sábado, 9 de março de 2013

Hetero ou homo, o importante é agrupar


Um excelente excerto de Philippe Meirieu (2004) (Faire l'École, Faire la Classe: Paris: ESF) para pensar e organizar os modos de agrupar os alunos.
Tension n° 8 : Entre groupes homogenes et groupes hétérogenes, entre adaptation aux besoins de chacun et enrichissement par les dif­férences, croiser en permanence les modes de regroupements
1. Tout éleve a besoin d'être considéré dans sa différence et regroupé avec d'autres afin d'être pris en charge en fonction de leurs besoins com­muns spécijiques
Même dans la classe la plus homogene, les éleves présentent une multitude de différences, tant dans leurs sensibilités réciproques que dans leurs acquis anté­rieurs, leurs stratégies d'apprentissage et leurs rappOlts au savoir. Et si, bien évi­demment, l'enseignant doit s'adresser régulierement à toute la classe pour don­ner des informations ou des consignes, même s'il peut, à l'occasion d'une expérience, d'une lecture ou d'un récit focaliser l'attention, structurer un apport collectif dont tous vont pouvoir profiter, il n' en reste pas moins que chaque éleve présente des caractéristiques qui justifient un travail personnel particulier d'appropriation. L'institution scolaire, d'ailleurs, n'ajamais nié cette exigence; pendant de tres nombreuses années, elle n'a même dispensé qu'un tres petit nombre d'heures de cours pour consacrer l'essentie1 de son temps aux « études dirigées »; depuis un derni-siecle et la contagion des méthodes universitaires sur l'enseignement secondaire, elle n'a nullement - contrairement à ce que l'on pourrait croire - nié la nécessité de travaux personnalisés d' appropriation, adap­tés à chaque éleve, mais elle a, en particulier au college et au lycée. rejeté ces travaux à l'extérieur de la classe, dans ce que l'on a appelé «le travail à la mai­son ». 

Se demora, é porque algo muito melhor está por vir. (Yuri Bastos)

Conferência sobre Formação Inicial e Contínua, na área da Educação Especial, face aos desafios do alargamento da escolaridade obrigatória inclusiva.

Consulte a documentação da Conferência.        

Com esta iniciativa, a Comissão pretendeu efetuar uma reflexão em torno da problemática da formação, na área da Educação Especial, e recolher contributos, por parte dos profissionais que mais diretamente trabalham nesta área. Estes contributos, que serão integrados num relatório que está a ser preparado pelo Grupo de Trabalho da Educação Especial, coordenado pela Senhora Deputada Margarida Almeida, permitirão apontar novos caminhos e apresentar recomendações concretas, no sentido de colmatar deficiências que, eventualmente, subsistam.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Novos filhos da nobreza?
















DN (07-03-2013)

Sentimo-las na pele


Hoje partilho a tese de mestrado de Sara Filomena Pinheiro da Cruz, apresentada na ESEAG (Escola Superior de Educação Almeida Garrett)

Resumo: O presente trabalho tem por objetivo abordar as dificuldades sentidas pelos professores de Educação Especial quando trabalham com crianças com N.E.E. Atendendo que na sociedade observamos a integração destes alunos em regime escolar normal, e consequentemente a existência de mais professores de Educação Especial, verifica-se que existe ao nível educativo um conjunto de limitações que o professor encontra relativamente às políticas educativas, organização da escola, organização do currículo, recursos/apoios humanos, ou ainda aos recursos/apoios materiais, o que poderão levar à desmotivação da sua prática educativa. Neste estudo, através da aplicação de um questionário aos docentes de Educação Especial, proponho-me identificar as dificuldades sentidas de forma a expor os problemas existentes e de algum modo contribuir para a busca de soluções. Estas, constituem uma barreira à prática da docência no seu pleno, e consequentemente afirmam-se como uma limitação à aprendizagem dos alunos, imposta indiretamente, dado que não depende das suas próprias capacidades. Foi possível constatar que ao nível do sistema educativo, algumas das hipóteses colocadas se constituem como um problema, em especial ao nível da burocracia e da organização escolar. Verificou-se ainda que a formação profissional e experiência dos professores se afirmam como fatores fulcrais na prática da sua atividade profissional.

Descrição: Orientador : Luís Sousa
URL: http://hdl.handle.net/10437/2745
Data: 2012

Consultar o documento: tese final.pdf               2.066Mb PDF Visualizar  /     Abrir

"Nada surpreende quando tudo surpreende: é o estado das crianças." (Antoine Rivarol)


O presidente da Comissão de Protecção das Crianças e Jovens disse ontem à Lusa ter ficado surpreendido com os casos relatados na imprensa sobre crianças que vivem sós, acrescentando que são graves e vão ser investigados. Armando Leandro comentava os casos revelados ontem no de crianças com menos de cinco anos a viverem sozinhas ou a cargo de irmãos também menores ou adolescentes. O refere o caso de duas meninas de três e cinco anos que ficaram entregues a si próprias quando a mãe foi trabalhar para Espanha. O caso ocorreu há meses em Sintra e foi denunciado às autoridades pelo pai, que não morava no concelho e que tentou ir buscar as filhas, mas foi impedido por um vizinho a quem a mãe terá pedido que “olhasse” pelas meninas.
(Público de hoje)

Esta primavera outoniça


quarta-feira, 6 de março de 2013

“FINJAMOS QUE SABEMOS FINGIR” (Alfredo Luna Santiago)*


Muitos de nós conhecem este famoso poema de Pessoa: “O poeta é um fingidor. / Finge tão completamente/ Que chega a fingir que é dor/ A dor que deveras sente/.” É pena que a cultura deste país não lhe possibilite perceber que muitas pessoas com cancro — e outras doenças graves — são também fingidoras, mas num outro sentido: é que fingem tão completamente que fingem não ser dor a dor que deveras sentem. Não é uma frase tão literária e profunda quanto a de Pessoa, mas não deixa igualmente de ser verdadeira. Por isso, da próxima vez que me perguntarem “Como vais?”, não direi que tenho cancro, sobretudo se estiver com “bom ar”. Direi, como quase toda a gente está à espera que se diga: “Tudo óptimo!” E “pronto”.
(Laura Ferreira dos Santos,Público de hoje, ed. digital)