quinta-feira, 5 de setembro de 2013

"Posso duvidar da realidade de tudo, mas não da realidade da minha dúvida." (André Gide)

Como o autismo ajudou Messi a se tornar o melhor do mundo
Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o facto é que o seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores.
Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.
É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. “Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ong Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de “aspergianos”.
“O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou. E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido. Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está  aliviado”.
A qualidade do chute, extraordinária em Messi, e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo Vitulli, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador. Ele compara o comportamento de Messi a um célebre surfista havaiano, Clay Marzo, também diagnosticado com a síndrome de Asperger. “É um surfista extraordinário. E é possível perceber características de autista quando ele está numa onda. Assim, como o Messi, ele é perfeito, como se ele soubesse exatamente o comportamento da onda e apenas repetisse um padrão”. Mas autistas, segundo Vitulli, não são criativos, apenas repetem o que sabem fazer. “Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. Mas também erram mais”, diz ele.
Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes — e o filme Rain Man, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates.
Também fora de campo, seu comportamento é revelador. Quem já não reparou nas dificuldades de comunicação do jogador, denunciadas em entrevistas coletivas e até em comerciais protagonizados por ele? Ou no seu comportamento arredio em relação a eventos sociais? Para Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), e mãe de um menino de 10 anos diagnosticado com síndrome de Asperger, foi uma revelação observar certas atitudes de Messi.
“A começar pelas entrevistas: é  visível o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar “perdido”, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de facto. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo”, diz Giselle. Segundo ela, é possível perceber o alto grau de concentração de Messi: “ele sabe exatamente o que quer e tem a mesma objetividade que vejo em meu filho”.
Giselle observou algumas jogadas do argentino e também não teve dúvidas:  “o olhar que ‘não olha’ é o mesmo que vejo em todos. Em uma jogada, ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, o olhar desviou. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu traçado, no seu objetivo, foi lá e fez o gol. Sem mais”.
Segundo Giselle, Messi tem o reconhecido talento de transformar em algo simples o que para todos é grandioso e não vê muito sentido em fama, dinheiro, mulheres, badalação. “Simplesmente faz o que mais sabe e faz bem. O resto seria uma consequência. Outra aspecto que se assemelha muito a meu filho”.
Outra característica dos autistas, segundo ela, é ficarem extremamente frustrados quando perdem, são muito exigentes. “Tudo tem que sair exatamente como se propuseram a fazer, caso contrário, é crise na certa. E normalmente dominam um assunto específico. Ou seja, se Messi é autista e resolveu jogar futebol, a possibilidade de ser o melhor do mundo seria mesmo muito grande”, diz ela.
A ideia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo Giselle, ele simplesmente será sempre um profissional que executa a sua profissão da melhor forma que consegue — mas arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos.  “Ele precisa e quer que sua condição seja respeitada. Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível”, diz ela.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"É aquilo que fazemos do que temos, e não o que nos foi dado, que distingue uma pessoa de outra." (Nelson Mandela)

A TV Camara produziu uma série de vídeos intitulados “Convivendo com as diferenças” e são instruções para que as pessoas possam conviver e ajudar as pessoas com deficiência. Eles são divididos por tipo de deficiência e esse que vou mostrar no segundo vídeo é para a convivência com deficientes intelectuais.
Clique para ver o vídeo
Se quiser ver os vídeos anteriores clique nos links abaixo:

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"Oh, quão insuficiente é a palavra e quão ineficaz / ao meu conceito!" (Dante)

Visto aqui

Ver as coisas mais além do que alcança a nossa vista!*

Evgen Bavcar.Mão amiga fez-me chegar a notícia deste fotógrafo, o esloveno Evgen Bavcar. Com a ajuda da irmã, desenvolveu técnicas próprias para a captura de imagens. Falar em ensaio sobre a cegueira é demasiado óbvio, mas verdade: ficou cego aos 12 anos de idade e nunca viu as fotografias que tira. E que V., ao contrário dele, acabou mesmo agora de ver.
Clique para ver outras obras deste artista


* Ser artista é ser alguém!

Que bonito é ser artista...
Ver as coisas mais além
do que alcança a nossa vista!
(António Aleixo)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"Ser 'normal' é o ideal dos que não têm êxito, de todos os que se encontram abaixo do nível geral de adaptação." (Carl Jung)

Imagem tirada daqui

"O que realmente nos separa dos animais é a nossa capacidade de esperança." (José Saramago)

Débora Araújo Seabra de Moura, de 32 anos, a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, acaba de lançar um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo. O livro traz contos que se passam em uma fazenda e têm os animais como protagonistas. Eles lidam com problemas humanos como preconceito e rejeição, caso do sapo deficiente que não conseguia nadar, da galinha excluída do grupo por ser surda e do passarinho de asa quebrada que precisou ganhar a confiança dos outros bichos para poder voar com eles.
(…)
Usei os animais, mas as histórias se encaixam aos humanos. É preciso respeitar e incluir todo mundo, aceitar as diferenças de cada um. Ainda existe preconceito, afirma Débora.
O livro nasceu em 2010, quando a jovem resolveu escrevê-lo para dar presente de Natal aos pais, o médico psiquiatra José Robério e a advogada Margarida Seabra. Queria fazer uma surpresa, e eles ficaram felizes, adoraram a ideia.
Escolas regulares

A autora da obra nasceu em Natal (RN) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional da cidade, a Escola Doméstica. Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.
Quando começou a frequentar a escola, pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Débora contou com o apoio da família que contrariou a tendência de matricular a filha uma escola especial, assim como fazia os pais naquela época. Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa, diz Margarida.
Nem sempre foi fácil. Débora já foi vítima de preconceito. Ainda na educação infantil, lembra de ter sido chamada de ´mongol´ por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que ´mongóis´ eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.
Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito, como apresentações teatrais – mais uma de suas paixões.
Fonte: G1


domingo, 1 de setembro de 2013

"Raciocinar: pesarmos as probabilidades na balança do desejo." (Ambrose Bierce)

(…)
É ilusório pensar que o cheque-ensino garantirá a tão apregoada “liberdade de escolha”. A ideia, de início, parece promissora: os pais e os alunos consultariam a classificação das escolas e escolheriam as do pelotão da frente, dando aos filhos as melhores condições de ensino. Parece simples, mas quem assim pensa esquece um aspecto crucial: as escolas com melhores classificação não têm vagas ilimitadas e, passando a ser muito requisitadas, depressa terão de fazer a selecção dos melhores alunos. Ora sabemos a correlação que existe entre uma história pessoal/social com êxito e um bom resultado académico: os melhores alunos são, em maioria, os provenientes de um meio familiar mais favorecido. Sendo assim, o cheque-ensino servirá para colocar nas melhores escolas os alunos com mais oportunidades pessoais e os que, em termos individuais, estarão mais equilibrados à partida.

As escolas menos bem classificadas herdarão os alunos problemáticos, agravando as desigualdades no ensino. Se a escola deveria incluir, passa a excluir. Onde existiram bons resultados, passarão a surgir estabelecimentos de ensino caracterizados por desistência, abandono e insucesso.
(...)
(Público de hoje)

"Reparem, na vida não há soluções, mas sim forças em marcha. É preciso criá-las e as soluções vêm." (Antoine de Saint-Exupéry)

O designer asiático Chan Wen Jie criou uma escada conversível para atender às necessidades de acessibilidade de cadeirantes e pessoas portadoras de dificuldades motoras.
Para acionar a rampa basta pisar em uma alavanca, localizada ao lado do primeiro degrau, e todo o piso fica em ângulo e unido para formar a rampa.
As vantagens do equipamento seriam os baixos custos de implantação, fácil instalação e o mínimo de manutenção.
Apesar de interessante, a utilização deste sistema não seria a solução para acessibilidade de edifícios públicos, comerciais, e de condomínios residenciais brasileiros, já que por lei, todos devem proporcionar rampas de acesso com inclinações mais suaves, para que o cadeirante possa subir sem a ajuda de terceiros.

De acordo com a norma brasileira, a inclinação máxima para rampas é de 8,33% (inclinação suave). No caso desta escada conversível, a inclinação seria muito alta, em torno de 48%, dependendo da altura e largura dos degraus, o que exigiria uma pessoa muito forte para empurrar o cadeirante.

sábado, 31 de agosto de 2013

Denunciar é preciso

Quem é que nunca viu alguém utilizando indevidamente uma vaga de estacionamento reservada para deficientes físicos? Esse tipo de cena cada vez mais comum nas cidades, seja quando vamos a um supermercado, banco ou show, por exemplo, costuma causar revolta em quem presencia, mas um aplicativo (app) para smartphone pretende ajudar a denunciar quem gosta de levar vantagem nesse tipo de situação.

O aplicativo Parking Mobility, que está disponível gratuitamente na App Store e no Google Play, viabiliza a geração de um relatório que pode ser enviado diretamente as autoridades, segundo informou o site springwise. Os usuários enviam três fotos:uma com a placa do carro, uma da janela da frente e uma da vaga de estacionamento.


Uma vez que a comunidade de deficientes físicos é cada vez mais consciente quanto as infrações nos estacionamentos, o aplicativo ajuda a trazer mais agressores à Justiça e criar receita para as cidades, por meio das multas. As irregularidades registradas pelo Parking Mobility junto as autoridades poderão ainda recolher 20% das multas para instituições de caridade voltadas aos que têm dificuldade de locomoção.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

"A beleza é o acordo entre o conteúdo e a forma." (Henrik Ibsen)

Concurso Miss Polónia em cadeira de rodas.

Clique para ver mais fotos
A competição é uma iniciativa da Fundação JedynaTaka (da Polónia) junto com o Fundo Social, com a intenção de mudar a imagem das mulheres com deficiência na sociedade e mostrar que existem belas mulheres, que mesmo usando uma cadeira de rodas, não deixam de ser mulheres ativas com diferentes papéis sociais, tal como o papel de mãe. Desta maneira, elas não serão mais vistas apenas com a imagem de uma deficiente.
Foram inscritas 72 lindas cadeirantes para a competição; mulheres cheias de paixão, força de vontade e perseverança, na busca de seus sonhos; provando que cada mulher possui sua própria beleza de diferentes maneiras.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"Inclusão é sair das escolas dos diferentes e promover a escola das diferenças" (Mantoan)

Fala-se mais e mais de inclusão, sem pensar que não se trata de incluir, trata-se sim de conhecer as diversas possibilidades para o desenvolvimento humano e de estar aberta a elas numa relação dialógica genuína (PRESTES, 2012, p.191).

Histórica e culturalmente, estamos habituados que se leia com os olhos, que se fale com a boca, que se escreva com as mãos, que um determinado conceito seja elaborado numa determinada fase. Entretanto, sabemos que tais tarefas podem ser realizadas com ferramentas diferentes destas dispostas para a maioria das pessoas, assim como em tempos diferenciados. Podemos ler com os dedos, falar com as mãos, escrever com os pés e elaborar um conceito em diferentes momentos da vida (BRAUN, 2011, p.98).

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vejo, logo Existo (Fernando Pessoa)*




A declaração de amor que Fernando Pessoa fez à sua cidade Oh Lisboa Meu Lar! serve de mote para um itinerário por lugares marcantes na vida do poeta. Com ponto de encontro na sede da Dianatours, junto à estação de metro de Entrecampos, o circuito realiza-se em autocarro e percorre, durante três horas, locais frequentados por Pessoa: Largo de S. Carlos, Chiado, Largo do Carmo, Elevador de Santa Justa, Casa Fernando Pessoa, Cemitério dos Prazeres e Mosteiro dos Jerónimos. A viagem é acompanhada por um actor de A Barraca que interpreta o papel do escritor e um áudio guia traduzido em oito línguas. Reservas em 808 234 262. 

Clique  e ouça, enquanto lê o post

*Sou um visual. O que na memória trago, trago-o visualmente, se susceptível é de assim ser trazido.(Clique para ler todo o texto)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

"Aqueles que concordam com uma opinião chamam-lhe opinião; mas os que discordam chamam-lhe heresia." (Thomas Hobbes)

Familiares de pessoas com autismo estão organizando, para daqui a duas semanas, um grande ato, em Brasília, para pressionar o governo pelo direito de educarem seus filhos em casa ou em instituições específicas. O movimento encontra resistência dentro do próprio universo de pais com filhos autistas. Há associações que defendem que o caminho para a maior socialização é por meio da educação regular.
A divisão veio à tona após a presidente Dilma vetar, na lei que iguala direitos de autistas aos de demais pessoas com deficiência, trecho que deixava aberta a possibilidade de a educação do grupo ser realizada de acordo com necessidades específicas.
“O autismo se manifesta em diferentes graus, o que vai gerar demandas diferentes. Não é possível tratar tudo na mesma normativa”, diz Berenice Piana, mãe de um jovem com autismo e uma das principais responsáveis pela aprovação da lei.
Entre as alegações dos que apoiam a educação segmentada estão a exposição dos filhos ao bullying, a falta de estrutura e capacitação de professores nas escolas regulares e a imprevisibilidade das ações das crianças, que podem inclusive ser violentas, dentro da sala de aula.
Apaes em todo o país dão fôlego ao pleito de quem defende a educação especial. A instituição é a mais tradicional do país no trato com pessoas com deficiência intelectual tanto em aspectos educacionais como em terapias.
Recursos
Pelo Plano Nacional de Educação, em avaliação no Congresso, instituição nenhuma poderá, a partir de 2016, receber recursos públicos para fornecer ensino exclusivo a grupos com deficiência como autistas, downs ou paralisados cerebrais, como no caso das Apaes.
“O mundo moderno exige toda criança na escola e o governo investiu em leis e procedimentos que levassem o país a esse patamar. Se a criança não puder ir à escola por motivos médicos sérios, a escola deve ir à criança”, afirma o psicólogo Manuel Vazquez Gil.

Ele tem um filho com autismo em grau severo e que estuda no ensino regular.

O MEC (Ministério da Educação) defende que é inconstitucional a manutenção das escolas especiais, uma vez que o Brasil é signatário de convenção internacional que determina a educação inclusiva, fornecendo os governos as condições para isso.

“Os pais precisam ter o direito de escolha de onde querem educar seus filhos. Eles são os melhores especialistas, vivem o problema no dia a dia”, declara Piana.

Na política de educação inclusiva do MEC estão previstas ações “intersetoriais” para atender os casos mais graves de pessoas com deficiência na escola, que envolvem auxílio de acompanhantes, atenção à saúde e ensino complementar.
Os contrários à obrigatoriedade do ensino regular afirmam que, na vida prática, a educação inclusiva não tem efeito para pessoas com autismo em grau severo, que não aprendem à contento e na escola ficam longe de cuidados da família ou de profissionais habilitados.
Fonte: Folhapress

Referência: Umuarama Ilustrado

domingo, 25 de agosto de 2013

Ai se o ministro descobre

Sabemos que a Índia é um país grandezas, por isso não é de estranhar que a maior escola do mundo fique em Montessori, Lucknow, naquele país. As dimensões são impressionantes: 47 mil alunos, mil salas de aula e 3.800 funcionários.
Curiosamente, a escola foi fundada em 1959, por Jagdish Gandhi, com apenas cinco alunos. Conhecida como CMS, a escola emprega professores, auxiliares, responsáveis de limpeza, condutores de riquexó, electricistas, carpinteiros ou até jardineiros.
A escola tem cerca de 20 recreios e ainda está a escrever, apesar de ter duplicado de tamanho nos últimos 14 anos. “Fundei a escola com grandes dificuldades. Estive 15 dias à procura de alunos, em 1959, não ninguém veio”, explica hoje Gandhi. Então, ele e a sua esposa convenceram uma mulher a colocar lá os seus cinco filhos – foi aí que começou, realmente, a CMS.
O nome da escola espalhou-se e é hoje a maior do mundo, ultrapassando largamente a escola Rizal de Manila, nas Filipinas, com 19.738 alunos. É que Gandhi acredita que não se deve negar a ninguém o direito à educação e, ainda que a instituição não recebe fundos públicos, a propina é bastante baixa.
Na CMS, a competição é rainha. Há competição por tudo, sobretudo para praticar desporto. Mas o maior orgulho de Gandhi são os alunos que, tendo estudado na CMS, vieram a trabalhar nas Nações Unidas e Goldman Sachs ou estudado em Harvard.
“Há um excelente ambiente entre professores e alunos. É fácil ensiná-los e não há grandes problemas entre eles. Tentamos que cada sala tenha menos de 50 alunos, mas normalmente há entre 40 e 45. É um número muito gerível e todos recebem atenção”, explica uma das professoras.
Para além de aluas de geografia, matemática ou inglês, os alunos têm disciplinas sobre a paz no mundo. A CMS é também a única escola do mundo a ter recebido um prémio da UNESCO pelos esforços na educação pela paz. Veja algumas fotos do megaespaço.


"A saúde depende mais das precauções que dos médicos." (Jacques Bossuet)

Nunca tinha feito pataniscas até à semana passada, nem era sequer fã da especialidade. Mas como tanto a minha mãe como a minha sogra falaram maravilhas das suas pataniscas feitas com a farinha Self-Raising da Doves Farm, quis experimentar. Andei à procura da receita perfeita, mas quase todas as bloggers de culinária dizem que a receita da mãe é a melhor; no entanto, variam todas muito. Sendo assim, fiz um mix com as várias receitas que encontrei e decidi fazer um teste.Correu bem e eu, que nem era fã, até sou capaz de repetir a receita um destes dias.
Ingredientes:
300 gramas de bacalhau cozido e desfiado
1 cebola
3 ovos
80 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
150 ml água com gás
Sal, salsa picada e pimenta a gosto
Separe as claras das gemas e monte-as em castelo. Reserve.
Triture bem a cebola. Reserve.
Numa taça, misture bem a farinha, o sal, a pimenta e as gemas. Junte-lhe a água, misture e acrescente mais um pouco, se a massa estiver muito espessa. De seguida, junte o bacalhau, a cebola e a salsa, e misture bem até obter uma massa homogénea.
Por fim, junte as claras em castelo e envolva-as com cuidado na massa. Entretanto, aqueça o óleo na frigideira e deixe aquecer bem. Coloque depois colheradas de massa na frigideira, de acordo com o tamanho de pataniscas que pretender. Deixe fritar de um lado até dourar e vire do outro lado para acabar de fritar. Coloque num prato com papel absorvente.
Sirva quente com uma salada a gosto.
Esta receita rende 11 a 12 pataniscas.

sábado, 24 de agosto de 2013

"O que é escrito sem esforço em geral é lido sem prazer." (Samuel Johnson)

Regressam Oficinas de Escrita de Manuela Gonzaga

As Oficinas de Escrita da escritora Manuela Gonzaga estão de volta. Desta vez, os quatro módulos vão decorrer na Livraria Alêtheia, Lisboa, durante o mês de Setembro. No final, cada participante terá direito a um livro com os melhores textos do curso.


Depois do sucesso das primeiras edições das oficinas "A minha vida dava um livro", a escritora Manuela Gonzaga está de regresso com mais um curso de escrita criativa.

À semelhança das anteriores edições, a formação tem uma duração total de 12 horas, dividas em quatro módulos de três horas cada um. As sessões decorrem de 3 a 26 de Setembro, sempre às terças e quintas-feiras, entre as 18h30 e as 20horas, na livraria Alêtheia (R. do Século nº 13).

Cada módulo (duas sessões de hora e meia) tem o custo de 40 euros sendo que este valor inclui a oferta de um livro antológico com os melhores textos da oficina. As inscrições podem ser feitas através do email aletheia@aletheia.pt ou do telefone 210939748. 






sexta-feira, 23 de agosto de 2013

"Dá-me veneno para morrer ou sonhos para viver."(Gunnar Ekelof)

(…)
- Escreve – disse.
- Assim que chegue, escrevo-te – replicou Julián.
- Não. A mim, não. Escreve livros. Não cartas. Escreve-os por mim. Por Penélope.
Julián assentiu, só então se apercebendo do muito que ia sentir a falta do amigo.
- E conserva os teus sonhos – disse Miquel. – Nunca se sabe quando irás precisar deles.

(…)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

"Ajuda o teu semelhante a levantar a carga, mas não a levá-la." (Pitágoras)

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A jovem investigadora espanhola Luz Rello foi distinguida com o prémio European Young Researchers’ Award 2013 pelo seu trabalho em torno da acessibilidade da internet a disléxicos.

A dislexia é uma inaptidão neurológica de leitura que se caracteriza por dificuldades no reconhecimento fluente de palavras e fracas competências de ortografia – estima-se que afecte 17,5% da população norte-americana, por exemplo. O objectivo de Luz é perceber como o conteúdo e a sua apresentação alteram a leitura online dos disléxicos.

Um dos aspectos mais interessantes na pesquisa de Luz é que ela intersecta a linguística com a ciência computacional. Como tal, baseou as suas experiências em ferramentas de processamento natural de linguagem e de interacção entre pessoas e computadores.

Por um lado, olhou para a forma como os algoritmos podem ser usados para substituir automaticamente palavras que são difíceis para os disléxicos por outras mais simples. Por outro lado, usou o rastreio visual e a análise da expressão facial para descobrir como pode uma página web ser mais apropriada para estas pessoas.

A lista de condicionantes identificadas pela investigadora é extensa – vai desde caracteres, a linhas, espaços entre parágrafos, tipos de letra e tamanhos, tal como largura das colunas,
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escalas de cinzento e pares de cores.

Segundo a Next Web, as descobertas serão publicadas no seu próximo relatório, levando à divulgação de características visuais específicas que podem tornar a leitura online muito mais fácil para os disléxicos. Ela percebeu, por exemplo, que quanto maior o tamanho de letra, melhor – o tamanho 18 parece ser o ideal.

Luz concluiu ainda que o itálico tende a ter um impacto negativo na compreensão. Já os tipos de letra não serifadas melhoram significativamente o desempenho na leitura. Para dar nomes, Helvetica, Courier e Computer Modern Unicode são particularmente boas nestes casos.
In: Green Savers via facebook.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

60 anos após a 1.ª obra

(…)
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O escritor norte-americano Elmore Leonard morreu ontem de manhã, em Detroit, aos 87 anos. A notícia foi dada através do site oficial e Facebook do autor onde Greg Sulter, o homem que fazia a pesquisa para as suas obras, escreveu: "Este é o post que eu temia ter de escrever e que vocês temiam ler. Elmore morreu às 7h15 desta manhã por causa de complicações depois do seu AVC. Estava na sua casa rodeado pela sua querida família." (…)
Em 2001, o NYT pediu-lhe as dez regras da boa escrita e ele aconselhou: nunca começar um livro a falar do tempo, evitar prólogos, nunca usar outro verbo além de "disse" para terminar um diálogo e ter sempre os pontos de exclamação debaixo de olho (só são permitidos dois ou três em cem mil palavras).
Vários dos seus livros estão publicados em Portugal, entre os quais Na Casa de Honey e Unha com Carne (Teorema), Cuba Libre (Quetzal) ou Um Bom Argumento (Difusão Cultural), que deu origem ao filme Jogos quase Perigosos (1995), de Barry Sonnenfeld, com John Travolta e Danny DeVito. Também Quentin Tarantino adaptou ao cinema o romance Rum Punch. E o filme Romance Perigoso, de Steven Soderbergh, em que George Clooney interpreta o assaltante de bancos Jack Foley, também se baseia em Out of Sight. "Raros foram os escritores tantas vezes adaptados ao cinema - nada menos do que 19 filmes foram inspirados em obras suas. Por exemplo, um clássico do western O Comboio das 3 e 10, de Delmer Daves. Mas Elmore Leonard era sobretudo uma referência crucial no cinema de Tarentino", diz ao PÚBLICO o crítico Augusto M. Seabra.
(…)                                                                                                 Público de hoje