terça-feira, 21 de maio de 2013

"A gratidão é um fruto de grande cultura; não se encontra entre gente vulgar." (Samuel Johnson)


Cadeirante leva cão vestido a caráter para formatura e explica: “sem a ajuda dele, eu não chegaria aqui”
A formatura do curso de Ciências da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, teve um convidado especial. Deficiente, uma das formandas decidiu usar a ocasião para homenagear o cachorro que a acompanhou durante os estudos.
A americana vestiu Hero, o cão, com roupas exatamente iguais às do grupo que estava terminando o curso. De beca e capelo azuis, o animal foi o grande destaque da festa. A iniciativa emocionou formandos, professores, familiares e amigos. Muitos compartilharam fotos da dupla nas redes sociais.
A dona de Hero também usou seu perfil no site Imgur para postar uma foto especial da ocasião e explicou: “Durante todo o período em que frequentei a Universidade, Hero esteve comigo. Ele me ajudava abrindo e fechando portas e até pegando minha caneta, quando caía no chão. Sem a ajuda dele, eu não chegaria aqui“.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quem tem p'rà troca?


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Cercado por crianças indisciplinadas e pelo aumento de violência dentro das salas de aula, o diretor de uma escola pública de ensino médio da cidade de Boston, nos Estados Unidos, tomou uma medida que, à primeira vista, pareceu loucura: ele demitiu todos os funcionários da segurança e, com o dinheiro, reinvestiu contratando professores de arte.
Em menos de três anos, o colégio Orchard Gardens, que figurava entre os cinco piores do estado Massachusetts, tornou-se uma das unidades onde houve maior salto de qualidade no aprendizado de alunos. O segredo?
- Não há um único jeito de se fazer uma tarefa. E a arte ajuda a compreender isso. Se você levar isso a sério, o mesmo acontecerá na parte académica e em outras áreas. Eles precisam mais do que um teste preparatório e mais do que simplesmente responder de um jeito uma questão – disse à rede de TV NBC o diretor Andrew Bott, o sexto a gerir a unidade em menos de sete anos.
Ao assumir a direção da Orchard Gardens em 2010, Bott chegou a ouvir de seus colegas que a escola era conhecida como a “matadora de carreiras” dentro da rede estadual de Massachusetts.
Construída em 2003 para ser uma referência no mundo das artes, a Orchard Gardens nunca alcançou esse objetivo. O estúdio de dança era usado como depósito, e instrumentos de orquestra estavam praticamente intactos. A violência chegou a tal ponto que alunos foram proibidos de levar mochilas. Tudo para se reduzir a incidência de armas em sala de aula. Cerca de 56% dos mais de 800 alunos da escola são descendentes de latinos, e outros 42% são considerados negros.
Mas com a substituição de seguranças por professores de arte, as paredes dos corredores viraram muros de exposição, os entulhos no estúdio deram espaço às aulas de dança e a orquestra voltou a tocar. De acordo com Bott, o contacto com as artes deixou os alunos mais motivados e com maior espírito de empreendedorismo.
Um dos alunos, Keyvaughn Little, conseguiu ser aceito na disputada Academia de Artes de Boston, única escola pública do estado especializada em artes visuais e de performance.
- Todas as aulas extra-classe e a maior atenção que recebemos nos faz pensar ‘eu realmente posso ter um futuro nisso e não preciso ir para uma escola regular. Posso ir para uma escola de artes – afirmou Keyvaughn à NBC.

domingo, 19 de maio de 2013

No meu tempo, também havia choques! Mais artesanais, é certo


Pequenos choques no cérebro podem ajudar os alunos a aumentar a rapidez com que resolvem um problema matemático. Cientistas acreditam que a estimulação cerebral poderá ser usada para ajudar quem que precisa de um pequeno empurrão com a matemática.
Psicólogos da Universidade de Oxford, em Inglaterra, concluíram que os estudantes que eram submetidos a um procedimento de estimulação cerebral durante cinco dias, resolviam 27% mais rápido um problema aritmético que um estudante que não o tivesse feito.
Se estudos futuros comprovarem que a intervenção resulta e que é segura, este procedimento barato e não-invasivo pode vir a ser usado para aumentar o rendimento cognitivo daqueles que ficam para trás na matéria.
No estudo, publicado no Current Biology, 25 estudantes sofreram pequenas pulsações elétricas no cérebro, enquanto 26 mantiveram aparelho desligado, apesar de pensarem que estavam a também a sofrer estimulação cerebral.
Os alunos realizaram, posteriormente, uma série de testes e os que tinham sido submetidos a estimulação cerebral resolveram os exercícios propostos 27% mais depressa do que os que não tinham sofrido a intervenção, o que revela que os cérebros dos primeiros estariam a trabalhar de forma mais eficiente após a estimulação.
Cohen Kadoshi, o responsável pela investigação, explicou, ao jornal britânico "The Guardian", que o objetivo do estudo é ajudar as pessoas que têm fracas capacidades aritméticas. Calcula-se que 20% da população tem problemas com a aritmética.

"Alguns pressentem a chuva; outros contentam-se em molhar-se." (Henry Miller)



  • Os intolerantes ao glúten devem ter a sua própria manteiga/compota, assim como uma tábua de cortar.
  •  O mesmo se aplica às torradeiras.
  • Se não for possível ter uma secção da bancada própria para preparar comida sem glúten (SG), garantir que a superfície se encontra lavada e isenta de qualquer restos de pão ou farinha.
  • Faça primeiro a comida SG e guarde-a bem antes de usar farinha normal. A poeira da farinha no ar poderá assentar em alimentos SG, contaminando-os. Nota: os celíacos devem evitar respirar em ambientes onde se está a trabalhar a farinha normal pois a poeira pode entrar nas passagens nasais e acabar sendo digerida.
  • Use utensílios limpos – os talheres estão bons antes de serem usados, mas assim que tocam comida com glúten (CG) podem contaminar os alimentos SG. Como referido no primeiro ponto, a melhor solução passa por ter um frasco (seja de compota, manteiga, etc.) só para o doente celíaco.
  • Esteja atento quando tiver convidados a ajudar na cozinha – não terão o seu cuidado e poderão distraí-lo.
  • Ao preparar sandes, faça primeiro aquelas com pão SG – lave as mãos depois de tocar em alimentos CG quando for tocar nos alimentos SG.
  • Garanta que todos os utensílios na cozinha, tais como panelas, estão devidamente limpos antes de preparar alimentos SG.
  • É melhor ter um conjunto de utensílios próprios para cozinhar comida SG- as colheres de pau que já tenham preparado refeições sem glúten, não servem, pois a madeira é um material poroso e o glúten, sendo altamente aderente, pode aí permanecer mesmo depois de os utensílios terem sido lavados. Adquira também um coador próprio para as massas SG.
  • Lave tudo com água quente e detergente.
  • Use luvas ao preparar comida SG se possível. Confira se o pó das luvas está isento de glúten.
  • Use contentores em vácuo, devidamente identificados para todos os alimentos SG.

"Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos". (E. Galeano)

Visto aqui

sábado, 18 de maio de 2013

"O ponto de vista é que é o ponto da questão." (Raul Seixas)

Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?
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Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmemente estabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?

TDAH é um transtorno biológico-neurológico? Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de você morar na França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam oDiagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre- que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.

Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.