terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A par e passo, passo neste espaço abrindo a largos golpes largos espaços (Joaquim Pessoa)*


Um grupo de cientistas britânicos anunciou, recentemente, ter conseguido recuperar a visão de ratinhos de laboratório totalmente cegos por via da injeção, nos seus olhos, de células sensíveis à luz. O avanço pode, no futuro, constituir-se como uma nova esperança para o tratamento de casos humanos de cegueira.
Os investigadores da Universidade de Oxford, em Inglaterra, injetaram células precursoras - primitivas e indiferenciadas - em animais cujos olhos eram desprovidos de quaisquer células fotorreceptoras. Duas semanas após a injeção, a equipa constatou a formação de uma retina. 
"Recriámos toda a estrutura e, basicamente, esta é a prova de que é possível enxertar num ratinho totalmente cego as células em causa e reconstruir toda uma camada sensível à luz", explicou Robert MacLaren, um dos autores do estudo publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), em comunicado.
Após o procedimento, os cientistas efetuaram um teste que mostrou que, dos 12 ratinhos que receberam o transplante de células precursoras, 10 obtiveram melhorias na contração da retina em resposta à luz, o que significa que os seus olhos voltaram a ser sensíveis à luminosidade, transferindo os estímulos recebidos até ao cérebro através do nervo ótico.
"Outros ensaios clínicos anteriores com células estaminais mostraram que é possível substituir a camada pigmentar da retina, mas a nossa investigação mostra que a camada sensível à luz também pode ser substituída de forma semelhante", apontou MacLaren.

Próximo passo é encontrar fonte confiável de células em humanos

"As células que são sensíveis à luz têm uma estrutura altamente complexa e nós observámos que podem recuperar as suas funções e que é possível restaurar todas as ligações após o transplante, mesmo quando os animais são totalmente cegos", sublinhou ainda o especialista da Universidade de Oxford.
Considerando, em perspetiva, a possível utilização de tratamentos celulares para a cegueira em humanos, MacLaren salientou que a equipa gostaria de, caso começasse a entrar nessa área, utilizar células estaminais pluripotentes, geradas a partir das próprias células do paciente (como células da pele ou do sangue) e que podem ser transformadas em células precursoras das células da retina.
"Todos os passos já foram dados para que possamos efetuar este procedimento em pessoas. O próximo passo é encontrar uma fonte confiável, nos pacientes, que possa fornecer-nos as células estaminais para utilização nestes transplantes", concluiu.

Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo (em inglês).
*Dois versos retirados do poema "O Pássaro no Espelho"

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"Pequenas oportunidades são muitas vezes o começo de grandes empreendimentos." (Demóstenes)


Informa-se que de 11 a 16 de janeiro se encontrará aberto novo período de inscrição para os testes intermédios dirigidos ao 3.º CEB e ES. As escolas que pretendam realizar a sua inscrição deverão aceder à Extranet.

"A informação só tem valor no momento em que é nova." (Walter Benjamin)


Informações relativas aos exames nacionais e às provas finais - ano letivo de 2012/2013
Ensino básico
Matemática - 42 [pdf]
Matemática - 62 [pdf]
Matemática - 92 [pdf]
Português - 41 [pdf]
Português - 61 [pdf]
Português - 91 [pdf]
Português Língua Não Materna - 63/93 [pdf] (nível A2)
Português Língua Não Materna - 64/94 [pdf] (nível B1) 

Ensino secundário (as informações-exame das disciplinas trienais e de língua estrangeira serão divulgadas oportunamente)
Alemão - 501 [pdf] 
Biologia e Geologia - 702 [pdf]
Desenho A - 706 [pdf]
Economia A - 712 [pdf]
Espanhol - 547 [pdf] 
Filosofia - 714 [pdf]
Física e Química A - 715 [pdf]
Francês - 517 [pdf]
Geografia A - 719 [pdf]
Geometria Descritiva A - 708 [pdf]
História A - 623 [pdf]
História B - 723 [pdf]
História da Cultura e das Artes - 724 [pdf]
Inglês - 550 [pdf]
Latim A - 732 [pdf]
Literatura Portuguesa - 734 [pdf]
Matemática A - 635 [pdf]
Matemática Aplicada às Ciências Sociais - 835 [pdf]
Matemática B - 735 [pdf]
Português (Deficiência auditiva severa ou profunda) - 239 [pdf]
Português - 639 [pdf] 
Português Língua Não Materna - 739 [pdf] (nível A2)
Português Língua Não Materna - 839 [pdf] (nível B1)

domingo, 6 de janeiro de 2013

"Um cão, eu sempre disse, é prosa; um gato é um poema." (Jean Burden)

Para saber mais, clique aqui
Do Reino Unido chega-nos mais uma história de amizade inesperada entre cães e gatos. Uma gata tornou-se "guia" de um cão que perdeu a visão e que, por essa razão, deixou de arriscar grandes passeios. Porém, graças à companheira felina, o dia-a-dia aborrecido chegou ao fim.
Terfel, um cão de oito anos, foi diagnosticado com cataratas e, por não conseguir ver e estar constantemente a embater contra os obstáculos, passou a manter-se, a maior parte do tempo, deitado na sua cama, conta o jornal The Sun. 
Mas, quando a dona, a reformada Judy Godfrey-Brown, decidiu adotar uma gata, o ânimo de Terfel voltou. A gata, batizada Pwditat, fez imediatamente amizade com o cão, ajudando-o a sair do seu cesto e orientando-o até ao jardim, ajudando-o também a encontrar os caminhos necessários dentro de casa.
Godfrey-Brown, de 57 anos, mostra-se tão impressionada como enternecida com a relação entre os dois animais. "Nunca vi nada assim. Normalmente os gatos e os cães odeiam-se", confessou a britânica ao The Sun.
"A Pwditat parece ter percebido de imediato que o Terfel é cego e usa as patas para o guiar. Estão sempre colados um ao outro e agora até dormem na mesma cama", contou ainda.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Lost in Translation, Mr. Crato?

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Uma boa notícia não faz a inclusão, mas...


O Ministério da Educação e Ciência, norteando a sua ação pelo princípio de que nenhum aluno, por condições de deficiência ou incapacidade, deverá estar limitado no seu acesso à leitura e à informação escrita, tem vindo, no âmbito das suas responsabilidades, a apostar de forma clara no incentivo à produção de materiais de leitura em formatos acessíveis a alunos com necessidades educativas especiais.
Neste contexto, os enunciados das provas finais de ciclo e dos exames finais nacionais dirigidos a alunos cegos e com baixa visão serão, em 2013, apresentados em formato Daisy (Digital Accessible Information System), ou em documento com Entrelinha 1,5, em formato PDF.
Estas duas soluções, a utilizar em alternativa, considerando o enquadramento específico das necessidades de cada aluno, constituem a resposta técnica que visa contribuir para a melhoria das condições operacionais de realização de provas e de exames. Salvaguarda-se a possibilidade de, em 2013, e com carácter transitório, os alunos que não reúnam condições para realizar as provas em formato Daisy poderem realizar provas transcritas em Braille.
Desde 2005 são produzidos em Portugal manuais escolares e outros livros em formato Daisy (Digital Accessible Information System), formato áudio-digital com funcionalidades acrescidas para pessoas cegas ou com baixa visão. Esses livros são fruto de uma parceria estabelecida entre o Ministério da Educação e Ciência, a Fundação Vodafone e a Porto Editora.
Entre as principais características dos livros Daisy destacam-se: (i) a sincronização entre a informação áudio e a informação escrita que permite simultaneamente ler e ouvir ler; (ii) a possibilidade de manipular e ajustar a cada utilizador a velocidade de leitura áudio, o tamanho dos carateres e o contraste entre as cores do texto no ecrã; (iii) a possibilidade de localizar informação textual, de colocar marcadores no texto que permitem aceder diretamente aos mesmos, de inserir comentário e notas pessoais e de navegar ao longo dos documentos por capítulo, subcapítulo e secções.
Face a estas potencialidades, o formato Daisy apresenta-se como uma interessante opção de acesso à leitura no âmbito da realização de atividades na sala de aula, sendo tais potencialidades extensivas a contextos de avaliação formal.
Tendo como finalidade assegurar uma eficiente utilização do sistema Daisy por parte dos alunos cegos e com baixa visão, foi concebido um plano nacional de acompanhamento às escolas, no âmbito do qual os profissionais que integram os Centros de Recursos TIC para a Educação Especial (CRTIC) assumem a primeira linha de apoio aos docentes que trabalham diretamente com esses alunos, designadamente, aos professores de educação especial e professores titulares de turma. Nesse sentido, os elementos dos CRTIC irão, nos próximos dias, contactar a direção dos agrupamentos de escolas das suas áreas geográficas de intervenção. Oportunamente será divulgado o elenco completo das adaptações a disponibilizar este ano letivo, lista que apresentará, à semelhança dos anos anteriores, soluções destinadas a alunos daltónicos e a alunos com limitações motoras severas.
O processo de receção dos pedidos de provas adaptadas será assegurado, como habitualmente, pelo JNE e pela EMEC.
Regista-se, por fim, que no caso específico dos ficheiros Entrelinha 1,5 (PDF), a sua consulta e posterior utilização para treino, tirando partido de operações como a ampliação/redução, deslocação horizontal e vertical no documento, entre outras, poderá ser realizada nos ficheiros das provas finais e de exame de 2012, bem como nos ficheiros dos testes intermédios, disponíveis na página da DGE, em http://www.dge.mec.pt/educacaoespecial/index.php?s=directorio&pid=6.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Perdoais–lhes Senhor Porque eles sabem o que fazem (Sophia de Mello Breyner)*


Três semanas depois do massacre numa escola primária de Newtown, os Estados Unidos estão longe de recuperar da morte de 20 crianças. Numa escola de Maryland, um aluno simulou um disparo sobre uma colega. Foi punido com um dia de suspensão.
Apontou o dedo como se fosse uma arma e disse “pow”. O gesto foi feito por um aluno de seis anos numa escola primária norte-americana e valeu-lhe um dia de suspensão. Antes de 14 de Dezembro, dia do massacre na escola Sandy Hook onde morreram 20 crianças, poderia ser considerada uma mera brincadeira, mas os Estados Unidos estão demasiado sensíveis para actos como estes, mesmo vindos de crianças de seis anos. A escola diz que se tratou de uma ameaça. Os pais do rapaz exigem que a reprimenda seja retirada dos registos escolares.(…)