quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"O número de série da espécie humana é o rosto, que é uma acidental e irrepetível combinação de características." (Milan Kundera)


Imagem do estudo
Imagem do estudo
Quem estudou desenho, sabe que a cara pode ser dividida em três partes iguais: a distância entre a ponta do queixo e a ponta do nariz é igual à distância entre esta e o ponto médio entre as duas sobrancelhas e igual à altura da testa. No entanto, segundo esta pesquisa italiana, isto não se aplicará a alguns celíacos: segundo estes investigadores, um dos sinais de DC é uma testa desproporcional, i.e., maior do que as restantes medidas da face.
Dois terços dos participantes neste estudo tinham uma testa acima da média; os participantes que tinham sido diagnosticados em criança tinham medidas semelhantes à população em geral, o que parece indicar que são as deficiências nutricionais que acompanham os que são diagnosticados mais tarde, as responsáveis por esta alteração craniofacial.
Este estudo é único para já, logo as suas descobertas carecem de maior verificação. No entanto, alerta para mais um possível sinal de DC (e consequência de um diagnóstico tardio), mas foi o suficiente para me pôr a olhar para as testas daqueles à minha volta. O engraçado foi que encontrei, em algumas pessoas, correspondências ao que neste estudo se concluiu.

“Resumo
Tema de fundo
O desenvolvimento de proporções cranianas é o resultado de factores genéticos, embriogénicos e ambientais. A doença celíaca é uma doença herdada geneticamente que é frequentemente diagnosticada na idade adulta em indivíduos em que a doença não é identificada e permanece durante anos podendo afectar o crescimento da criança desde o momento da introdução do glúten na dieta até ao momento do diagnóstico a que se segue a retirada do glúten retirada. Os dados sobre os efeitos do glúten no desenvolvimento craniofacial em crianças com doença celíaca não estão disponíveis.

Objectivo
O objetivo do presente estudo é avaliar os efeitos relacionados com o glúten no desenvolvimento da face em pacientes com doença celíaca não diagnosticada e qual a sua relevância clínica.


Método
O estudo fez uma análise prospectiva multivariada. Fotografias da face de pacientes adultos com doença celíaca e controlos saudáveis ​​foram marcadas em seis pontos de referência e medidas as distâncias, assim como as relações entre as distâncias, por um software informático

Resultados
A principal conclusão do estudo é que os adultos caucasianos celíacos da região do Mediterrâneo tendem a ter um aspecto peculiar do rosto caracterizado por uma testa maior quando comparados aos controlos da população geral.

Conclusão
A morfologia craniofacial de pacientes com doença celíaca revela um padrão alterado de crescimento. Este é o primeiro relatório de alterações do desenvolvimento craniofacial na doença celíaca. Esta alteração é um sinal clínico que deve ser incluído entre as manifestações extra-intestinais da doença celíaca. Ele tem uma frequência semelhante a outros sinais ou sintomas tais como anemia e baixa estatura e é um melhor indicador de doença celíaca do que outros sinais, tais como o aborto, estomatite aftosa recorrente e hipoplasia do esmalte dentário. Uma grande testa é um sinal facilmente evidente a nível visual ou com medidas muito simples, pelo que o médico de família não necessita de uma análise de computador. Este sinal, juntamente com a presença de outros sinais e sintomas clínicos, deve alertar o médico para testar um paciente para a doença celíaca.”




terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Nem o ministro morre nem...

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O ministro das Finanças do novo governo japonês afirmou que os idosos doentes devem "morrer rapidamente" para aliviar o Estado do pagamento de cuidados médicos.
"Deus queira que (os idosos) não sejam forçados a viver até quando quiserem morrer" disse Taro Aso durante uma reunião, em Tóquio, sobre as reformas da segurança social.
Segundo o jornal britânico Guardian, o ministro está a ser alvo de fortes críticas por declarações como: "O problema não tem solução, a não ser que os deixemos morrer, e depressa".

O tamanho importa

Tratamentos contra défice de atenção e hiperatividade retardam crescimento
Cientistas australianos descobriram que os tratamentos contra o distúrbio conhecido como défice de atenção e hiperatividade (ADHD) provocam um crescimento mais lento durante a puberdade
O estudo, liderado por Alison Poulton, da Universidade de Sidney, identificou que uma dose maior dos medicamentos utilizados para travar o distúrbio da falta de atenção ou hiperatividade coincidia com uma desaceleração maior do crescimento na adolescência, apesar de não ser descartado que pode atingir uma taxa normal na idade adulta.
Na investigação, os adolescentes que foram submetidos a tratamentos do género por mais de três anos cresceram menos três centímetros do que o normal durante esse período do desenvolvimento humano.
Por outro lado, os rapazes entre os 12 e 14 anos sujeitos ao estudo eram mais magros, enquanto aqueles com idades entre os 14 e os 16 anos eram mais magros e mais pequenos, explicou Alison Poulton à cadeia de televisão ABC.
A mesmo responsável apelou ainda à comunidade médica que receita medicamentos aos jovens que tenham cuidados redobrados nas doses ministradas de forma a atingir os melhores resultados evitando efeitos negativos no desenvolvimento dos jovens.
A investigadora considerou ainda que os adolescentes com ADHD que possuem uma altura menor do que o normal podem ainda crescer antes de atingir a idade adulta já que outros estudos sugerem que os homens que foram sujeitos a tratamentos idênticos durante a infância alcançaram a altura dos seus irmãos e pais. 

Funcionário diligente, com sentido de humor. E com razão antes do tempo?

(…)
    Segundo a agência France Presse, um estudante universitário que trabalha na biblioteca a tempo parcial colocou um aviso na porta anunciando que, na sequência da confissão do ciclista norte-americano do consumo de substâncias ilegais, os seus livros seriam transferidos para a secção de ficção.
    "Todos os livros de não ficção de Lance Armstrong, incluindo ' Lance Armstrong: Imagens de um campeão', ' O programa de desempenho de Lance Armstrong: o maior campeão do mundo', serão transferidos de imediato para a secção de ficção", destacava o aviso, entretanto retirado, que terminava com um "smile" (símbolo amarelo de uma cara sorridente).
    De acordo com Wendy Ford, funcionária da biblioteca de Manly, em declarações ao jornal online australiano The Sidney Monrning Herald, tudo se tratou de uma brincadeira de um jovem universitário que trabalha na biblioteca aos fins de semana.
(…)
    Wendy Ford acrescentou ainda que a biblioteca não pode fazer a recategorização de uma obra, já que isso tem a ver com o número de ISBN (número comercial pelo qual um determinado livro é conhecido internacionalmente) atribuído pelas Bibliotecas Nacionais, adiantando que está a ser realizado um inquérito interno para resolver a questão.
    Lance Armstrong, de 41 anos, confessou quinta-feira numa entrevista a Oprah Winfrey que participou num programa sistemático de doping que o levou a perder todos os títulos desportivos, incluindo sete vitórias no Tour de França e a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney, realizados no ano 2000.