quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Desmintam, por favor!


Os alunos com deficiências e incapacidade das escolas de Lisboa e Vale do Tejo estão sem apoio dos técnicos dos Centros de Recursos para a Inclusão desde o início do ano lectivo. A suspensão do apoio, que afecta centenas de alunos, foi decidida pela Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Nacional (FENACERCI), com o acordo das 15 CERCI de Lisboa, contra os cortes impostos pelo Ministério da Educação e Ciência.
Rogério Cação, da direcção da FENACERCI , disse ao CM que há casos onde a verba baixava de 400 mil para 260 mil euros, tornando impossível formar equipas de técnicos. "Fazemos isto em nome dos alunos e pelos apoios que devem ter", disse, mostrando-se confiante numa resolução: "A secretária de Estado Isabel Leite mandou fazer uma avaliação, e espero que amanhã [hoje] nos comunique que mantém os cinco milhões de euros do ano passado".
Ao CM, o MEC afirmou ontem que a avaliação ainda decorre, e que vai manter "para já" o "montante global" do ano lectivo 2011/12, mas "poderá vir a verificar--se uma reafectação de recursos financeiros entre instituições". Resta saber se esta posição chegará para que o apoio aos alunos seja retomado.

Peço apenas 2 minutos de atenção

Clique, veja e reflita

Bem visto

Conta de água  agora pode ser emitida em braille
A conta diferenciada vai permitir que clientes cegos possam fazer leitura da conta de água através do método braille. O governador aprovou a iniciativa que visa promover o acesso e a inclusão social de clientes com deficiência visual. Através do sistema, que será gratuito, o usuário dos 68 municípios e 57 distritos atendidos pela Sanesul que optar pelo benefício receberá em sua residência, num prazo de 48 horas após leitura do relógio, a conta de água transcrita para o braille, com a conta normal.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Boa informação escrita. Digo mais: Excelente

Aprender Sempre para Ensinar mais: Educação Especial

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Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças...

Sophie, 6 anos

Há uma frase de Ghandi que diz "Sê a mudança que queres ver no Mundo". Ao ler a história da Sophie, uma menina norte-americana de seis anos, a idade do meu filho, lembrei-me dessa frase. A Sophie tem um irmão de quatro anos chamado Max e que foi diagnosticado com a doença celíaca. Logo deixou de poder comer os seus aperitivos preferidos em forma de peixinho dourado, os Goldfish, enquanto a irmã continua a disfrutar deles.
 Ora, na cabeça da Sophie isso não é sustentável. Logo, escreveu, dentro das suas possibilidades, uma carta à empresa que fabrica os Goldfish, a Pepperidge Farm, a sugerir que fizessem também uma versão isenta de glúten. A carta que recebeu não era mais do que uma resposta standard, dirigida à Sra. Harrison, rejeitando o seu pedido. Ela tornou a escrever e diz que não vai desistir até o irmão poder comer os mesmos peixinhos que ela. Para já, abriu uma campanha no Facebook, suponho que com a ajuda dos pais. Para além do amor fraternal, isto é consciência cívica e revela um carácter que, infelizmente, falta a muitos adultos. Fica o exemplo.
"Campanha do Max e da Sophie por Goldfish sem glúten
A irmã do Max acha que não é justo que as crianças com doença celíaca (como o Max) não possam comer aperitivos Goldfish. Ela começou uma campanha para que a Pepperidge Farm faça um aperitivo Goldfish sem glúten. Começou com uma carta. Agora, ela não desiste.
A Sophie (6 anos) está irritada porque o seu irmão mais novo, Max (4 anos), tem a doença celíaca e não pode comer os aperitivos Goldfish normais. Ela acha que não é justo que eles não façam uma opção sem glúten. Lançou-se na missão para que a Pepperidge Farm (ou outra empresa) faça Goldfish sem glúten. Ela escreveu-lhes uma carta. Eles deram-lhe uma resposta frouxa. Então, escreveu novamente. Ela disse que não vai desistir.
Se conhece um miúdo (ou adulto!) com doença celíaca que gostaria de aperitivos Goldfish sem glúten, talvez você possa ajudar? A Sophie pede-lhe que compartilhe esta página e espalhe a palavra!
No mínimo, isto vai mostrar às crianças que as pessoas preocupam-se. E talvez, sabe-se lá, se poderemos ajudá-la, afinal, a convencer alguém a fazer aqueles Goldfish sem glúten."

"A ideia é criar um ecoponto sem barreiras"


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Porto, 17 set (Lusa) -- A Lipor -- Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto lançou um concurso nacional de ideias para a criação de ecopontos "acessíveis a todos", foi hoje anunciado.
A ideia é "combater a exclusão social, permitindo que cidadãos com deficiências tenham as mesmas oportunidades de aderir à reciclagem multimaterial".
O concurso destina-se a arquitetos, designers, engenheiros e outros, tendo como objetivo futuro a produção do produto a nível nacional.
"Além da procura de ideias, procurar-se-á que dê origem a novos produtos, no caso Ecopontos, dinamizando a indústria nacional", refere, em comunicado, a Lipor.
A fase de candidatura decorre até ao dia 12 de dezembro, não estando ainda definida a data de divulgação dos três projetos vencedores.
Fonte da Lipor referiu à Lusa que este concurso de ideias surge da constatação de que "nem toda a gente consegue usar os ecopontos, porque não chega à ranhura ou, entre outras razões, não distingue as cores".
"A ideia é criar um ecoponto sem barreiras", sublinhou.
Os equipamentos terão, assim, de ser amigos dos cidadãos portadores de deficiências e ficarem acessíveis no espaço público.
Este concurso conta com a Sociedade Ponto Verde, ACAPO, Instituto Nacional para a Reabilitação, Ordem dos Arquitectos, Provedor Metropolitano dos Cidadãos com Deficiência e Agência Portuguesa do Ambiente como parceiros.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Olha que coisa mais linda / Mais cheia de graça ... (Garota de Ipanema)

Crato: professores têm 'a profissão mais linda do mundo'
O ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, afirmou hoje que os professores «têm a profissão mais linda do mundo», considerando ainda que ser professor «é um privilégio», por poder transmitir saber às crianças e jovens.
«Os professores têm a profissão mais linda do mundo», referiu o governante, durante a inauguração de um centro educativo em Póvoa de Lanhoso, distrito de Braga.
Nuno Crato acrescentou que ser professor «é uma honra e um privilégio», além de «algo que todos devemos agradecer».
Depois das vaias com que foi recebido de manhã em Matosinhos, Nuno Crato não encontrou na Póvoa de Lanhoso qualquer manifestação, apesar de ter sido mobilizado para o local um pelotão do corpo de intervenção da GNR.
Fonte policial disse à Lusa que estaria previsto um protesto, «mas a forte chuva que caiu poderá ter dissuadido os manifestantes».
O ministro sublinhou a importância da Educação para Portugal ultrapassar «os momentos difíceis», e apelou à «determinação, engenho, tenacidade, persistência, trabalho e exigência» de todos os agentes educativos.
«Muitas vezes, vemos queixas nas escolas de que há exigência a mais. Não há exigência a mais, há exigência a menos», referiu.
Destacou ainda a aposta do Governo em estabelecer «metas curriculares ambiciosas».
«Não nos podemos contentar em saber alguma coisa. Temos de saber muito», disse.
Referiu ainda que o ministério que tutela dá «grande destaque» à avaliação, porque sem ela não é possível saber «o estado do sistema educativo

"Hoje, ser professor é um tormento/que não se deseja a ninguém".

(…)"Eu compreendo que evidentemente há professores que não estão satisfeitos porque não conseguiram colocação, é um problema que humanamente eu sinto, mas nós estamos neste momento a trabalhar para que o sistema esteja organizado e apenas contratamos os professores que sejam estritamente necessários ao sistema", afirmou Nuno Crato aos jornalistas.
(…)"Nós precisamos dos professores para melhorar o sistema educativo. Claro que [a manifestação à porta da escola] me faz pensar em todos os professores e na situação que o país vive, mas estou a pensar sobretudo nos jovens, que precisam de educação, na importância pelo respeito pelos professores, neste seu trabalho", acrescentou.
No seu discurso realizado na cerimónia de inauguração oficial da nova escola, o governante afirmou que os "professores são a peça fundamental do sistema educativo".
Nessa mesma cerimónia, a coordenadora das bibliotecas do Agrupamento de escolas de S. Lourenço leu um poema intitulado "Nostalgia", afirmando: "hoje, ser professor é um tormento/que não se deseja a ninguém".
Nuno Crato afirmou que esse "tormento" foi "uma imagem poética dessa senhora professora", que lhe transmitiu que "os professores precisam do apoio de todos".
Lembrando o novo estatuto do aluno e ética escolar, "que é um reforço da autoridade dos professores e um reforço do compromisso de todos os intervenientes do sistema educativo", o governante disse que também o ministério da Educação "apoia os professores", que, "por vezes, se sentem desacompanhados".(…)