Academy.

Para mais informações, aceder à página da Direção-Geral da Educação - ERTE.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

"Nada devia ter um nome por medo que esse nome o transforme." (Virginia Woolf)

(…)
Têm entre 35 e 55 anos e foram formados para responder às necessidades sexuais de pessoas sofrendo de uma deficiência física. Uma tarefa delicada, sobretudo pelo fato de a sexualidade de inválidos ser geralmente rejeitada pela sociedade e alvo de fortes preconceitos. Falar do seu próprio corpo, da sua relação com a intimidade e o sexo não é fácil. Menos ainda se a pessoa é considerada como “diferente”. Portanto, a “sexualidade de deficientes é um direito que deve ser respeitado e protegido com uma sensibilidade extrema”, declara Ahia Zemp. 

A psicoterapeuta é responsável pela Seção Deficiência e Sexualidade (FABS, na sigla em alemão) de Basileia, que foi também a primeira associação na Suíça a propor uma formação especial de assistentes eróticos. “A relação com a sexualidade é uma noção extremamente subjetiva. Da mesma forma que beber ou comer, é uma pulsão natural tida não apenas pelas pessoas válidas”, explica. “Os deficientes físicos são muitas vezes considerados como pessoas assexuadas, sendo que, na realidade, têm os mesmos desejos que os outros e têm os mesmos direitos de concretizar sonhos e viver seus desejos”, acrescenta Zemp.

Sexualidade e deficiência, um tabu duplo

Para responder às necessidades dos novos pacientes, a Associação Sexualidade e Deficiência Pluriels na Suíça francesa (SEHP) acaba de formar seu primeiro grupo de assistentes sexuais diplomados. 

Em breve, os seis homens e quatro mulheres irão acompanhar os vinte profissionais já ativos na Suíça de expressão alemã, quebrando dessa forma um tabu duplo: o da sexualidade e da deficiência física. O projeto começou em 2002, quando a organização de apoio Pro Infirmis elaborava um programa educativo nesse sentido. Na época, a novidade havia tido tal impacto mediático, que inúmeros doadores decidiram anular suas doações. A justificativa: muitos qualificavam a assistência sexual para deficientes como uma “forma latente de prostituição”. A consequência para a Pro Infirmis foi a perda de 400 mil francos em poucos meses e a decorrente decisão de interromper o projeto. Dois anos mais tarde, e seguindo o impulso da sua presidente Aiha Zemp – ela própria deficiente – a FABS decidiu retomar a idéia e inaugurou a primeira formação para assistentes sexuais. Hoje em dia, cinco anos após o lançamento, o balanço feito por Aiha Zemp é largamente positivo, mesmo se críticas ainda são ouvidas. 

 Rejeitado nos países católicos, como a Itália, esse trabalho está longe de ser um pioneirismo helvético. Outros países, como a Holanda, Alemanha e Dinamarca, também têm serviços semelhantes. Já nos anos de 1980, eram formadas nos Estados Unidos e no norte da Europa profissionais para apoiar deficientes nos seus desejos sexuais. O trabalho chega mesmo a ser custeado pelos seguros de saúde em alguns países escandinavos.(...)

Uma forma de ajuda 
 Em junho passado, 10 suíços da parte francesa do país ganharam seu diploma de “assistente sexual” após um curso de 18 dias. A formação é coordenada pela associação “Sexualidade e Deficiência Pluriels (SEHP). Geralmente os assistentes recebem entre 150 e 200 francos pelos seus serviços. Na parte alemã da Suíça e em outros países do norte da Europa, esse tipo de formação já existe há vário anos. Em 2002, devido às reclamações de alguns dos seus doadores, a associação Pro Infirmis havia abdicado de oferecer uma formação semelhante. Logo depois, o projeto foi retomado pela Seção Deficiência e Sexualidade (FABS, na sigla em alemão) em Basileia. Desde então, dois grupos de assistentes já foram formados (2004 e 2007).


domingo, 22 de dezembro de 2013

Cada um tem ditador que merece?

Pai e mãe que façam o que bem lhes apetece ao fim-de-semana são seres em vias de extinção, uns resistentes do antigo regime
Os filhos de hoje são uma espécie de hitlerzinhos sem bigode, uns verdadeiros déspotas domésticos. A época em que os filhos temiam os pais acabou e assistimos agora a um período revolucionário doméstico em curso (PRdEC). Hoje quem manda são os filhos; os pais foram depostos e vivem sujeitos a uma espécie de escravatura dos filhos.
(…)
De histórias como estas estão as escolas, os centros comerciais e as famílias portuguesas cheias. São os filhos quem mais ordena e não há reforma agrária, operários ou nacionalizações que se lhes comparem. A luta da filharada, ao contrário da luta do operariado, está mais que ganha. Um filho de hoje faz o que quer, tem o que quer, come o que quer e não recebe ordens de ninguém. Os pais obedecem. Eles acham que os desejos dos seus meninos e meninas são ordens e cumprem--nas. As regras que imperam são as regras dos gostos: se eles gostam tem de ser assim. Tudo o resto é secundário, como por exemplo o acordo dos pais. Um pequeno exemplo desta realidade são os fins-de-semana. Aos fins--de-semana os pais entretêm-se com quê? Com passear os meninos entre festas e eventos desportivos das inúmeras actividades em que a criançada participa. Pai e mãe que façam o que bem lhes apetece ao fim-de-semana são seres em vias de extinção, uns resistentes do antigo regime. É por isso que ter filhos hoje em dia é considerado uma loucura - ninguém adere por opção à condição de escravo.
A verdade é que o regime familiar não é democrático, nunca foi: dantes mandavam os pais, agora mandam os filhos. Mas daqui a uns anos logo veremos qual é o melhor regime - os nossos filhos o dirão.
Por Inês Teotónio Pereira 
publicado em 21 Dez 2013 - 05:00



"A partir de um pormenor qualquer, por vezes insignificante, consegue-se descobrir sem querer os grandes princípios." (Georges Simenon)



O Procon de Alagoas lançou  uma campanha para que as lojas tenham provadores adaptados a pessoas com deficiência. Essa é uma das reclamações de quase todos as pessoas que possuem alguma deficiência física ou que por alguma outra deficiência, mental por exemplo, ou crianças que necessitem de ajuda de uma outra pessoa para poder experimentar as roupas que desejam comprar.
Clique para ver o vídeo