quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"Quando o meu amigo está infeliz, vou ao seu encontro; quando está feliz, espero por ele." (Henri Amiel)

Clique para ver o vídeo
Comercial da cerveja Guinness enfoca uma mensagem de inclusão e só coloca seu produto no fechamento do vídeo
Comerciais de cerveja não costumam sair da cartilha previsível de gente jovem, mulheres bonitas ou homens barbudos em grupos barulhentos. Mas um tocante vídeo da marca de cervejas irlandesa Guinness trouxe um pouco de frescor para esse cenário.
O filme começa com um jogo de basquete entre amigos, determinados, competitivos e ruidosos. Mas o time que surge na tela não é o que parece – e a lição principal, sobre amizade, traz um final surpreendente. A campanha faz parte do conceito “Made of more”, novo slogan mundial da marca.
O vídeo, assinado pela BBDO Nova York, ultrapassa as 6,9 milhões de visualizações no YouTube.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A palavra fere mais que mil punhais , o tom, mais que a palavra! ( Goethe )

Docentes são os mais atingidos pelos cortes


Nos cofres do Estado deverá entrar uma poupança anual de mais 400 milhões com as reduções salariais dos professores.
O maior grupo profissional do Estado, com 137 mil funcionários públicos e uma média salarial de 1957 euros, vai ser atingido em cheio no próximo ano.
Tendo em conta as reduções salariais anunciadas esta semana pelo Governo, os professores deverão contribuir com mais de 400 milhões de euros na poupança anual esperada para os cofres do Estado.

“São como um cristal as palavras. Algumas, um punhal, um incêndio...” (Eugénio de Andrade)

sábado, 19 de outubro de 2013

É bullying, stôra!

Era mais um dia em escola primária de Manchester (Inglaterra). Lá estava a professora Jordanna Booth com as suas crianças numa sala de aula. Mas aquele acabaria por não ser um dia como qualquer outro.
Um dos alunos de 8 anos virou-se para um colega e disse: “A senhorita Booth é gorda”. Aquilo caiu como uma bomba nos ouvidos da professora, que pesava 114 quilos.
“Fiquei humilhada. Pensei: Estou tão gorda que até as crianças se estão a rir de mim”, contou Jordanna em reportagem do “Daily Mail”.
A professora decidiu reagir e não ser mais motivo de chacota. Ela abriu mão dos salgadinhos e iniciou um programa de emagrecimento. Em 18 meses, Jordanna perdeu mais de 50 quilos, sem recorrer a cirurgia.
Para mudar a silhueta, Jordanna contou com a ajuda do namorado e personal trainer, Sam Bullows.

“Sam dizia que o meu tamanho não importava e eu sabia que ele falava a sério, mas eu ainda me sentia enorme. O comentário da criança fez-me agir”, disse a professora.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"Todo o gesto é um acto revolucionário." (Fernando Pessoa)



O Método DOLF é um meio ou ferramenta auxiliar na aprendizagem da fala, linguagem, da leitura e da escrita. Usa estratégias multissensoriais, permitindo à criança ver, ouvir, falar, fazer o gesto e escrever. O método DOLF associa um gesto a cada fonema do português, fazendo posteriormente a ligação ao grafema. Este método chama a atenção para os movimentos da boca, para o modo como se articulam ou como se produzem os sons do português. O uso do gesto serve de apoio à memória auditiva, visual e usa uma memória suplementar, a memória motora. É um método flexível que pode ser aplicado conforme o objetivo e mediante cada aluno a partir dos 3, 4 anos de idade. Este método destina-se a crianças com perturbações de fala, perturbações fonológicas, perturbações da linguagem ou com perturbações específicas de leitura e escrita (dislexia, disortografia). Pode igualmente ser usado em crianças sem qualquer tipo de perturbação, tendo por isso uma função preventiva.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O OUTONO DO NOSSO CONTENTAMENTO


"Toda a avaliação é um produto do que é avaliado pela esfera cognitiva de quem avalia." (Schopenhauer)

No sítio do GAVE, e enquanto não surge a nova imagem do IAVE, é disponibilizada informação relativa ao Projeto Testes Intermédios 2013/2014 e que aqui deixamos:

Os testes intermédios, realizados pela primeira vez no ano letivo de 2005/2006, são instrumentos de avaliação disponibilizados pelo GAVE e têm como principais finalidades permitir a cada professor aferir o desempenho dos seus alunos por referência a padrões de âmbito nacional, ajudar os alunos a uma melhor consciencialização da progressão da sua aprendizagem e, complementarmente, contribuir para a sua progressiva familiarização com instrumentos de avaliação externa.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

"Não se pode manter a paz pela força, mas sim pela concórdia." (Einstein)

Mithá Ribeiro. "Estou fisicamente preparado para actuar se um aluno desobedecer"
(...)
Que regras impunha?
As mesmas que a mim mesmo. Chegar a horas, trazer material, estar quieto e calado. Depois, nos primeiros 15 ou 20 minutos de aula sou eu que falo. É a parte da aula autoritária e expositiva. Não admito interrupções. Se permito uma pergunta e respondo, voltarei a ser interrompido e já não saio do mesmo lugar. Os alunos tomam notas, memorizam e tiram dúvidas no fim.
E correu sempre tudo bem?
No início do ano há sempre uns espertos que querem interromper. A minha reacção é dizer "Pegue nas suas coisas e rua!" O maior trunfo do professor é o dom da palavra. Se um docente não impõe silêncio nos primeiros 15 minutos da aula, vai andar 20 anos sem saber construir uma frase pois nunca treinou o direito que tem de falar. O ensino participativo não percebe a importância da palavra. Se imponho 20 minutos - e às vezes 90 - para expor a matéria, ao fim de uns anos já sei seduzir pela palavra - entoar, baixar a voz, contar histórias. Isto é muito exigente. Para expor a matéria durante 20 minutos é preciso estar bem preparado. Para dar uma aula de 90 minutos com os alunos quietos e calados tenho de saber contar muito bem a história. Parte da culpa é também dos professores, que gostam de ser intelectualmente preguiçosos. Hoje nenhum professor é autoritário se não for competente no domínio do conhecimento. Se os alunos percebem que sabemos o que estamos a ensinar, acatam as regras mais radicais que possam imaginar. Chegava a pôr na rua o mesmo chico-esperto todos os dias. Ao fim de um mês, chegava a dizer ao aluno que ele já estava chumbado.
Desistia dele?
Ou quero salvar todos e vou perder todos ou castigo um ou dois e salvo 20 e tal. Já expulsei alunos para sempre da minha sala.
Isso é contra a lei?
Toda a escola sabia, os pais sabiam, mas nunca ninguém contestou. Sabe porquê? Havia silêncio e os alunos aprendiam.
No seu livro "A Pedagogia da Avestruz", admite que teve atitudes radicais.
Tive um aluno que ficava à porta da sala a gozar enquanto os colegas entravam. Um dia em que entrou, agarrei-o com a toda a força e rebentei-lhe a camisa e só não lhe bati? Ficou de tal maneira assustado que nunca mais apareceu nas minhas aulas. Nesse ano tive o meu carro riscado de ponta a ponta. Mas nunca contestei. É o preço a pagar. Mas há outros focos de indisciplina como é o caso do currículo, que promove a instabilidade das regras e não permite ter uma ideia clara do que é uma aula. Um aluno entra numa aula de 45 minutos, sai e entra noutra de 90, a seguir vai almoçar e tem outra de 45. Essa inconstância torna impossível sedimentar na cabeça dos alunos as regras para estar numa aula. Com tantos especialistas em educação é incrível que não se tenha percebido que a ideia estável de aula corresponde à ideia estável de comportamento.
As famílias são empecilhos?
São empecilhos e criaram uma confusão entre o papel do professor e o papel do pai, o papel do aluno com o papel do filho. Isto foi terrível no plano da autoridade. A escola abriu-se à comunidade de tal forma que agora qualquer um se sente com autoridade para dizer o que os professores deviam ensinar. Quando a escola se fechar sobre ela própria, não terá de se justificar o porquê das regras que aplica.

"Não te ressintas se alguém discorda de ti." (Textos Xintoístas)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aluno problemático e com dificuldades de relacionamento que descompensou

Alunos, funcionários e professores da Escola Secundária Stuart de Carvalhais viveram, esta segunda-feira, momentos de pânico, quando um estudante esfaqueou duas raparigas, uma funcionária e agrediu outro colega em plena sala de aula. O jovem foi detido pela PSP.
O caso ocorreu cerca das 16.15 horas, na Escola Secundária Stuart de Carvalhais, quando o rapaz, de 16 anos, entrou na sala onde decorria uma aula de Português e, após ter lançado uma tocha de fumo verde, esfaqueou duas colegas e agrediu um outro que tentava detê-lo.
No meio da confusão instalada, esfaqueou ainda uma funcionária no pescoço, vítima que inspira mais cuidados.
De seguida, o aluno fugiu da escola, mas foi intercetado por agentes da PSP nas imediações do estabelecimento e conduzido à esquadra de Massamá.
"O jovem descompensou e começou a esfaquear pessoas. Queria cometer um assassinato em série, como se vê nas televisões", disse fonte da PSP.
Ao JN, uma professora descreveu o aluno como problemático e com dificuldades de relacionamento.



"Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida." (Sócrates)


Mais informações Aqui

domingo, 13 de outubro de 2013

Um pouco simplista, mas...

Para saber mais, clique
Muitas pessoas com dislexia são capazes de uma forma de pensamento extraordinária e podem ser bem sucedidas assim que aprendam algumas técnicas de superação das suas dificuldades. Estes são alguns dos seus pontos fortes:
  • Persistência
  • Percepção
  • Imaginação fértil
  • Criatividade
  • Ambição
  • Curiosidade
  • Pensar através de imagens em vez de palavras
  • Capacidade de ver as coisas de forma diferente dos outros
  • Complexidade
  • Processamento de pensamento múltiplo
  • Rápida mistura de conceitos
  • Não seguem a multidão


sábado, 12 de outubro de 2013

É agora que o céu nos vai cair em cima?

Capa_Astérix_Pictos_FINAL_1
A LeYa/ASA revelou hoje a capa da nova aventura de Astérix, intitulada Astérix entre os Pictos,  que foi apresentada esta semana em Paris, na presença dos novos autores da série, Jean-Yves Ferri (Argumento) e Didier Conrad (Ilustração). O lançamento mundial ocorrerá a 24 de outubro, incluindo Portugal.

Sobre o novo livro: «Com o título original Astérix chez les Pictes, a 35ª aventura do pequeno gaulês e dos seus companheiros será a primeira da série a levar a assinatura de dois novos autores, Jean-Yves Ferri (Argumento) e Didier Conrad (Ilustração), a dupla à qual Albert Uderzo passou o testemunho. Desta vez, Astérix e Obélix vão ser chamados a demandar o território dos Pictos, esses povos da antiga Escócia conhecidos pelas suas qualidades de temíveis guerreiros e pelos seus múltiplos clãs, cujo nome, dado pelos Romanos, significa literalmente “homens pintados”.

Na melhor tradição das aventuras do mais célebre de todos os Gauleses, Astérix entre os Pictos é, pois, uma viagem épica a um país rico em tradições, durante a qual os nossos heróis irão descobrir um novo povo, cujas diferenças culturais se traduzirão em piadas e trocadilhos memoráveis.»

Sobre os autores

«Jean-Yves Ferri – Argumentista – Em 1996, publica o seu primeiro álbum de BD, Les Fables Autonomes (2 volumes publicados). Continua com as aventuras do seu polícia rural, Aimé Lacapelle, uma figura que haveria de tornar-se mítica no seio da Polícia Montada do Tarn, e de que serão publicados quatro álbums entre 2000 e 2007. Em 1995 conhece, em Paris, o seu futuro co-autor para o desenho: Manu Larcenet. Este encontro leva à criação da célebre série “Le Retour à la Terre”, de que Ferri será o argumentista e que conta já com 7 volumes.

«Didier Conrad – Desenhador – Em 1973 dá os seus primeiros passos no mundo da BD, através de uma “Carte Blanche” publicada no “Journal de Spirou”. Sob o pseudónimo de Pierce, inicia Kid Lucky, série que narra a infância do Lucky Luke de Morris. Em 2011 cria a série Marsu Kids, mais uma série derivada, desta feita a partir das aventuras do divertido Marsupilami, animal mítico inventado por Franquin. Uma obra rica, um traço reconhecível e respeitado, e cores incríveis!»


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

"O homem nasceu para lutar e a sua vida é uma eterna batalha." (Thomas Carlyle)

Veja aqui notícia da luta
A escola básica e secundária de Barroselas, Viana do Castelo, vai receber obras urgentes em novembro, para travar as infiltrações de água nas salas que, conforme relataram os alunos, se prolongam desde 2011, anunciou a Câmara Municipal.
A garantia da realização destas obras, que vão custar 79.900 euros, surgiu hoje, após reunião do autarca local, José Maria Costa, com a direção do Agrupamento de Escolas de Barroselas, na Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), no Porto.

"No final, ficou garantida pelo Ministério da Educação uma primeira fase de intervenção, no valor de 79.900 euros, para obras de emergência num dos blocos escolares e no pavilhão desportivo", explicou a Câmara de Viana do Castelo, em comunicado.

A brincadeira é um jogo, e um jogo pressupõe igualdade."(Honoré de Balzac)

Quer brincar? Deficiência intelectual e a interdição precoce do brincar
Por Lucio Carvalho 

Dizem que brincar é como se fosse a linguagem natural das crianças. A sua forma preferencial de interação com o mundo exterior, ainda não fixado totalmente pela razão e pelo conhecimento. Se isso é mesmo verdade, deveria ser a realidade de todas as crianças, mas muitas delas não têm esse direito ou o têm frustrado (ou mesmo interditado) muito cedo na vida.
Isso pode acontecer por muitas razões diferentes. Contra a sua própria vontade, certamente, na grande maioria das vezes. Quem tem um filho que nasceu com deficiência intelectual, como eu, conhece bem o grau de exigência que recai desde muito cedo sobre crianças assim, muitas vezes impedindo-se que elas aproveitem plenamente o ato de brincar, este que funda o surgimento do ser humano no mundo social e cria as primeiras conexões da pessoa com o mundo ao seu redor.
Ao contrário da maioria das outras crianças, sua brincadeira deverá ser sempre de um tipo proveitoso, milimetricamente planejado de modo a suprir o que aparentemente lhe falta ou está indevidamente atrasado. A preponderante noção de que se está correndo contra o relógio e que se deve aproveitar cada possibilidade de estímulo é um tipo de sequestro que muitos pais fazem tranquilamente com os próprios filhos, muitas vezes amparados e até estimulados “cientificamente”.
Creem estes pais que estão agindo pelo bem de sua prole, mas com a mesma facilidade deixam de perceber que até este “bem” (ou pelo menos seus parâmetros) pode ser apenas uma construção assimilada a partir de vários tipos de discursos, entre pedagógicos, terapêuticos e médicos. É mesmo muito difícil para pais com filhos que têm deficiência intelectual equilibrar estímulo e obrigação, diversão e intervenção. Trata-se de uma corda bamba e, como todas, implica sempre em riscos importantes.
Mesmo que muito se tenha evoluído da década de 1960 para cá, época em que a estimulação precoce teve suas bases lançadas, difunde-se cada vez mais a mentalidade “abilitista” (ableism, em inglês), que diz que a pessoa tem de equiparar-se e minimizar o máximo possível as próprias características de sua deficiência para ter uma vida social em tese mais satisfatória ou, em sua versão mais radical, para ser socialmente mais aceitável.
Por menos que pareça, é uma visão refinada que mira preferencialmente os pontos fracos do sujeito e procura consertá-los a qualquer preço. O refinamento de que falo obviamente não reside nisso, mas na forma pela qual suas ideias subjacentes reproduzem-se no discurso e na prática dos profissionais que se relacionam diretamente com a pessoa, ao ponto de naturalizar-se até mesmo no cotidiano familiar. No modo de viver a vida.
Trata-se de um modo de entender a deficiência, entre outros, mas que ganha repercussão científica e confunde-se a outros modelos de compreensão. Em sua perspectiva, pelo menos em relação à deficiência intelectual, a ideia básica que subjaz às práticas terapêuticas é a de estimular os saltos de desenvolvimento e antecipar capacidades, minimizando-se uma possível expressão dos déficits, além de patologizar e corrigir clinicamente comportamentos. É a intervenção precoce levada ao extremo, radicalmente. Ou então uma tentativa de correr na frente do relógio, como se isso fosse mesmo possível. Para tanto, faz-se necessário viver como um “costureiro”, com um tipo de fita métrica ao pescoço, aferindo-se cada passo da pessoa a cada instante, a despeito inclusive de sua vontade e tendo-se em mente evitar um desajuste social decorrente da deficiência.
Ao mesmo tempo que se repete exaustivamente o direito da criança em desenvolver-se em seu próprio ritmo e tempo, pais e terapeutas apropriam-se cada vez mais do seu tempo biológico na tentativa de equiparação com os demais. Esse é o tipo de investimento emocional que, a priori, desfaz da própria identidade da criança e a coloca numa métrica social absolutamente sem equivalência, na qual a diversidade é apenas aparentemente festejada, mas que é permeada por valores da sociedade ordinária que preponderam, como a competição, a distinção meritocrática e até mesmo o preconceito.
Sim, o preconceito. Embora muitas vezes o termo seja tomado como um caminho de mão única, o preconceito também pode ser um tipo de estatuto social ou uma espécie de pacto. Se você se submete a ele ou mesmo se vale de seus preceitos, lutar contra ele talvez faça pouco ou nenhum sentido. Ou então talvez não se trate de uma luta, mas de um tipo de encenação. A vida social tem muito disso também, como todos já sentiram de um ou outro modo, cada um na sua própria oportunidade.
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Num gesto de rebeldia extrema, meu filho às vezes recusa-se a brincar de jogos pedagógicos. 


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O país profundo ou país no fundo

O senhor 33 e outros 3

(...)
Há dias foi tornado público um relatório de actividade das comissões de protecção de crianças e jovens em risco. Esse documento qualifica como muito significativo o aumento das situações que comprometem o direito à educação. E quantifica o fenómeno: 22,2 % dos casos registados no primeiro semestre de 2013 são violações dos direitos dos menores à educação. Foram registados sob esta epígrafe 3147 novos casos. O absentismo e o abandono escolar já são a segunda maior ameaça a menores na tipologia adoptada pela Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJR).
Desde 2010, 135.000 carenciados deixaram de receber o Rendimento Social de Inserção (RSI). Este ano já foram excluídos 20.000 beneficiários. As continuadas alterações às regras de concessão multiplicaram pelo país fora bolsas de sofrimento atroz, onde os direitos humanos básicos não existem. Para milhares de crianças, a esperança que uma escola inclusiva as acolha vai de passo síncrono com a esperança dos pais em serem socialmente integrados.
Se compulsarmos proclamações e discursos de economistas, sociólogos e políticos, se percorrermos os documentos de avaliação e prospectiva das instituições transnacionais, impõe-se a qualquer observador um denominador comum: a educação é fonte de riqueza e o melhor veículo de inclusão e promoção social. Este papel da educação, universalmente reconhecido, deveria, em tempos de crise, suscitar reforço de empenhamento do Estado. Porque há uma relação incontornável entre economia e educação. Porque o relaxamento do esforço com a educação torna a crise crónica. Pior que o empobrecimento da bolsa e das bolsas é o empobrecimento do conhecimento e do espírito.
Há um país real, que reflecte o desastre social provocado pelas políticas sociais do Governo. Há um Governo em negação, que valsa de modo macabro entre uma austeridade assassina e o carnaval patético do regresso aos mercados.


terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Creio no direito à solidariedade e no dever de ser solidário" (José Saramago)

Saiba mais aqui

"Creio no direito à solidariedade e no dever de ser solidário. Creio que não há nenhuma incompatibilidade entre a firmeza dos valores próprios e o respeito pelos valores alheios. Somos todos feitos da mesma carne sofrente. Mas também creio que ainda nos falta muito para chegarmos a ser verdadeiramente humanos. Se o seremos alguma vez..."  José Saramago (quando faz 15 anos que recebeu o NOBEL. Parabéns a quem lê!)