terça-feira, 20 de março de 2012

É p'rà amanhã!

A ser assim, a notícia é boa!

O Ministério da Educação e Ciência vai começar a recrutar, por tempo indeterminado, 632 trabalhadores não docentes. Destes, 563 assistentes operacionais e 69 assistentes técnicos.
Actualmente, estes lugares são ocupados por trabalhadores com contrato a termo certo, pelo que após este concurso ficam reforçados os vínculos e a estabilidade de funcionamento dos estabelecimentos de ensino, diz o ministério em comunicado à imprensa. Será dada prioridade ao pessoal não docente com contratos a termo certo celebrados no ano de 2005/2006 ou seguintes.
Os trabalhadores exercerão funções de auxiliares de acção educativa; e os assistentes técnicos desempenharão as funções de assistentes de administração escolar.

De agredido a agressor vai um passo de distância

E se um miúdo habituado a levar tareia dos colegas de escola se saísse com um golpe à Bruce Lee? Uma academia de artes marciais de Lisboa propõe ensinar técnicas de luta para acabar com o "bullying" nos recreios.
Luís Barneto, instrutor de artes marciais da academia Jeet Kune Do, afirmou à agência Lusa que a técnica de Artes Marciais Mistas (MMA ou Mixed Martial Arts em inglês) pode ser a maneira de uma criança habitualmente vitimizada aprender a ser "firme" e deixar de apanhar tareia.
A sua academia, a JKD Unlimited, tem inscrições abertas para duas classes de MMA para miúdos em Lisboa e uma outra no Barreiro, à espera de crianças entre os sete e os doze anos, orientadas para combater o bullying, ou violência reiterada em meio escolar.
Apesar de reconhecer que a técnica, quando usada por adultos na vertente competitiva, pode ser "vista como violenta", Luís Barneto garante que ensinada a miúdos, "com muita brincadeira" à mistura, pode ter efeitos sérios quer nos que são agressivos quer nos que costumam ser as vítimas.
Para os que são habitualmente vítimas de bullying, o processo de aprender MMA passa por "tentar lutar e não estar só a apanhar umas técnicas que talvez ajudem a fugir ou escapar das coisas".
"Tornam-se lutadoras contra as adversidades da vida e isso inclui o bullying, que às vezes nem é uma questão física, é emocional", argumentou, frisando que "até os adultos são às vezes vítimas de bullying".

É possivel criar "aprendizes independentes".

O que significa inclusão?
Mel Ainscow:
Inclusão é a transformação do sistema educacional, de forma a encontrar meios de alcançar níveis que não estavam sendo contemplados.
Eu compreendo a inclusão como um processo em três níveis: o primeiro é a presença, o que significa, estar na escola. Mas não é suficiente o aluno estar na escola, ele precisa participar.
O segundo, portanto, é a participação. O aluno pode estar presente, mas não necessariamente participando. É preciso, então, dar condições para que o aluno realmente participe das atividades escolares.
O terceiro é a aquisição de conhecimentos - o aluno pode estar presente na escola, participando e não estar aprendendo.
Portanto, inclusão significa o aluno estar na escola, participando, aprendendo e desenvolvendo suas potencialidades.
Um outro aspecto da inclusão é identificar e sobrepujar as barreiras que impedem os alunos de adquirir conhecimentos académicos. Essas barreiras podem ser: a organização da escola, o prédio, o currículo, a forma de ensinar e muitas vezes as barreiras que estão na mente das pessoas. Estas são as mais difíceis.
Qual seria o número adequado de alunos numa classe em que se dá o processo de inclusão?
Mel Ainscow:
  Esta é uma pergunta difícil porque depende muito dos recursos disponíveis e das condições da escola. Eu diria 25 a 30 alunos seria um bom número. Mas, mesmo em classes numerosas, se olharmos para as crianças como possibilidades de ajuda no processo de inclusão de outras crianças, a tarefa torna-se mais fácil. É uma questão de organização da classe e das atividades de forma que as crianças possam contribuir mais. Crianças que passaram pelo processo de inclusão têm uma sensibilidade muito grande. Sabem melhor do que os adultos quais são as dificuldades que outras crianças terão.
Qual é sua opinião sobre as salas de apoio às crianças com necessidades especiais de aprendizagem?
Mel Ainscow:
 Em relação aos professores especializados, acho bom.
Os professores normalmente têm um longo dia de trabalho na classe. São muitas tarefas. Com a entrada do professor de apoio, há um tempo adicional para que possam pensar melhor sobre suas aulas. Isso é muito bom.
É importante encorajar a participação dos professores especializados como suporte e não como uma forma de enfatizar a segregação e a discriminação.
Neste ponto, torna-se importante esclarecer o que se entende por suporte. Significa a construção da autonomia do aluno no processo de aprendizagem.
Iniciar sempre com o mínimo necessário para que o aluno tenha condições de se desenvolver e, assim que possível, retirar o suporte para que ele possa prosseguir sem criar uma relação de dependência.
As crianças precisam aprender a ter autonomia nas suas aprendizagens, precisam se tornar "aprendizes independentes".

Só vale ser intolerante em relação à intolerância!

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, qualificou, esta segunda-feira, de "odioso" e "intolerável" o ataque numa escola judaica em Toulouse, França, que causou a morte a três crianças e um adulto.
Barroso manifestou em Bruxelas, através de uma porta-voz da Comissão Europeia, o seu mais "profundo pesar" pelo tiroteio na escola francesa, tendo enviado condolências às famílias das vítimas do crime.
Todos os locais religiosos em França, designadamente escolas judaicas, vão ser alvo de vigilância reforçada na sequência do tiroteio de Toulouse, anunciou hoje o Ministério do Interior francês.
"Orientações foram dadas aos prefeitos, aos serviços da polícia e da 'gendarmerie' para reforçar a vigilância em torno de todos os locais confessionais em França e particularmente em redor das escolas israelitas", declarou o porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, depois do tiroteio.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não há refeições grátis

 Vinte estudantes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, estão a trabalhar nas cantinas e salas de informática para ganharem dinheiro e terem direito a refeições gratuitas.
O projecto arrancou neste ano lectivo e, para já, conta com a adesão de 20 estudantes, que ganham dois euros à hora. Cada um pode trabalhar quatro horas por dia, duas ao almoço e duas ao jantar. Ao mesmo tempo têm direito a 44 refeições gratuitas por mês.
Elsa Justino, administradora dos Serviços de Acção Social da UTAD (SASUTAD), explicou à agência Lusa que estes estudantes ajudam nas cantinas e salas de informática, numa altura em que a universidade não está a contratar pessoal. «Para nós é uma ajuda e eles ganham um complemento para pagarem as suas despesas», salientou.

"Um pai vale mais do que uma centena de mestres-escola." (George Herbert )

Ver as coisas mais além / do que alcança a nossa vista! (António Aleixo) *

O facto de ser cego não impediu o jovem brasileiro Derek Rabelo de seguir o seu sonho e surfar as ondas do mar. O caso deste surfista, de 19 anos de idade, é relatado num vídeo que está a circular um pouco por todo o mundo, através da internet.
Derek é brasileiro, da cidade de Guarapari, e gosta tanto de surfar que foi passar o Inverno ao Havai onde conheceu três veteranos do desporto: Eddie Rothman e os seus dois filhos Makua e Koa.
Os três surfistas ficaram tão impressionados com a história de Derek Rabelo que o hospedaram em sua casa e lhe deram uma prancha nova, além de um apoio da marca de roupa Da Hui.
Um dos irmãos, Makua, admite que quando soube pela primeira vez que Derek surfava não acreditou mas agora sublinha que o jovem brasileiro "é o surfista mais incrível do mundo".
Clique para ver o vídeo 

* Ser artista é ser alguém!

Que bonito é ser artista...
Ver as coisas mais além
do que alcança a nossa vista!
(António Aleixo)

A-B-C da Solidariedade

Defendemos a manutenção da disciplina de EVT no currículo. Pelas suas virtudes, pelo seu caráter inovador/integrador de aprendizagens, no sucesso das mesmas junto dos alunos, escolas e comunidade educativa

domingo, 18 de março de 2012

Será que o vão deixar participar?

Oscar Pistorius corre com próteses e fez tempo para disputar a prova de 400 metros
Primeiro atleta portador de deficiência a disputar um Mundial de Atletismo, está bem próximo de fazer história novamente. Neste sábado, o sul-africano conseguiu o índice para participar dos Jogos Olímpicos de 2012, ao percorrer 400 metros no tempo de 45s20, em prova disputada em Gauteng North (África do Sul).
“Estou extremamente feliz por ter conseguido a classificação olímpica. É um grande momento para mim e tentarei dar meu melhor", afirmou Pistorius, quem classificou de "momento mágico" o instante em que cruzou a linha de chegada.

"Fragilidade, o teu nome é mulher!" (William Shakespeare)

Mulheres com deficiência: corpos morais
Pode dizer-se que as mulheres com deficiência vivem muitas vezes situações de grande ambivalência. Por um lado são mulheres - com tudo o que isso implica - e por outro têm uma deficiência que habitualmente é vista como uma coisa menor.
Estas mulheres são vistas como menores por serem mulheres e como menores por terem uma deficiência. E portanto, sofrem todas as agressões que as outras mulheres sofrem, agravado pelo facto de terem uma deficiência.
Tudo isto é agravado pela actual situação económica que Portugal atravessa e pelo novo acordo de concertação social que foi assinado pelo governo e alguns sindicatos, facilitador de despedimentos onde as mulheres (e no caso as mulheres com deficiência) serão as primeiras a ser despedidas ou dispensadas. Salvo, se forem mulheres com altas habilitações (mulheres com carreira académica), ou emprego assegurado.
Em seguida, com mais sucesso vêm as mulheres com deficiência visual, depois as mulheres com deficiência auditiva (devido à questão da comunicação) e por último as mulheres com deficiência mental ou doença mental, o que é também muito incapacitante.
É de realçar que, ao contrário de Portugal, nos países anglo-saxónicos se encontram muito mais mulheres com deficiência com sucesso académico, uma vez que as barreiras arquitectónicas são menores: há muito maior acessibilidade para os cidadãos com deficiência motora. É o caso de de Jackie Leach Scully, uma surda profunda inglesa com um vasto currículo académico e de participação no movimento dos cidadãos com deficiência, autora de vários livros entre eles o “Disability Bioethics: moral bodies, moral difference”.
Como essa autora defende, os corpos das mulheres com deficiência são essencialmente corpos morais, ou seja, corpos atingidos pela (má) ética, como é o caso das mulheres que são esterilizadas à força ou são vítimas de operações plásticas como aconteceu nos Estados Unidos onde uma família fez uma operação plástica a uma menina com síndrome de Down, para lhe retirar “os traços da deficiência” São casos extremos mas estas coisas acontecem devido ao enorme estigma que existe em relação à deficiência - em particular a deficiência mental - e normalmente as famílias fazem-no por razões parentais e institucionais.
Finalmente, estas mulheres geralmente não têm modelos, como as que não têm uma deficiência, e têm de descobrir por si só as potencialidades do seu corpo.

E quantas cenas traumáticas?

A deficiência está nos olhos de quem a quer ver

IDENTIFIQUE A MISS QUE É DEFICIENTE VISUAL

sábado, 17 de março de 2012

"Contrabalançai promessas com promessas e estareis a pesar o nada." (William Shakespeare)


O presidente da Câmara de Famalicão apelou neste sábado ao ministro da Educação para reintegrar a obra de Camilo Castelo Branco nos currículo do ensino secundário, mas para já Nuno Crato comprometeu-se apenas a “dar um maior destaque” àquele escritor.
Falando durante a inauguração de um centro escolar do concelho, o autarca de Famalicão, Armindo Costa, manifestou o seu “desencanto” pelo fim do estudo da obra de Camilo no ensino secundário, “concretizada antes de o actual Governo ter assumido funções”.
“Em 2012, comemoram-se os 150 anos da publicação do livro Amor de Perdição. Pensamos que a melhor maneira de o Ministério da Educação e da Ciência honrar a figura de Camilo Castelo Branco e o ensino da Língua Portuguesa seria reintegrar o seu estudo no plano curricular do ensino secundário”, sublinhou Armindo Costa.
O ministro da Educação respondeu afirmando que “há decisões que não se percebem”, mas ressalvou que o ministério “não vai mudar à pressa o plano curricular para este ano”.
Referiu que “os planos curriculares vão sendo alterados ao longo dos anos”, pelo que ao ministério cabe “analisar as coisas em concreto, ver o que está mal” e corrigir o que houver para corrigir.
No entanto, Nuno Crato garantiu que o Ministério da Educação dá “uma grande importância aos autores clássicos portugueses”, para vincar que “é evidente” que será pensada uma forma de “dar um maior destaque” a Camilo já este ano, aproveitando a circunstância da comemoração dos 150 anos de “Amor de Perdição” e “Memórias do Cárcere”.

Há quem lhes chame pais

Menino a chorar com pais em rixa à porta da escola

A discussão em torno da guarda de um menino de nove anos esteve na origem de insultos e agressões à porta da EB 2, 3 de Pardilhó, Estarreja, entre familiares da criança. O menor assistiu a tudo, chorando compulsivamente, enquanto um GNR tentava parar a contenda.
Os factos remontam a 16 de Setembro de 2009, quando os pais discutiram à saída de reunião na escola por causa da mãe impedir o ex-marido de ver o filho, que tinha esse direito estipulado por tribunal.
No calor da discussão, a mulher, que vai ter de responder por um crime de subtracção de menor, mordeu o dedo da companheira do ex-marido, que teve de ser submetida a uma intervenção cirúrgica e que pede uma indemnização de 13750 euros.
Os desacatos envolveram a mãe do menor, a avó materna e familiares do ex-marido. Terminam em tribunal num processo em que dois dos quatro arguidos são também assistentes no mesmo processo.

Constatar o óbvio

Boa comunicação com pais é sinónimo de jovens mais saudáveis
Os adolescentes que têm uma boa comunicação com a mãe, como é tradicional, mas também com o pai tendem a ter comportamentos mais saudáveis, assinala a coordenadora do estudo sobre comportamentos em saúde de jovens em idade escolar, Margarida Gaspar de Matos
A situação ideal é quando a comunicação com pai e mãe é boa", assim como com os amigos, ressalva. A partir de determinada idade, "os amigos são um suporte social para enfrentar o dia-a-dia e as aventuras de crescimento". "A boa comunicação com os pais potencia a que se desenvolve com os amigos."
O que estes dados também revelam é que, à medida que vão crescendo, a comunicação tende a piorar.
"À medida que vão crescendo, os pais têm que dar espaço para dialogar e evitar retirar-lhes espaço. 

As últimas (recomendações) são (tão importantes como) as primeiras!

Para ler o Relatório, clique
Recomendação 7: aumentar a conscientização pública e o entendimento das deficiências
O respeito mútuo e a compreensão contribuem para uma sociedade inclusiva.
Portanto, é vital aumentar a conscientização sobre a deficiência, confrontar as percepções negativas, e representar a deficiência com justiça. Coletar informações sobre o conhecimento, crenças e atitudes sobre a deficiência pode ajudar na identificação de falhas na compreensão da opinião pública que podem ser corrigidas por meio da educação e da disseminação pública de informações.
Recomendação 8: aumentar a base de dados sobre deficiência
Internacionalmente, metodologias para a coleta de dados sobre as pessoas com  deficiência precisam ser desenvolvidas, testadas em diversas culturas, e aplicadas consistentemente. Os dados precisam ser padronizados e internacionalmente comparáveis
para estabelecer um ponto de referência e monitorar o progresso das políticas relacionadas à deficiência e da implementação da CDPD nacional e internacionalmente.
Recomendação 9: fortalecer e apoiar a pesquisa sobre deficiência
A pesquisa é essencial para o aumento da compreensão pública sobre questões relacionadas à deficiência, a oferta de informações para a elaboração de programas e políticas dedicados à deficiência, e para a alocação eficiente de recursos. Esse Relatório recomenda áreas para a pesquisa sobre a deficiência incluindo o impacto de fatores ambientais (políticas, ambiente físico, atitudes) sobre a deficiência e como mensurá-lo; a qualidade de vida e bem-estar das pessoas com deficiência; o que funciona para a superação das barreiras em diferentes contextos; e a efetividade e resultados de serviços e programas para pessoas com deficiência.

Crónica de uma morte anunciada?!

T.P.C. 

Crónica: As razões da educação e formação

Os professores saíram da reunião, assentaram ideias e deram aulas. As situações acumularam-se, todos os dias, de todos os alunos da turma, de todas as disciplinas. Palavrões a meio da aula e não fazia mal porque não era para os professores mas para os colegas, estás a ver?, faltas de respeito directas, ameaças veladas, recusas em sentar-se na sala de aula, abandono da aula a meio, porque sim e porque não e, além do mais, vi uns amigos a passar pela janela e vou ter com eles, recusa em entrar na sala de aula, porque chegaram depois do professor, porque chegaram antes do toque, porque chegaram a horas mas o corredor é interessante, recusas em ser avaliado, era só o que faltava, escrever o nome no teste! Não escrevo nada e pronto!, enfim, se há uma coisa que os alunos não tinham é falta de imaginação na variedade de oposição a que construíam diariamente à educação e formação que a escola oferecia.

- Estou farto disto, comentou um professor. Eles são seis! Somos mais professores que alunos nesta turma! Isto é um desperdício de dinheiro, não achas?
- Eu tento não pensar assim, respondeu a professora. Eu tento pensar que se conseguirmos mudar as atitudes, nem que seja de um aluno, haverá um dia menos um roubo ou até menos uma morte. Tento pensar que é um investimento de outra maneira.

Sim, tenta-se pensar que vale a pena. Que uma vida preservada vale o salário e nervos e saúde de muitos professores. Mas é difícil não se pensar noutras coisas também.

JÁ ME FAZES FALTA!

É o fim de um ciclo. Ao fim de 244 anos e 15 edições impressas, a reputada Encyclopædia Britannicavai passar a existir apenas na Internet.
"É a passagem para uma nova era", diz o presidente da Encyclopædia Britannica ao jornal "New York Times ". Jorga Cauz considera que a edição em papel era já vista como uma relíquia, mas comprende que alguns leitores fiquem "tristes e nostálgicos".
Considerada por muitos a "enciclopédia das enciclopédias", a Brittanica é a mais antiga de todas. Detida pela empresa de um banqueiro suíço e sediada em Chicago, não resistiu à quebra dos lucros. A última edição impressa da Brittanica será, assim, a de 2010, composta por 32 volumes e com um peso de 58,5 quilos. O destaque é dado a artigos sobre o aquecimento global e o genoma humano.
Durante os anos 50 ter os pesados volumes nas prateleiras de casa era visto como a afirmação de um estatuto social, já que sempre foi tida como uma fonte para adultos cultos. Nos últimos anos não conseguiu sobreviver à concorrência de fontes online, em especial a Wikipédia . Para competir desenvolveu o seu site, adpatou-se ao CD e foi criando artigos mais simples para o leitor comum.

sexta-feira, 16 de março de 2012

E à Inclusão dizemos presente!


"DEPENDE"
 Por isso é sempre difícil responder à questão “Mas a inclusão nas escolas está a progredir ou não?”. E eu responderia evocando o Mestre Paulo Freire: “depende”. As pessoas que há mais tempo conhecem o sistema de apoio aos alunos com dificuldades ou o mundo da Educação Especial, não poderão deixar de dizer que há muitos progressos feitos. É certo que há alguns anos havia práticas excelentes e que em alguns casos se perderam. Mas é certo também que essas práticas eram muito circunscritas a certas escolas a certos projetos e pessoas. Hoje, em Portugal, as práticas que se reclamam da Educação Inclusiva estão muito mais disseminadas e a Inclusão tornou-se um assunto de discussão em todas as escolas. Por outro lado, sabemos que a Inclusão é um processo que não floresce se for circunscrito, se for isolado da totalidade da escola e assistimos frequentemente – demasiado frequentemente – a tentativas de tratar a Inclusão como um assunto que diz respeito a uns alunos “especiais”, “diferentes”, “deficientes” que são minoritários ou mesmo residuais na escola.
Estamos a progredir na Educação Inclusiva? “Depende!”. Mas depende também de nós, depende da convicção, da energia, da determinação que tivermos para continuar a lutar para que a Inclusão não seja um acontecimento quase folclórico na escola mas que seja uma prática de e para todos, todos os dias.

É ao trabalho sério e visionário de milhares de profissionais que vamos buscar inspiração para alimentar o nosso compromisso de fazer com que a Educação Inclusiva seja cada vez mais fruto da reformulação dos valores e práticas de ensinar e aprender nas nossas escolas.

David Rodrigues
Presidente da Pin-ANDEE