segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"O maior preço que se pode pagar por alguma coisa é ter de pedi-la." (Marcel Achard)


A Editora da Universidade Federal da Bahia – EDUFBA já disponibilizou, para download gratuito, o livro “O professor e a educação inclusiva: formação, práticas e lugares”, organizado por Theresinha Guimarães Miranda e Teófilo Alves Galvão Filho, cujo lançamento ocorreu durante o V Congresso Brasileiro de Educação Especial, realizado na Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, em São Carlos, São Paulo.

sábado, 21 de setembro de 2013

Informação cientificamente credível

ClubePHDA
Unidade de Neurodesenvolvimento do Hospitalcuf criou um site sobre Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). Aceder em:
A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) afecta cerca de 5 a 10% das crianças em idade escolar, apresentando vários desafios para as próprias e para os pais, professores e assistentes operacionais.
No site, adultos e crianças encontrarão ferramentas úteis para os desafios mais frequentes no dia a dia. O objetivo não é fazer diagnósticos ou consultas online, que devem ser realizados em contexto próprio.

Este recurso é parte integrante de um projeto de empreendedorismo social patrocinado pela saúdecuf, com o objetivo de apoiar e promover o desenvolvimento saudável e uma integração bem sucedida das crianças com PHDA na família, na escola e na sociedade. A missão é disponibilizar informação cientificamente credível, recursos úteis e oportunidades de formação para os vários intervenientes

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Nunca falta a ninguém uma boa razão para suicidar-se." (Cesare Pavese)



Denunciado por alguns como um sinal macabro das crescentes pressões a que estão sujeitos os jovens na competitiva sociedade chinesa, uma universidade no sul da China pediu, no domingo passado, aos caloiros que assinassem um contrato em que a absolvem de qualquer responsabilidade no caso de se suicidarem ou sofrerem lesões durante o período em que frequentem aquela instituição.
Os mais de cinco mil caloiros que chegaram à Universidade de Tecnologia de Dongguan, na província costeira de Guangdong, foram obrigados a assinar um documento em que isentam à partida a universidade de toda a responsabilidade em casos de suicídio e assassínio.
Questionada pela imprensa chinesa, a direcção da universidade logo explicou que não havia razão para dramatismos e que o acordo não passa de um "caloroso lembrete" aos alunos para que fiquem cientes da política da escola quanto à admissão de estudantes. Já os pais, indignados, e muitos comentadores que entretanto se manifestaram na internet contra o documento afirmam que este só serve para agravar a pressão sobre estudantes que já chegam ao ensino superior com níveis de stresse muito para lá do recomendável.

A importância de se chamar Honesto

Sem-abrigo devolveu mochila com 42 mil dólares e foi agraciado com 100 mil


Para saber mais, clique aqui
Glen James, um sem-abrigo de Boston, EUA, pode vir a receber em dobro aquilo que fez por outra pessoa. Esta semana encontrou uma mochila com 42 mil dólares (31 mil euros) e entregou-a à polícia. Devido à acção de bom samaritano, James teve honras de uma cerimónia de agradecimento organizada pelas autoridades e de uma iniciativa que pode mudar a sua vida. Um jovem organizou uma angariação de fundos online e, segundo números desta quinta-feira, foram já doados mais de 100 mil dólares (74.700 euros). O valor continua a subir.

"Todo o gesto é um acto revolucionário." (Fernando Pessoa)

Muita gente diz que não é possível, que não iremos conseguir … Mas basta ter força de vontade, um pouquinho de paciência, ajuda e disposição …. Veja esse vídeo onde um filho leva sua mãe, que é paraplégica, para surfar.
Clique para ver o vídeo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Manual de sobrevivência

Glossário de Educação Especial

Este Glossário pode ser útil para quem trabalha em Educação Especial, na medida em que permite, de forma muito rápida, uma primeira aproximação a alguns dos termos apresentados e que surgem com alguma frequência em relatórios de alunos e/ou outras informações.

Carregue aqui para obter ou visualizar o glossário de Educação Especial.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Discriminação e água benta, cada ministro toma a que quer

OPINIÃO

Necessidades Educativas Especiais: Um mundo numa frase
Há um provérbio chinês que diz que “se pode ver o mundo numa folha de chá”. Entende-se o sentido: o infinitamente pequeno tem características em tudo semelhantes ao que é bem maior e assim se encontra um sentido unificador para todo o mundo.
Há alguns dias, o ministro da Educação, Prof. Nuno Crato, numa entrevista televisiva pronunciou-se – diríamos finalmente – sobre os alunos com necessidades educativas especiais (NEE). Entre outras coisas disse textualmente: “Estão integrados na turma mas na verdade não estão. Naturalmente o que acontece naquele caso concreto é que aqueles alunos pertencem à turma mas dadas as suas necessidades eles não convivem com os alunos daquela turma. Portanto é muito mais uma questão administrativa do que outra”.


Esta simples frase, como a folha de chá, é bem ilustrativa de um pensamento global e de uma lógica de acção face à educação de alunos com dificuldades. Vamos analisar só três aspetos da frase:

Para ler o resto do artigo incluido no Público de hoje, clique aqui

"Quanto menos se lê, mais dano provoca o que se lê." (Miguel Unamuno)

Dificuldade de leitura, escrita, interpretações de textos e cálculo aritmético. Estes são os sintomas mais comuns de um distúrbio de aprendizagem conhecido como dislexia e que é apresentado já na pré-escola.
— O disléxico mostra dificuldade em aprender a ler e a escrever, em manipular as letras dentro de uma palavra e, consequentemente, em compreender um texto quando estiver lendo — explica a fonoaudióloga e especialista em psicopedagogia Maria Ângela Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).
Quando o portador do problema chega à adolescência, poderá apresentar dificuldades em aprender uma segunda língua, muitas vezes em compreender o enunciado de um problema de matemática, química ou física.
— A dislexia é um quadro complexo caracterizado por dificuldade à leitura, escrita, interpretações de textos e, ainda, associado a dificuldades para o cálculo aritmético — expõe o neurocientista português Rafael Silva Pereira, doutor em Neuropsicologia da Dislexia pela Universidade de Extremadura.
O especialista explica que a avaliação do problema necessita ser multiprofissional, com uma equipe especializada, envolvendo fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, neuropediatras e psiquiatras.
— Associado à dislexia, algumas crianças e jovens também podem apresentar déficit de atenção, hiperatividade, impulsividade, agressividade, depressão, transtorno de ansiedade, bipolaridade e enurese — diz.
Genética e hereditária
Segundo Maria Ângela Nico, a dislexia é um transtorno com causas variadas, entre as quais estão: pais com dificuldades pregressas na vida escolar, casos semelhantes nos familiares, presença de genes potencialmente responsáveis pelo quadro, ou uma arquitetura diferente do tecido cerebral nos indivíduos disléxicos que não é encontrada nos não disléxicos.
— Só podemos falar em dislexia a partir do processo de alfabetização, mas como ela é genética e hereditária, a partir dos cinco anos de idade já é possível realizar a avaliação com uma equipe multidisciplinar especializada e essa criança com dislexia será encaminhada para uma intervenção com uma fonoaudióloga. Depois que ela passar pelo processo de alfabetização, será necessária uma re-avaliação para confirmar ou não o quadro — afirma.
Para o professor Rafael Pereira, por não ser uma doença, “não há cura”. A complexidade do distúrbio exige uma intervenção rápida.
— Deverá ser realizada por uma fonoaudióloga, e ou uma psicopedagoga e, em casos de problemas de auto-estima, um psicólogo deverá atuar também — conta Maria Ângela.
Segundo a especialista, o problema é descoberto na maior parte das vezes quando o processo de alfabetização se inicia. O tratamento objetiva a aprendizagem do disléxico frente às dificuldades que encontrará, de modo que consiga lidar com elas.
— Quando os pais perceberem algum sinal ou sintoma nos filhos, devem conversar com a coordenadora da escola em que a criança está frequentando, que deverá encaminhá-la para uma avaliação. Se confirmada a dislexia, a intervenção deverá ser realizada o mais rápido possível — explica Rafael Pereira.

Fonte: ANDI

domingo, 15 de setembro de 2013

“No convívio com ele aprendi duas palavras fundadoras do acto pedagógico: autenticidade e respeito”. (Sérgio Niza, referindo-se a João dos Santos)

A CULTURA DA CRIANÇA
(…)
É verdade que João dos Santos viveu numa época em que os conhecimentos neurobiológicos eram incipientes e as formulações teóricas sobre a doença mental muito especulativas. Tudo era explicado pelas perturbações da relação da infância ou pelas vicissitudes do desenvolvimento em famílias perturbadas: hoje sabe-se que há crianças com doenças “mesmo” biológicas, outras com temperamento difícil desde uma fase muito precoce da vida, outras ainda com disfunções de causa genética que as tornam particularmente vulneráveis. Assim, deveríamos ser agora capazes de ter uma visão mais aprofundada dos mecanismos geradores do mal-estar infantil e, se não tivermos uma visão dogmática, poderíamos dar uma resposta terapêutica integrada de melhor qualidade. No entanto, é também agora evidente o excesso de medicação em muitas situações, o provável exagero no diagnóstico de hiperactividade com défice de atenção e o recurso excessivo a institucionalização de crianças e jovens, em muitos casos sem o necessário trabalho prévio com as famílias de origem (existem cerca de 11.000 menores de 18 anos em regime de institucionalização), para não falar da escassez de técnicos com boa formação em saúde mental infanto-juvenil.

(…)
Ao fundar com Manuela Ramalho Eanes o Instituto de Apoio à Criança (a que, aliás, queria apenas chamar Instituto da Criança), João dos Santos chamava a atenção para a necessidade de uma verdadeira cultura da criança. Tal significa que a criança não tem sempre razão (como vejo ser defendido por alguns pais permissivos), mas quer dizer que o respeito pelos mais novos deve constituir um pilar essencial da organização de uma sociedade. As crianças e os idosos, os mais vulneráveis, devem merecer todo o apoio, em todas as circunstâncias.

(Público de hoje)

"A matemática não pode apagar nenhum preconceito." (Johann Goethe)

Crianças com autismo têm melhor desempenho em teste de matemática

De acordo com um novo estudo, crianças com autismo e QI médio se saíram consistentemente melhor em testes de matemática do que crianças não autistas na mesma faixa de QI.
A superioridade em habilidades matemáticas entre as crianças com autismo foi relacionada a padrões de ativação em uma determinada área do cérebro, normalmente associada com o reconhecimento de rostos e objetos visuais.
“Parece haver um padrão único de organização do cérebro que fundamenta a habilidade superior de crianças com autismo na resolução de problemas matemáticos”, explica o autor principal do estudo, Vinod Menon, professor de psiquiatria e ciências comportamentais na Universidade de Stanford, Estados Unidos.
O estudo incluiu 18 crianças com autismo, com idades entre 7 a 12 anos, e um grupo-controle de 18 crianças sem autismo. Todos os participantes demonstraram habilidades verbais e de leitura normais em testes padronizados, mas as crianças com autismo superaram seus pares sem autismo em testes-padrões de matemática.
Os pesquisadores também monitoraram a atividade cerebral das crianças, usando ressonância magnética, enquanto elas trabalhavam nos problemas de matemática. Os exames cerebrais nas crianças com autismo revelaram um padrão incomum de atividade em uma área do cérebro especializada no processamento de rostos e outros objetos visuais.
“As pesquisas anteriores se centravam quase exclusivamente nos pontos negativos das crianças com autismo”, diz Menon, membro do Instituto de Pesquisa de Saúde Infantil no Hospital Infantil Lucile Packard. “Nosso estudo apoia a ideia de que o desenvolvimento do cérebro em uma pessoa com autismo pode ocasionar não apenas déficits, mas também levar à melhoria de algumas capacidades cognitivas notáveis. Acreditamos que esta notícia pode ser reconfortante para os pais”.
Menon conta que as crianças com autismo, por vezes, exibem talentos ou habilidades excepcionais. Por exemplo, algumas conseguem dizer instantaneamente o dia da semana de qualquer data do calendário dentro de um determinado intervalo de anos, enquanto outras possuem habilidades matemáticas impressionantes.
“Saber as datas do calendário, provavelmente, não vai ajudá-lo a ter sucesso acadêmico ou profissional”, comenta Menon. “Mas ser capaz de resolver problemas numéricos e desenvolver boas habilidades matemáticas pode fazer uma grande diferença na vida de uma criança com autismo”.
Cerca de uma em cada 88 crianças tem alguma forma de autismo, de acordo com os Centros dos EUA de Controle e Prevenção de Doenças. O Brasil ainda não possui uma pesquisa centralizada para identificar a taxa de incidência do autismo na população. Segundo dados da ONU, existem aproximadamente 70 milhões de autistas em todo o mundo. [Medical Xpress]

sábado, 14 de setembro de 2013

Somos todos mexicanos

Centenas de professores contra avaliação foram expulsos do centro da Cidade do México
(…)
Os helicópteros da Polícia Federal sobrevoaram a praça para tirar fotografias e, pouco depois da hora prevista as autoridades entraram no espaço com o objectivo de expulsar os professores. A Polícia Federal lançou gás lacrimogénio e empurrou os docentes para fora da praça com jactos de água. Estes responderam lançando pedras, petardos, ou agredindo os agentes com tubos e paus. Dos confrontos resultaram cerca de 40 feridos e duas dezenas de detidos, informa a AFP.
Os professores permaneciam em Zócalo desde Abril e, no último mês, multiplicaram os protestos com o objectivo de travar a aprovação da reforma da Educação que introduz a avaliação do seu desempenho como meio de os manter na carreira, aumentar salários ou despedi-los – a maioria dos manifestantes é proveniente das zonas mais pobres do país.(...)
(Público de hoje)

"Alguns homens vêem as coisas como são e dizem «Por quê?» Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo «Por que não?»." (Bernard Shaw)

A BiblioTech, a primeira biblioteca sem livros físicos, abre no próximo sábado em  Bexar Country, no Texas (EUA).
De acordo com a informação disponibilizada no site, a BiblioTech oferecerá um catálogo de eBooks da 3M Cloud Library (10,000 títulos na abertura), audiobooks da One-Click Digita e ebooks de aprendizagem de línguas da Mango.

A biblioteca disponibiliza também 500 e-readers (100 enhanced e-readers para crianças)  e 50 computadores, 25 laptops e 25 tablets para utilizar no espaço físico da biblioteca.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"Todas as artes só produziram maravilhas: a arte de governar só produziu monstros." (Louis Saint-Just)

A Associação Nacional de Docentes de Educação Especial está consciente de que este processo não se encontra ainda concluído, mas deseja desde já manifestar as seguintes preocupações:

1- A tão falada diminuição de alunos não afeta significativamente o contingente de alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE). Assim, qualquer diminuição do número de professores que assegure o apoio a estes alunos repercutir-se-á seriamente na qualidade educativa;

2- O número de professores efetivos nos quadros de Educação Especial não é, de forma alguma o necessário, e menos o suficiente, para responder às necessidades de apoio que os alunos com NEE apresentam. Desta forma, é imprescindível que sejam colocados, no presente ano letivo, pelo menos o mesmo número de professores que foram colocados no ano letivo anterior;

3- O Estado Português está comprometido com a política de Inclusão Educativa. Pensamos que a crise em que o país se encontra mergulhado tem consequências mais gravosas para as camadas da população que mais precisam de Educação. Assim, a Associação Nacional de Docentes de Educação Especial rejeita que sejam os alunos que mais precisam de apoio educativo, aqueles que venham a ser alvo de cortes do Sistema Educativo que inviabilizarão a sua participação, sucesso e inclusão na vida comunitária.

12 de setembro de 2013

A Direção da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial

"Quem começou, tem metade da obra executada." (Horácio)

O começo!

Clique para ver o vídeo

O começo, foi assim que chamei este vídeo. Sim porque quero vê-lo em breve avançando no seu engatinhar. Hoje não entrego mais os brinquedos em suas mãos, vou deixando cada vez mais longe. Se eu colocar muito fora do alcance dele toda vez ele desiste. Assim não deixo tão fácil, mas tbm não tão dificil para que ele desista. Tem dado certo, com o tempo vou aumentando essa distancia...tudo aos poucos. Feliz!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"Quem não conhece línguas estrangeiras, não sabe nada da própria." (Johann Goethe)

(...)
Assim, nos termos dos n.ºs 6 e 2, respetivamente, dos artigos 23.º e 24.º do Decreto -Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, determino o seguinte:
1 — São realizados anualmente testes diagnóstico de Inglês, doravante designados por provas, disponibilizados pelos serviços ou entidades do Ministério da Educação e Ciência designados para o efeito, que integram obrigatoriamente as componentes de compreensão e produção escritas e compreensão e produção orais.
2 — As provas a que se refere o número anterior são de aplicação obrigatória nos estabelecimentos do ensino público, particular e cooperativo.
3 — O calendário da sua realização e o respetivo regulamento são definidos por despacho do membro do governo responsável pela área da educação.
4 — As provas a que se refere o n.º 1 aplicam -se ao 9.º ano.
5 — O presente despacho produz efeitos a partir do início do ano letivo de 2013/2014.

10 de setembro de 2013. — O Ministro da Educação e Ciência, Nuno

Paulo de Sousa Arrobas Crato.

"Burocracia: uma dificuldade para cada solução." (H. Samuel)

Casal com síndrome de down demora 1 ano para vencer restrições legais para casar
Do namoro ao casamento de Arthur Dini Grassi Netto, 27, com Ilka Farrath Fornaziero, 35, passaram-se três anos. Um ano todo foi para que vencessem impedimentos legais.
Como ambos têm síndrome de Down, o Código Civil os restringe, por conta própria, de assinar o documento de casamento. Logo, tiveram de fazer, com apoio das famílias, uma maratona de consultas jurídicas e enfrentar negativas de cartórios.
Agora, o Estatuto da Pessoa com Deficiência explicita que deficientes intelectuais ou mentais vão passar a ter o direito ao casamento, sem restrições, inclusive aqueles interditados, sob curatela.
Uma vez que houver manifestação do casal, em idade legal, pelo desejo de viverem juntos, não será mais preciso ordem da Justiça ou autorização dos responsáveis para o ato.
O documento prevê ainda o direito a votar e ser votado, à saúde sexual e à reprodutiva. Apenas restrições sobre património foram mantidas.
A advogada Ana Cláudia Correa, da ONG Movimento Down, avalia que “se um juiz colocar no rol de limitações da pessoa interditada a impossibilidade de tomar uma decisão para se casar, não vai haver estatuto que garanta isso”.
Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"Qual o melhor momento para o jantar? 'Se alguém é rico, quando quiser, se é pobre, quando puder'." (Diógenes)

Os alunos que não tomam o pequeno-almoço em casa são obesos. É o que revela uma investigação do Instituto de Educação da Universidade do Minho. O estudo assentou em duas dezenas de jovens do 10.º e 11.º anos do concelho de Guimarães. Os resultados demonstram ainda que os alunos que só tomam o pequeno-almoço na escola, e muitas vezes tardiamente, após a primeira aula, sofrem de excesso de peso. “Trata-se da refeição mais importante do dia, por isso também é indicadora do peso a mais. Após várias horas de sono, é essencial para fornecer os nutrientes necessários à actividade quotidiana”, explica Beatriz Pereira, professora catedrática e directora do Departamento de Teoria da Educação e Educação Artística e Física. “É importante que os pais acordem os filhos mais cedo para que estes tenham tempo para tomar o pequeno-almoço com calma. A criança não deve sair de casa a comer o pão porque está atrasada”, realça. À medida que cresce, o adolescente toma cada vez menos o pequeno-almoço no domicílio. “Não é uma refeição valorizada”, insiste a investigadora, para acrescentar: “A maioria tende a adiá-la para mais tarde durante a manhã”.
Este adiamento deve-se ao facto de eles “acordarem demasiado tarde, ficando sem tempo para o fazer”. Por outro lado, ingerir o pequeno-almoço na escola é visto pelos mais novos como sendo “uma prática fixe e bem aceite pelos pares”. São necessárias “campanhas de sensibilização para a toma do pequeno-almoço e para uma maior atenção às características dos alimentos matinais sugeridos na escola. Se possível, deve ser indicado um menu próprio a preço especial, para incentivar os alunos a tomá-lo às 8.15 horas, mal chegam ao estabelecimento de ensino”, diz a coordenadora do projecto.
Notícia do Correio do Minho de 2 de Setembro de 2013 (vista aqui).