segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Chega-se a ser grande por aquilo que se lê e não por aquilo que se escreve (Jorge Luis Borges)


 São cada vez mais as evidências de que ler faz bem à saúde. Estudos realizados por diferentes instituições de ensino superior internacionais revelam que os benefícios vão desde a memória e do aumento da plasticidade do cérebro à melhoria das relações interpessoais e da empatia, passando, até, pela redução da pressão arterial.(…)
 A investigação em questão (um estudo recente da Universidade da Califórnia) mostrou que o desenvolvimento de atividades que estimulam o cérebro, nomeadamente a leitura diária desde tenra idade, pode ajudar a prevenir a doença de Alzheimer, inibindo a formação das placas amilóides, proteínas encontradas nos pacientes que sofrem do problema.
Os cientistas analisaram o cérebro de adultos saudáveis com idade igual ou superior a 60 anos e sem sinais de demências, concluindo que aqueles que levavam a cabo atividades como a leitura, o xadrez ou a escrita desde os seis anos de vida mostravam níveis muito baixos destas placas e, consequentemente, menor risco de desenvolver a doença.

Vantagens começam nos primeiros anos
 
As vantagens começam, aliás, a sentir-se desde os primeiros anos. Ouvida pelo diário britânico, a neurocientista Susan Greenfield salientou que a leitura ajuda a aumentar os níveis de concentração das crianças e a sua capacidade de pensar com clareza, o que tem impactos nas fases mais tardias da vida.
  "As histórias têm um início, um meio e um fim, uma estrutura que encoraja os nossos cérebros a pensar em sequência, a associar causa, efeito e significado", explicou a especialista, acrescentando que esse facto justifica a importância de os pais lerem aos filhos e sublinhando que "quanto mais o fazemos, melhores nos tornamos" a nível cerebral.
  Além disso, mais do que, por exemplo, um jogo de computador, a leitura ajuda a gerar empatia para com os outros e a melhorar as competências relacionais. "Num jogo podemos ter de salvar uma princesa, mas não queremos saber dela, só queremos ganhar. Mas, num livro, a princesa tem um passado, um presente e um futuro, tem relações e motivações. Podemos identificar-nos com ela", esclarece Greenfield.
Em 2009, dois outros estudos tinham já provado os efeitos positivos da leitura na saúde. Um grupo de investigadores norte-americanos mostrou, à data, que, ao ler, o nosso cérebro constrói as imagens, sons, cheiros e sabores descritos, fazendo com que sejam utilizadas as mesmas partes da sua estrutura usadas em experiências da vida real que, assim, são ativadas e criam novas ligações neuronais.
No mesmo ano, especialistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, concluíram ainda que ler durante apenas cinco minutos permite reduzir o stress em mais de dois terços, sendo mais benéfico do que, por exemplo, ouvir música ou dar um passeio. Este alívio da tensão está relacionado com a distração que advém da leitura, que relaxa os músculos e diminui a pressão arterial.
                                 Clique AQUI para aceder ao estudo realizado pela Universidade de Berkeley (em inglês).


"A presença do perigo confere génio ao homem sensato." (Stendhal)

A desconfiança e a indefinição de papéis são os principais obstáculos que corrompem a comunicação
Haverá relação mais perigosa do que aquela que pais e professores têm de manter para garantir o sucesso escolar dos alunos? Há certamente, mas os encarregados de educação e os docentes, que se preparam agora para mais um ano lectivo, podem vir a ter uma tarefa indigesta. Quando se trata de educação, quase toda a gente está convencida de que é perita no assunto. Pelo menos é isso que ambas as partes provavelmente pensam da outra parte.
A desconfiança e a dificuldade em estabelecer fronteiras entre o que é território de um e de outro são os principais obstáculos que corrompem a comunicação entre escola e família. “A primeira e quase a única barreira a derrubar é a desconfiança”, avisa Manuel Alves Barbosa, professor e dirigente da Escola Nacional de Pais, uma associação vocacionada para a formação parental. Definir limites é, por isso, o primeiro passo para tudo correr bem: “Aos pais compete acompanhar os filhos e manter a escola informada sobre todos os problemas que acontecem com eles.”
Aos docentes, por seu turno, além do evidente, que é ensinar, terão de se esforçar por detectar as dificuldades dos alunos, que passam mais tempo na escola do que em casa, defende Paula Costa, da Associação de Professores de Sintra. A ambos, finalmente, exige-se que tenham flexibilidade para ouvir e aceitar as sugestões de cada um: “A relação entre as duas partes é um vaso capilar com dois sentidos, para encontrar o melhor caminho para o sucesso escolar do aluno”, diz Luís Caetano, presidente da Associação de Pais da Secundária Alves Martins, em Viseu.
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domingo, 26 de agosto de 2012

"Quando perdemos o direito de ser diferentes perdemos o privilégio de sermos livres"



ATLETISMO
ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS
JUDO
TÉNIS DE MESA
BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS
FUTEBOL 5
NATAÇÃO
TIRO
BOCCIA
FUTEBOL 7
RÂGUEBI EM CADEIRA DE RODAS
TIRO COM ARCO
CICLISMO
GOALBALL
REMO
VELA
EQUITAÇÃO
HALTEROFILISMO
TÉNIS EM CADEIRA DE RODAS
VOLEIBOL SENTADO

Portugal irá estar representado por 30 atletas, em cinco modalidades: atletismo, boccia, equitação, natação e remo.

Um contributo cultural


Festival da Liberdade


Um evento que celebra a contribuição de pessoas com deficiência na cultura de Londres - é realizada na histórica Trafalgar Square em Londres. 
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Inclusão rima com verão


 







 A apresentação do primeiro fato concebido em exclusivo para portadores de deficiência decorreu durante o Festival “Surf at Night”, em Cortegaça.
A SURFaddict - Associação Portuguesa de Surf Adaptado apresentou, no sábado, na praia de Cortegaça, em Ovar, o primeiro fato de surf adaptado do mundo.
Trata-se de um fato concebido em exclusivo para a SURFaddict e adaptado a diferentes tipos de praticantes, tendo sido desenvolvido pela Janga, uma empresa da Figueira da Foz, que o concebeu de acordo com as indicações da associação e dos praticantes de surf adaptado.
“Este fato é mais elástico do que os outros” disse Nuno Vitorino, da Associação Portuguesa de Surf Adaptado, também ele deficiente motor, que explicou, numa reportagem à SIC, que o fato tem ainda uns fechos do lado exterior das pernas para ajudar a vesti-lo, bem como tem a particularidade de estar dotado de velcro na parte interior das coxas e pernas, permitindo que estas fiquem seguras durante a prática desportiva. “Ao segurar as pernas, elas não abrem ao ‘dropar’ as ondas em cima da prancha”, explicou.