terça-feira, 25 de dezembro de 2012
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Ao lado de uma língua que nos faça ser mundo, deve existir uma outra que nos faça sair do mundo. (Mia Couto)
Descarregar o documento Aqui
O documento, intitulado Aprender com a biblioteca escolar,
surge na senda dos movimentos de carácter geral referidos e da publicação,
em Portugal, das Metas curriculares, para as
quais pretende contribuir, através de um conjunto de indicadores, atividades e
estratégias de aprendizagem de carácter transversal, essenciais à afirmação de
uma cultura de ensino e aprendizagem que vá ao encontro das necessidades dos
alunos do século XXI.
O documento constitui-se como um instrumento de trabalho em aberto,
estando prevista a sua utilização experimental, em 2012-13, apenas num conjunto
limitado de escolas piloto, já selecionadas.
Paralelamente, procede-se à divulgação geral do mesmo, oferecendo a todos a
possibilidade de o explorarem de forma voluntária e livre, caso o desejem
fazer.
O Referencial e um conjunto de materiais complementares podem ser
acedidos através das seguintes ligações ou, diretamente, na área de conteúdos do portal RBE:
- Aprender com a biblioteca escolar [PDF]
- Aprender com a biblioteca escolar: enquadramento e conceção [PDF]
- Aprender com a biblioteca escolar: apresentação [PDF]
De pequenino se torce o destino*
Vai
realizar-se no dia 4 de janeiro de 2013, das 17h30 às 19h30, na Faculdade de
Educação e Psicologia (FEP) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) - Porto
(Foz), uma sessão dedicada ao tema "Todos (Realmente) Diferentes.
Estratégias para a Inclusão no Contexto Pré-Escolar". Trata-se de uma
palestra no âmbito da iniciativa "Aprender a educar Programa para
Professores e Educadores". As inscrições devem efetuar-se até 28 de
dezembro.
A sessão
procura encontrar respostas para algumas interrogações suscitadas pelos
desafios que se deparam ao educador devido à diversidade das crianças que
frequenta hoje em dia o contexto pré-escolar.
domingo, 23 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
As Tuas Mãos Terminam em Segredo (Poema de Fernando Pessoa)*
Dá-me as Tuas Mãos
As mãos foram feitas
para trazer o futuro,
encurtar a tristeza, encher
o que fica das mãos
de ontem - intervalos
(duros, fiéis) das palavras,
vocação urgente
da ternura, pensamento
entreaberto até
aos dedos longos
pelas coisas fora
pelos anos dentro.
Vítor Matos e Sá
para trazer o futuro,
encurtar a tristeza, encher
o que fica das mãos
de ontem - intervalos
(duros, fiéis) das palavras,
vocação urgente
da ternura, pensamento
entreaberto até
aos dedos longos
pelas coisas fora
pelos anos dentro.
Vítor Matos e Sá
"Todos têm direito de se enganar nas suas opiniões. Mas ninguém tem o direito de se enganar nos factos." (Bernand Baruch)
Os professores portugueses
são no conjunto
dos países da OCDE dos que mais horas
de aulas dão por ano. Do estudo exaustivo da OCDE, "Education at a
Glance 2012, OECD Indicators", o Expresso deu eco resumido. Poucos
ligaram.
Os dados lá estão acessíveis neste documento de 570
páginas. Desalentam o brio luso. E
desmentem o anátema que tem sido lançado sobre a situação de privilégio dos
docentes portugueses. Ficam bastante acima da média europeia em excesso
de trabalho. Ou, se quisermos ser mais
precisos, estão bastante em baixo. Mais deprimidos ainda é possível.
Trabalham com turmas maiores
e permanecem muito mais tempo na escola. A situação tem vindo a agravar-se desde 2000. Para
além disto, que não é pouco, vêem a progressão na carreira interrompida há
anos, assistem de fúria contida à extorsão dos subsídios, e vêem-se às dezenas
de milhar no desemprego.
As escolas entretanto foram
alindadas com os dinheiros públicos da Parque Escolar. Mas muitas viram as obras
suspensas, por falência dos empreiteiros ou porque o orçamento foi ultrapassado
ou cortado. Outras, bastante degradadas, nem puderam iniciar obras prometidas e
orçamentadas. Foram expelidas para as calendas gregas.
E mesmo nas mais modernaças,
onde entra luz a rodos, o ambiente no seu interior é soturno e de cortar à faca, dizem-me antigos colegas.
Os professores são submergidos com trabalho burocrático
inglório. A sua opinião nada conta. São-lhes exigidos relatórios e mais
relatórios que ninguém lê e cujo único fito parece ser o de arranjar papelada
para uma futura inspecção do Ministério da Educação certificar que vai tudo
maravilhoso.
Para as questões didácticas
e pedagógicas, as verdadeiramente importantes, não há tempo. E cada vez menos vontade. A
desmotivação é persistente. E só por
excesso de auto-mutilação profissional, e sacrifício familiar, a
esmagadora maioria dos professores não deixa de acorrer com afecto e zelo aos
seus alunos.
O Ministério da Educação
exige de um professor que seja um burocrata. Não um pedagogo. Que preencha formulários a eito,
que planifique milimetricamente as aulas, que avalie com balança de precisão,
como quem pesa a dose, o que é vago, impreciso e inquantificável. No fundo que se desenrasque e tente encher o
olho a quem, entediado, passe os olhos por cima de umas linhas e de uns
excelsos quadros em excel. Em última instância, que endromine através de
uma grelha, de um escala de valores pseudo-científica, de um jargão
administrativo, o "eduquês", que um homem sensato promovido a
ministro de um governo medíocre agora não pode arrasar.
Com esta sanha
administrativa as vítimas são as mesmas de sempre, os alunos oriundos de meios socio-culturais
desfavorecidos que chegam mal à escola. E mal por ela passam, divertidos, a
caminho de um lugar vazio. Mas muitos outros que investem o melhor do seu
esforço para irem acabar a passar códigos de barras em grandes superfícies, tarefa
para a qual se qualificaram em universidades de prestígio e outras nem por
isso.
É este o futuro que nos vão
vendendo, barato, baratinho. Uma marca branca para usar até à idade madura ou
até cair de maduro. E quem lá
chegar que se amanhe.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Uma A-U-T-A-R-Q-U-I-A no mapa da Inclusão
PROJETO BIA - Sistema de Comunicação Aumentativo e Alternativo
A Câmara
Municipal de Castro Daire criou o 1º Sistema de Comunicação Aumentativo e
Alternativo Multiplataforma (Windows, Mac, Linux, Android, iPad,
iPhone) desenvolvido em Portugal, com funcionalidades únicas no mundo e
totalmente gratuito. O sistema foi batizado de “BIA”.
Este projeto surgiu com o objetivo de melhorar a vida da Beatriz, uma
criança do Concelho de Castro Daire com paralisia cerebral (tetraplegia
espástica com componentes atetósicos e disartria) que não consegue
comunicar de forma verbal, o que constantemente se revela uma enorme
limitação, pois torna-se difícil satisfazer as suas necessidades mais
básicas.
Este sistema tem como base os símbolos pictográficos de comunicação
coloridos, devidamente separados por categoria, que após a sua seleção,
reproduz sonoramente a palavra associada ao símbolo. A BIA, permite a
seleção de vários símbolos convertendo-os numa frase que poderá ser
reproduzida ou alterada em qualquer momento. A navegação entre as
categorias e símbolos, pode ser feita de várias formas, permitindo desse
modo responder às várias limitações dos possíveis utilizadores. O
sistema permite gerir os símbolos pictográficos (adicionar, editar,
apagar) de modo a ser adaptado às necessidades do utilizador final.
Este projeto pretende ser uma referência internacional, motivo pelo
qual, possuiu os seguintes idiomas: Português, Inglês, Chinês, Alemão,
Francês e Espanhol, conseguindo dessa forma romper com as barreiras
geográficas, dando visibilidade a este projeto a nível internacional.
Atualmente existem no mercado outros Sistemas de Comunicação Aumentativo
e Alternativo, mas com grandes custos de aquisição, atualização e
limitados aos vários sistemas operativos. Em termos de inovação o
Projeto BIA tem funcionalidades únicas no mundo:
- Geo-localização – permite enviar as coordenadas GPS do
utilizador(criança ou adulto), para um contato definido na aplicação
(Android, iPhone e iPad), em caso de emergência ou de desorientação.
- Envio de Email – permite a comunicação via email após a construção de
frases com símbolos, por parte do utilizador. O destinatário recebe a
mensagem em texto após uma conversão automática.
Esta aplicação móvel poderá ser aplicada a outros tipos de
problemáticas, como o caso da estimulação da fala em crianças com
Autismo, idosos que sofreram algum acidente que lhes limita a voz, entre
outros. Em termos mais terapêuticos, este projeto poderá ser um
excelente auxilio na área da terapia da fala.
Este sistema é totalmente gratuito e ficará disponível na página do
projeto, App Store e Google Play, permitindo, desse modo, o download e
instalação em qualquer parte do mundo.
Este software foi totalmente desenvolvido na Câmara Municipal de Castro
Daire, sem qualquer custo extra, com o apoio da Rádio Limite na narração
dos símbolos, em parceria com a Associação de Paralisia Cerebral de
Viseu e com a Associação Sorriso da Rita.
Neste momento a Câmara Municipal de Castro Daire está a estabelecer
parcerias com várias empresas, associações nacionais e internacionais
com o objetivo deste projeto responder ao maior número de situações
diferenciadas.
A apresentação oficial do projeto será dia 5 de março de 2013, contando
com a presença de investigadores, técnicos, professores, encarregados de
educação, ligados à paralisia cerebral, autismo, terapia da fala e
acompanhamento de idosos.
O Projeto BIA é uma clara aposta da Câmara Municipal de Castro Daire na
inovação e empreendedorismo social e demonstra que a autarquia tem
potencialidades para criar e desenvolver projetos realmente tecnológicos
com destaque mundial sem envolver custos adicionais.
Mais informações e pormenores em http://cm-castrodaire.pt/bia
Via Facebook
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Não vá o diabo tecê-las
Menino de 11 anos leva arma para a escola - não vá aparecer lá um serial killler

As sequelas não param. Um menino de onze anos foi apanhado numa escola do Utah com uma arma na mochila. Os funcionários da escola acusam-no de lhe ter apontado a arma (que estava descarregada). O menino explicou só a ter levado para a escola como prevenção - para o caso de um dia acontecer lá o que há dias aconteceu no Connecticut. Para evitar ser vítima, nada como ter poder de fogo.

As sequelas não param. Um menino de onze anos foi apanhado numa escola do Utah com uma arma na mochila. Os funcionários da escola acusam-no de lhe ter apontado a arma (que estava descarregada). O menino explicou só a ter levado para a escola como prevenção - para o caso de um dia acontecer lá o que há dias aconteceu no Connecticut. Para evitar ser vítima, nada como ter poder de fogo.
Na mochila, além da arma, havia munição suficiente para um pequeno massacre. Tudo isso foi apreendido, e o menino remetido para o tribunal competente. Foi apenas mais um arrepio. Outros são de esperar num país onde as armas em circulação são 300 milhões. Tantas como as pessoas.
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