quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Professores somos todos nós

 Os professores do ensino superior vão ficar a salvo dos congelamentos decretados para a função pública e, no próximo ano, a progressão na carreira destes docentes voltará a ser acompanhada dos respectivos aumentos salariais.
A excepção está prevista num documento que o Governo ontem enviou aos sindicatos e deverá ser incluída no Orçamento do Estado para 2013.
Na proposta, a que o PÚBLICO teve acesso, o Governo permite que os professores do ensino superiores sejam uma excepção à regra aplicada à generalidade dos funcionários do Estado, que desde 2010 estão impedidos de progredir na carreira e de ter qualquer tipo de aumento salarial.

"A rapidez, que é uma virtude, gera um vício, que é a pressa." (Gregório Marañón)


Em entrevista ao Jornal de Notícias, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, revelou que fazer o 2.º e o 3.º ciclos do ensino básico em três anos é uma hipótese teórica para os 200 alunos que começam a frequentar o ensino vocacional. Os cursos não têm duração fixa e os resultados podem acelerar a sua conclusão.
A duração da formação será adaptada ao perfil de conhecimentos dos alunos. As turmas serão por ciclos e não por anos escolares. Os cursos serão lecionados por módulos e podem variar desde os bordados à olaria e socorrismo. Mas só 40% da carga horária será destinada à componente vocacional.

Que se avalie a experiência

Experiência-piloto de cursos vocacionais no ensino básico

Através da Portaria n.º 292-A/2012, de 26 de setembro, cria-se, no âmbito da oferta formativa de cursos vocacionais no ensino básico, uma experiência-piloto de oferta destes cursos, no ano letivo de 2012 -2013 e regulamenta-se os termos e as condições para o seu funcionamento.
Este projeto integrará alunos com mais de 13 anos, designadamente alunos que tenham duas retenções no mesmo ciclo ou três retenções em ciclos distintos.
A experiência-piloto ora regulamentada pode ser alargada a partir do ano letivo de 2013 -2014 a outros agrupamentos de escolas ou escolas por despacho do Ministro da Educação e Ciência.
O encaminhamento dos alunos para cursos vocacionais no ensino básico deve ser precedido de um processo de avaliação vocacional, a desenvolver pelos psicólogos escolares, que mostre ser esta via adequada às necessidades de formação dos alunos.
Concluído o processo de avaliação vocacional previsto no número anterior, o encarregado de educação do aluno que vai ingressar no curso vocacional deve declarar por escrito se aceita ou não a frequência do curso vocacional e a realização da prática simulada pelo aluno, em documento a elaborar pela escola para este efeito.

Desmintam, por favor!


Os alunos com deficiências e incapacidade das escolas de Lisboa e Vale do Tejo estão sem apoio dos técnicos dos Centros de Recursos para a Inclusão desde o início do ano lectivo. A suspensão do apoio, que afecta centenas de alunos, foi decidida pela Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Nacional (FENACERCI), com o acordo das 15 CERCI de Lisboa, contra os cortes impostos pelo Ministério da Educação e Ciência.
Rogério Cação, da direcção da FENACERCI , disse ao CM que há casos onde a verba baixava de 400 mil para 260 mil euros, tornando impossível formar equipas de técnicos. "Fazemos isto em nome dos alunos e pelos apoios que devem ter", disse, mostrando-se confiante numa resolução: "A secretária de Estado Isabel Leite mandou fazer uma avaliação, e espero que amanhã [hoje] nos comunique que mantém os cinco milhões de euros do ano passado".
Ao CM, o MEC afirmou ontem que a avaliação ainda decorre, e que vai manter "para já" o "montante global" do ano lectivo 2011/12, mas "poderá vir a verificar--se uma reafectação de recursos financeiros entre instituições". Resta saber se esta posição chegará para que o apoio aos alunos seja retomado.

Peço apenas 2 minutos de atenção

Clique, veja e reflita

Bem visto

Conta de água  agora pode ser emitida em braille
A conta diferenciada vai permitir que clientes cegos possam fazer leitura da conta de água através do método braille. O governador aprovou a iniciativa que visa promover o acesso e a inclusão social de clientes com deficiência visual. Através do sistema, que será gratuito, o usuário dos 68 municípios e 57 distritos atendidos pela Sanesul que optar pelo benefício receberá em sua residência, num prazo de 48 horas após leitura do relógio, a conta de água transcrita para o braille, com a conta normal.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Boa informação escrita. Digo mais: Excelente

Aprender Sempre para Ensinar mais: Educação Especial

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Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças...

Sophie, 6 anos

Há uma frase de Ghandi que diz "Sê a mudança que queres ver no Mundo". Ao ler a história da Sophie, uma menina norte-americana de seis anos, a idade do meu filho, lembrei-me dessa frase. A Sophie tem um irmão de quatro anos chamado Max e que foi diagnosticado com a doença celíaca. Logo deixou de poder comer os seus aperitivos preferidos em forma de peixinho dourado, os Goldfish, enquanto a irmã continua a disfrutar deles.
 Ora, na cabeça da Sophie isso não é sustentável. Logo, escreveu, dentro das suas possibilidades, uma carta à empresa que fabrica os Goldfish, a Pepperidge Farm, a sugerir que fizessem também uma versão isenta de glúten. A carta que recebeu não era mais do que uma resposta standard, dirigida à Sra. Harrison, rejeitando o seu pedido. Ela tornou a escrever e diz que não vai desistir até o irmão poder comer os mesmos peixinhos que ela. Para já, abriu uma campanha no Facebook, suponho que com a ajuda dos pais. Para além do amor fraternal, isto é consciência cívica e revela um carácter que, infelizmente, falta a muitos adultos. Fica o exemplo.
"Campanha do Max e da Sophie por Goldfish sem glúten
A irmã do Max acha que não é justo que as crianças com doença celíaca (como o Max) não possam comer aperitivos Goldfish. Ela começou uma campanha para que a Pepperidge Farm faça um aperitivo Goldfish sem glúten. Começou com uma carta. Agora, ela não desiste.
A Sophie (6 anos) está irritada porque o seu irmão mais novo, Max (4 anos), tem a doença celíaca e não pode comer os aperitivos Goldfish normais. Ela acha que não é justo que eles não façam uma opção sem glúten. Lançou-se na missão para que a Pepperidge Farm (ou outra empresa) faça Goldfish sem glúten. Ela escreveu-lhes uma carta. Eles deram-lhe uma resposta frouxa. Então, escreveu novamente. Ela disse que não vai desistir.
Se conhece um miúdo (ou adulto!) com doença celíaca que gostaria de aperitivos Goldfish sem glúten, talvez você possa ajudar? A Sophie pede-lhe que compartilhe esta página e espalhe a palavra!
No mínimo, isto vai mostrar às crianças que as pessoas preocupam-se. E talvez, sabe-se lá, se poderemos ajudá-la, afinal, a convencer alguém a fazer aqueles Goldfish sem glúten."